Adultos

    Lição 11 - Entre tempestades e promessas VI

    ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

    PORTAL ESCOLA DOMINICAL

    TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

    Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

    COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

    COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

    LIÇÃO Nº 11 – ENTRE TEMPESTADES E PROMESSAS

    Após testemunhar Cristo perante as autoridades em Jerusalém, o apóstolo Paulo é conduzido a Roma, na Itália. A viagem foi realizada por meio de navio. O episódio descrito em Atos 27 revela a precipitação do centurião em prosseguir a viagem apesar dos perigos apontados por Paulo a respeito daquela travessia. Diga-se de passagem, àquela altura da vida, o apóstolo já havia enfrentado três naufrágios que quase lhe custaram a vida (2 Co 11.25). Porém, rejeitando o conselho de Paulo, o centurião autorizou que o piloto prosseguisse a viagem (vv. 10, 11). Ocorreu que uma forte tempestade se levantou no mar, de modo que mesmo lançando fora parte da estrutura do navio não foi possível evitar o naufrágio.

    O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

    A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM

    A nossa vida é como uma viagem, às vezes tempestuosa. Na jornada da vida atravessamos caminhos cheios de espinhos, despenhadeiros íngremes, pântanos lodacentos, pinguelas estreitas, desertos causticantes e mares encapelados. Mesmo quando estamos fazendo a vontade de Deus e também a nossa, encontramos tempestades pela frente.

    Paulo, que foi preso mediante uma falsa acusação em Jerusalém, agora se via pronto para embarcar em sua viagem rumo a Roma. Em sua viagem, o apóstolo não tinha a dimensão dos perigos reais que o acometeriam, contudo, entendia que o Senhor estava com ele em todo o percurso.

    Uma leva de 276 passageiros embarcou para Roma. Dentre esses, alguns prisioneiros. Esses prisioneiros, diferentemente de Paulo, provavelmente já eram homens condenados à morte que seriam usados como vítimas humanas para entreter a população na arena romana.

    Em uma certa altura da viagem, Paulo se levanta e argumenta que prosseguir na navegação seria incômodo e perigoso, contudo, o centurião preferiu confiar na habilidade do piloto, desprezando a grandeza da fúria da natureza. Assim, o desprezo à orientação do apóstolo trouxe consequências graves, e elas vieram com grande dano à embarcação.

    Logo que zarparam de Fenice, descumprindo a orientação de Paulo, experimentaram uma leve sensação de sucesso, pois o vento soprava brandamente (27.13). Não tardou, porém, para que o mar se transformasse em um monstro indomável. O navio começou a ser jogado de um lado para o outro com grande violência, sob as fortes rajadas de vento e imensas ondas provocadas pelo tufão de vento, uma espécie de redemoinho, ou ciclone, chamado Euroaquilão.

    Os marinheiros devem aproveitar ao máximo o vento e, de igual modo, todos nós em nossa viagem pelo oceano deste mundo. Quando os ventos são contrários, devemos seguir adiante da melhor maneira que pudermos. Muitos daqueles que não retrocedem pelas providências negativas, não seguem adiante pelas providências favoráveis. Muitos são os cristãos verdadeiros que se lamentam das preocupações de suas almas, que têm muito que fazer para se manterem em sua posição.

    Destaque

    Havia muitos tipos de tempestades naquela região e o conhecimento técnico do piloto, adicionado à sua experiência em viagens semelhantes, o fazia crer de que tudo sucederia normalmente. Infelizmente, o pior aconteceu, trazendo desespero a todos os que se encontravam a bordos do navio.

    Sobre o vento Euroaquilão: A palavra era normalmente usada pelos marinheiros para designar um vento leste ou nordeste. Era um vento violento que, frequentemente, originava-se nas águas de Creta, descendo rapidamente das montanhas em fortes rajadas. A palavra é formada a partir de duas outras, a palavra grega eyros, que quer dizer ‘vento leste’, e a palavra latina aquilo, que quer dizer ‘vento nordeste’. Assim, parece expressar um vento nordeste que se origina no leste. Ainda é comum que ventos tempestuosos vindos do leste, do sul e do nordeste agitem o Mediterrâneo. Este foi o vento tempestuoso na ocasião do desastroso naufrágio de Paulo (At 27.14).

    A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO

    Depois do vento brando, repentinamente as circunstâncias mudaram e surgiu um tufão. A crise chegou. O mar se revoltou. Sempre que deixamos de observar as placas de Deus ao longo da estrada da vida, corremos o risco de sérios acidentes. De repente, o tufão chega, a vida se transtorna e tudo vira de cabeça para baixo. [...] A fúria dos ventos era tão rigorosa que eles perderam o controle do navio. O navio já não obedecia mais a nenhum comando. O leme já não estava mais nas mãos daqueles que conduziam o batel. O navio ficou à deriva. As coisas fugiram do controle, e a vida virou de ponta-cabeça.

    A situação chegou a um ponto muito complicado, ao passo que toda a tripulação e os passageiros do navio estavam cientes de sua morte. O ânimo foi embora, e juntamente com ele, a vontade de se alimentar e de resistirem firmes em busca de uma salvação para suas vidas.

    O centurião, os marinheiros, a tripulação e os prisioneiros embarcados naquele navio perderam completamente a esperança de sobreviver. Eles haviam chegado ao fim da linha, ao fundo do poço, ao desespero fatal. A morte parecia inevitável. [...] Após quatorze dias sem aparecer sol ou estrelas no céu, ainda atirados de um lado para outro pela fúria dos ventos, perderam toda a esperança de salvamento (At 27.20).

    Foi nesse cenário que o Senhor enviou uma palavra ao apóstolo. Junto a ela, Paulo agora se posiciona em meio a uma grande crise. Ele confiou no Senhor, e entendeu que o propósito divino para a sua vida seria cumprido integralmente.

    Em meio ao grande desespero que tomou conta de todos, Paulo encoraja a tripulação e os prisioneiros, dizendo: Tende bom ânimo (At 27.22,25). Um anjo de Deus havia aparecido a Paulo, informando-lhe que, apesar da perda do navio e de toda a sua carga, nenhuma pessoa pereceria (At 27.23), pois o projeto de levá-lo a Roma para comparecer perante César estava de pé (At 27.24). A confiança de Paulo no cumprimento dessa promessa estava na fidelidade daquele que fez a promessa (At 27.25), embora antes eles tivessem de parar numa ilha (At 27.26).

    Destaque

    O ponto alto desse episódio foi a revelação de Deus a Paulo, na qual um anjo lhe disse que nenhum daqueles que estavam no navio se perderia. O cuidado divino sobre Paulo fazia parte do propósito de levá-lo até Roma, local onde ele deveria prestar testemunho de Cristo perante os governadores. É impressionante como Deus preserva outras pessoas por amor aos seus servos que estão debaixo dos seus cuidados! Ainda que as perdas materiais fossem tais de modo que eles temessem perder a própria vida, no final, Deus proveu o livramento
    (2 Pe 2.9).

    A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44)

    Quando o homem chega ao fim da linha, os recursos de Deus ainda estão disponíveis. Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus. A desesperança humana não fecha as cortinas para a intervenção divina.

    O que Deus prometeu ao apóstolo aconteceu, e eles chegaram em terra firme a salvo. É certo que o navio não foi salvo, mas as vidas sim. O navio serviu de lição para os marinheiro, a fim de entenderem que o orgulho e a soberba sempre precederão uma grande queda, e com a queda, as perdas serão inevitáveis.

    Aqueles que se lançam ao oceano deste mundo, com um bom vento, não sabem com que tormentas podem se deparar, e não devem dar como certo que terão bom êxito em seu propósito. Não tenhamos a expectativa de estarmos completamente a salvo, senão até que entremos no céu. Por muitos dias eles não viram nem o sol nem as estrelas; assim, às vezes, a tristeza é o estado do povo de Deus quanto aos seus assuntos espirituais: enfrentam as trevas, mas ao final, sempre terão a luz. Precisamos terminar a aula deixando claro que a caminhada cristã contará com incertezas e tempestades, contudo, se estivermos debaixo da vontade do Senhor, a providência divina sempre será cumprida em nossas vidas.

    Ainda que haja grandes dificuldades no caminho da salvação prometida, sem falta ela se efetuará. A salvação acontecerá, não importa quantas sejam as provas e perigos, porque no devido momento todos os crentes chegarão a salvo no céu. Senhor Jesus, tu nos asseguraste que nenhum dos teus perecerá. Tu levarás a todos a salvo à praia celestial. E quão feliz será este desembarque! Tu os apresentarás a teu Pai, e darás ao teu Espírito Santo a plena possessão deles para sempre.

    Destaque

    Se o próprio apóstolo Paulo, homem zeloso e temente a Deus, teve de enfrentar perdas materiais ao longo de sua trajetória, que dirá, nós crentes da atual geração! O exemplo de fé do apóstolo torna claro que, em muitas circunstâncias, Deus permitirá que ocorram perdas materiais na vida de seus servos, porém, a vida deles está guardada em Deus que mantem o domínio sobre todas as coisas (Cl 3.3; 1 Pe 1.5).

    COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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