ASSEMBLEIA DE DEUS - IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM PERNAMBUCO
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos
COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby
COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

LIÇÃO Nº 13 – A MISSÃO CONTINUA EM NÓS
INTRODUÇÃO
Nessa última lição, veremos que a missão da Igreja não nasceu com os apóstolos nem terminou com eles. Ela teve origem no coração de Deus, foi confiada por Cristo à sua Igreja e continua sendo realizada pelo poder do Espírito Santo. Missões não é apenas uma atividade da Igreja; é a própria expressão da vontade de Deus para alcançar os perdidos. Por isso, cada cristão é chamado a participar dessa obra.
I – A ORDEM UNIVERSAL DE CRISTO À LUZ DA GRANDE COMISSÃO
O livro de Atos termina sem um encerramento definitivo. Lucas não relata a morte de Paulo nem conclui formalmente sua narrativa. Isso acontece porque a história da Igreja não terminou no primeiro século. A missão iniciada por Cristo continua. A mesma ordem dada aos discípulos permanece válida para a Igreja de hoje. Jesus subiu aos céus, mas deixou sua Igreja na terra para cumprir Sua missão (Mc 16.15). O Mandato de Cristo, expresso na Grande Comissão (Mt 28.18-20), é global e revela a missão central da Igreja em todos os tempos: anunciar o evangelho e fazer discípulos entre todos os povos (Barclay, 2008; Pfeiffer; Harrison, 2001). Mais do que uma ordem para evangelizar, é um chamado para formar discípulos comprometidos com Cristo, ensinando-os a obedecer à Sua Palavra.
1.1 A autoridade do envio pertence a Cristo. Ao declarar: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18), o Senhor deixa claro que a Grande Comissão não é uma iniciativa humana, mas uma ordem do Cristo ressurreto, que reina sobre toda a criação. Por isso, a evangelização não é uma opção da Igreja, e sim uma responsabilidade confiada por aquele que possui domínio absoluto sobre os céus e a terra. Nesse sentido, a Igreja anuncia o Evangelho não em seu próprio nome, mas em nome daquele que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Cl 1.16-18; Fp 2.9-11). Assim, a autoridade de Cristo garante tanto a legitimidade do envio quanto a certeza de que Ele dirige, sustenta e faz prosperar a Sua obra até que o Evangelho alcance todas as nações.
1.2 O alcance da missão é universal. Jesus ordena em Mateus 28.18-20 que os discípulos façam discípulos de todas as nações. Ou seja, o Evangelho não possui barreiras étnicas, geográficas, sociais e culturais. Esse propósito já estava presente na promessa feita a Abraão, de que todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gn 12.3), foi reafirmado pelo profeta Isaías ao apresentar o Messias como luz para as nações (Is 49.6) e alcança seu pleno cumprimento na visão de João, que contempla uma multidão de todas as tribos, povos, línguas e nações adorando ao Cordeiro (Ap 7.9). Assim, a Igreja é chamada a proclamar fielmente o Evangelho em todos os lugares, demonstrando que a salvação em Cristo está disponível a todos os que creem.
1.3 O objetivo da missão é fazer discípulos. A Grande Comissão não se limita apenas à evangelização inicial. O alvo é formar seguidores comprometidos com Cristo (2Tm 2.2). Em Mateus 28.19,20, o verbo “ir” está conjugado no modo imperativo. Assim, “ide” não é uma sugestão; é um mandamento que. Esse mandamento envolve quatro ações complementares: a) ir, levando o Evangelho a todos; b) fazer discípulos, conduzindo pessoas a um relacionamento genuíno com Cristo; c) batizar, identificando publicamente os novos convertidos com a fé cristã; e d) ensinar, promovendo o crescimento espiritual por meio da Palavra de Deus. A missão se completa quando aqueles que são alcançados pelo Evangelho tornam-se discípulos maduros, obedientes e comprometidos em fazer novos discípulos para a glória de Deus.
1.4 A presença de Cristo garante o sucesso da missão. Ao encerrar a Grande Comissão com as palavras: “E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20), Jesus assegura que seus discípulos jamais estariam sozinhos diante das perseguições, desafios e dificuldades da obra missionária. A vitória da missão não depende da força humana, mas da presença constante do Senhor que guia, fortalece e sustenta os seus servos. A presença de Cristo e a atuação do Espírito Santo são indispensáveis para que a Grande Comissão seja realizada com fidelidade, poder e frutos para a glória de Deus (Jo 15.5; 14.26; 16.13).
II – O PAPEL DO ESPÍRITO SANTO NA EXPANSÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA
O papel do Espírito Santo na expansão missionária da Igreja é central no plano redentor de Deus. Jesus nunca enviou seus discípulos para cumprir a missão apenas com capacidade humana. Em Atos 1.8, Jesus promete poder aos seus discípulos para que sejam suas “testemunhas até os confins da terra”. A missão da Igreja não avança apenas por estratégias humanas, mas pela capacitação, direção e ação do Espírito Santo, que fortalece os crentes, abre portas para a
pregação do Evangelho e convence os pecadores da verdade de Cristo. A expansão missionária é resultado da cooperação da Igreja com a obra poderosa do Espírito Santo.
2.1 O Espírito Santo capacita a Igreja para testemunhar. O Espírito Santo é o grande capacitador da missão da Igreja. Em Atos 1.8, Jesus deixou claro que o testemunho eficaz dependeria do revestimento de poder vindo do alto, e não apenas da boa vontade ou da capacidade humana. O conhecimento bíblico é indispensável, mas somente a ação do Espírito Santo convence o pecador do pecado, produz novo nascimento e confirma a Palavra com poder (Lc 24.49; Zc 4.6; 1Co 2.4). Foi assim no ministério de Cristo (Lc 4.18) e continua sendo na missão da Igreja. Sem o Espírito Santo, há atividade religiosa. Mas, com o Espírito Santo, há transformação de vidas.
2.2 O Espírito Santo impulsiona a expansão do Evangelho. A expansão do Evangelho nunca dependeu apenas da capacidade humana, mas da direção e do poder do Espírito Santo. No livro de Atos, por exemplo, vemos o Espírito conduzindo cada etapa da missão: orientando Filipe a evangelizar o eunuco (At 8.29), separando Paulo e Barnabé para a obra missionária (At 13.2-4) e impedindo ou redirecionando seus caminhos conforme a vontade de Deus (At 16.6-10). Jesus apresenta o plano missionário da Igreja (At 1.8): começar em Jerusalém, avançar para a Judeia, alcançar Samaria e chegar até os confins da terra. Esse modelo revela que a missão é progressiva e abrangente para todos os povos.
2.3 O Espírito Santo derruba barreiras humanas e continua agindo hoje. Em Efésios 2.13-18, Paulo ensina que Cristo removeu a separação entre judeus e gentios, “porque ele é a nossa paz”. Cristo destruiu a parede da separação. A missão não consiste apenas em aumentar o número de membros. Ela existe para reconciliar pessoas com Deus, consigo mesmas e com o próximo (2Co 5.18,19). Mas, não existe missão eficaz sem dependência do Espírito Santo, pois é Ele quem une povos diferentes em um único corpo, o de Cristo (At 10.34-35; Gl 3.28). O mesmo Espírito que operou no Pentecostes continua: Convencendo do pecado (Jo 16.8); salvando vidas e restaurando famílias; chamando missionários; e capacitando a Igreja para evangelizar.
III – ASSUMINDO O COMPROMISSO PESSOAL COM MISSÕES
A missão progride porque Cristo continua reinando, o Espírito Santo permanece capacitando e o mundo cada vez mais necessita do Evangelho. A missão que Cristo confiou à Igreja deve persistir em nossos dias e deve ser assumida por cada crente, no poder do Espírito Santo, até que o Evangelho alcance todas as nações.
3.1 Todo salvo é chamado a testemunhar. Todo cristão que experimentou a salvação em Cristo recebeu também a responsabilidade de testemunhar do Evangelho. Embora Deus chame alguns para o campo missionário transcultural, todos os salvos são chamados a ser testemunhas de Jesus onde vivem, trabalham, estudam e convivem (Mc 5.19; 1Pe 3.15). A missão começa no cotidiano, quando demonstramos, por palavras e atitudes, a transformação que Cristo operou em nossa vida. Assim, quem vai, quem contribui e quem ora participa igualmente da expansão do Reino de Deus, cumprindo o propósito missionário estabelecido pelo Senhor (Is 6.8; Rm 10.14-15; Fp 4.15-18; Mt 9.37-38).
3.2 Devemos viver como embaixadores de Cristo. Antes de anunciar o Evangelho com os lábios, o cristão é chamado a
anunciá-lo com a própria vida. Ao afirmar: “Somos embaixadores da parte de Cristo” (2Co 5.20), o apóstolo Paulo ensina que representamos o Reino de Deus neste mundo. Um embaixador fala e age em nome daquele que o enviou; da mesma forma, o cristão deve refletir o caráter de Cristo em suas palavras, atitudes e relacionamentos. O testemunho de uma vida santa, íntegra e cheia de amor confirma a mensagem da salvação e dá credibilidade à pregação do Evangelho (Mt 5.16; Fp 2.15; 1Pe 2.12).
3.3 A urgência da missão exige compromisso. Jesus, certa vez, declarou: “A seara é realmente grande” (Mt 9.37). Ao afirmar isso, o Senhor revelou tanto a imensidão do campo missionário quanto a necessidade de trabalhadores comprometidos com a proclamação da mensagem da salvação. Diante dessa realidade, a questão não é se a missão ainda precisa ser realizada, mas se estamos dispostos a obedecer ao chamado do Senhor. O compromisso com a missão é uma expressão de amor a Cristo e de compaixão pelas almas, demonstrando que a Igreja permanece fiel ao propósito para o qual foi enviada ao mundo (Mt 28.19-20; Rm 10.13-15).
3.4 A missão deve ser realizada no poder do Espírito Santo. A obra missionária jamais pode ser realizada apenas por esforço humano, estratégias ou recursos materiais. Desde o princípio, Jesus deixou claro que seus discípulos receberiam poder ao descer sobre eles o Espírito Santo para serem suas testemunhas "até aos confins da terra" (At 1.8). É o Espírito quem capacita, dirige, fortalece e confirma a proclamação do Evangelho por meio da Palavra e de sua atuação sobrenatural. Assim como a Igreja Primitiva cumpriu sua missão dependendo da direção e do poder do Espírito (At 13.2-4; 16.6-10), a Igreja de hoje também deve anunciar Cristo na dependência do Espírito Santo, reconhecendo que o crescimento da obra missionária é resultado da ação de Deus e não apenas do esforço humano (Zc 4.6; 1Co 2.4-5).
CONCLUSÃO
A Grande Comissão não foi dada apenas aos apóstolos. Como discípulos de Cristo, somos chamados a anunciar a
salvação, fazer discípulos e cooperar com a expansão do Reino de Deus. A missão continua em nós quando: vivemos como testemunhas (Mt 5.16), oramos pelos perdidos, evangelizamos e investimos em missões, reconhecendo sempre nossa dependência para com o Espírito Santo. A pergunta final não é se existe uma missão, mas se estamos participando dela. Que a nossa resposta seja semelhante à de Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8).
REFERÊNCIAS
• BARCLAY, William. Comentário Bíblico: Atos dos Apóstolos. Hagnos, 2008.
• PFEIFFER, Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: Os Evangelhos e Atos. Moody Press, 2001.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, 2011.
Fonte: https://redebrasiloficial.com.br/licao_ebd.php Acesso em 20 de Set de 2026

