Adultos

    Lição 2 - Recapitulando a jornada no deserto VI

    ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

    PORTAL ESCOLA DOMINICAL

    QUARTO TRIMESTRE DE 2026

    Adultos - O DEUS DA ALIANÇA: Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

    COMENTARISTA: Osiel Gomes da Silva

    COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

    LIÇÃO Nº 2 – RECAPITULANDO A JORNADA NO DESERTO

    O discurso de Moisés reiterava a importância de a nova geração aprender com os erros do passado e não os repetir. Durante a trajetória pelo deserto, os hebreus foram rebeldes e contradizentes aos mandamentos do Senhor (Nm 14.29; Dt 9.23, 24). Isso trouxe problemas significativos para o preparo e entrada na Terra Prometida. O primeiro desafio de Moisés para lidar com a inconstância do povo se deu quando saíram das terras egípcias. Moisés precisava organizar a nação e estabelecer novas lideranças a fim de que não se sobrecarregasse com as demandas que surgiam dentre o povo. Mesmo contando com a direção de Deus e sendo criterioso na escolha dos líderes, Moisés deparou-se com a insegurança e insubmissão da parte deles (Êx 18.13-26). Como se não bastasse a incredulidade e insubmissão, o pessimismo era outro problema sério que contaminava os hebreus (Nm 13.31-33).

    O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

    O VALOR DA LIDERANÇA COMPARTILHADA

    O crescimento traz seus problemas. Quem dera que todos os nossos problemas fossem deste tipo! Deus prometera a Abraão que tornaria sua semente tão numerosa como as estrelas dos céus, promessa que tem seu cumprimento aqui (cf. Gn 15.5). No versículo 12, Moisés menciona as dificuldades de governar um número tão grande de pessoas. As moléstias (“peso”, ARA) e cargas se referem às responsabilidades gerais de liderança, e as diferenças (“contenda”, ARA), às disputas entre grupos e indivíduos.

    Moisés carregava um pesado fardo na condução do povo judeu pelo deserto, razão pela qual acendeu o sinal de alerta sobre o quão saudável isso seria se ele conduzisse sozinho. Foi aí que, orientado pelo seu sogro Jetro, Moisés institui líderes para auxiliarem na condução na nação, deixando apenas os casos mais graves para a sua tratativa.

    Perceba que o líder Moisés entendeu que precisava de ajuda, e isso foi crucial para que ele pudesse manter-se saudável para continuar na frente de um povo difícil. Hoje em dia, infelizmente, muitos líderes não conseguem dividir suas cargas, seja por não depositarem confiança nos outros, seja pelo fato de não conseguirem formar novos líderes em suas congregações. Esse fardo cobra caro mental e espiritualmente.

    No tocante à instituição da liderança no presente tempo, precisamos analisar, cuidadosamente, o que a Palavra de Deus nos apresenta como critério e alertas, tendo em vista que uma imposição de mãos de maneira equivocada, pode gerar duros prejuízos para uma geração inteira.

    Os líderes que atendem aos critérios estabelecidos pela Palavra de Deus, e entendem o valor da obediência e a responsabilidade para a qual foram chamados, conduzem, com temor e tremor, submetendo-se ao auxílio do nosso Deus, o rebanho para o qual foram colocados como mordomos.

    Destaque

    Foi um tremendo fardo para Moisés guiar a nação. Ele poderia não ter completado a tarefa, caso não contasse com a ajuda de Deus e de outras pessoas. Assim como nações, empresas e organizações, na medida em que as igrejas crescem, tornam-se complexas. Surgem as necessidades e disputas internas. Um líder não pode tomar sozinho todas as decisões. Precisa de colaboradores fiéis. Talvez, assim como Moisés, você tenha uma propensão para tentar fazer todo o trabalho sozinho. Por medo ou vergonha, não pede ajuda. Mas lembre-se, Moisés tomou uma sábia decisão ao compartilhar a liderança com outros. Em vez de tentar lidar com as maiores responsabilidades sozinho, procure compartilhar a carga de forma que outros possam ajudá-lo e exercitar seus dons e habilidades dados por Deus em prol da Igreja.3

    A RECUSA DE ENTRAR NA TERRA PROMETIDA

    Moisés ainda destaca um ponto crucial, e triste, da jornada israelita no deserto. Ele relembra o quão incrédulos foram, mesmo diante da promessa dAquele que os deu grandes livramentos e operou grandes milagres. Moisés resgata essa memória para transmitir à nova geração o valor da fé.

    A recusa dos israelitas em possuir a terra é declarada de modo enfático e condenada nos termos mais categóricos. Primeiramente, não quiseram subir. Em segundo lugar, murmuraram nas tendas. Ficaram em casa e se recusaram a tomar parte na marcha à frente. E, finalmente, acusaram Deus de ter raiva deles. E tudo aconteceu porque as pessoas que fizeram o relatório aumentaram as dificuldades e ignoraram as possibilidades.

    O povo judeu abriu mão de confiar no Senhor, para atender ao temor que a incredulidade gerara em seus corações. Quando não confiamos em Deus, desprezamos, também, o cuidado que Ele tem por nós, principalmente os feitos que Ele já realizara em nossas vidas.

    Era verdade que as cidades eram grandes e fortificadas, mas Deus podia derrubar as muralhas — como de fato fez mais tarde em Jericó (Js 6.20). Os cananeus eram mais fortes e maiores que Israel; mas, como Moisés corretamente lembrou os israelitas, o SENHOR já os livrara dos egípcios, nação muito mais poderosa que qualquer uma de Canaã, e Ele ia adiante deles para lutar por eles. Em resposta à acusação absurda de que o Senhor os odiava, Moisés fala ternamente do cuidado paternal do Senhor no deserto. Ele imagina Deus indo à frente deles como um pastor a fim de achar o lugar para eles armarem as tendas, revelando sua presença de noite e de dia.

    Destaque

    Moisés relembrou a Israel a história da missão dos espias à Terra Prometida (Nm 13 — 14). Recordou que, quando eles retornaram com o relatório sobre os gigantes e as cidades muradas, os israelitas temeram prosseguir e começaram a reclamar de sua condição. Mas o relato da minoria, Josué e Calebe, enfatizava que a terra era fértil, o inimigo vulnerável e Deus estava ao lado deles. Tornamo-nos temerosos e ficamos imobilizados quando focamos os aspectos negativos de uma situação. Mas é muito melhor olhar o lado positivo: a orientação de Deus e suas promessas.

    A SENTENÇA DIVINA PELA DESOBEDIÊNCIA

    O Senhor ficou descontente por terem os israelitas se recusado a entrar na Terra Prometida, do mesmo modo que ficou quando fizeram o bezerro de ouro (cf. Nm 14.11,12). A recusa deliberada em receber as bênçãos de Deus pode ser tão desastrosa quanto a transgressão positiva. Aquela geração se demonstrou dura e contumaz, fazendo com que a ira divina chegasse e os arrebatasse. Deus declarou que nenhum deles, exceto Calebe e Josué, entrariam e tomariam posse da promessa que lhes fora feita. O peso da consequência da incredulidade chegou, e aquela geração pereceu no deserto.

    A sentença irrevogável foi pronunciada: Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais. Podemos arriscar nossa utilidade e felicidade futura em um momento de incredulidade e rebelião. As pessoas se deserdaram e atrasaram o propósito de Deus em abençoar uma geração inteira.

    Foi duro para o povo ouvir a sentença divina. Eles choraram, não por causa de terem se arrependido verdadeiramente do que fizeram, mas sim pelo fato de terem sentido um duro remorso por entenderem que chegaram muito perto, contudo, por causa de sua incredulidade, perderam a benção do final da jornada.

    Destaque

    Mas houve exceções. Calebe e Josué, sob risco de vida, não cederam diante do movimento de rebelião (Nm 14.10). Por esta causa, Deus os excluiu da sentença dos rebeldes e lhes prometeu um lugar na terra. Calebe é mencionado em primeiro lugar. Que menção mais honrosa podemos receber do que o Senhor nos dizer que insistimos em segui-lo? Só homens que acreditam cegamente no que Deus diz, como Josué e Calebe, e sabem que contra seu poder não há quem possa, perseveram em seguir a Deus e recebem a altura, o comprimento, a largura e a profundidade da salvação de Deus.

    COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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