ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos
COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 10 – UMA ESPERANÇA INABALÁVEL PERANTE OS PODEROSOS
Paulo não negou sua fé perante as autoridades.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo da segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, analisaremos a prisão e o processo a que se submeteu Paulo até ser mandado para Roma.
- Paulo não negou a sua fé perante as autoridades.
I – PAULO É LEVADO AO SINÉDRIO
- Na sequência do estudo da segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, analisaremos a prisão e o processo a que se submeteu Paulo até ser mandado para Roma.
- Depois de ter sido levado para a Fortaleza Antônia, quando a multidão começou a lançar pó da terra em direção a Paulo quando este dissera que Jesus o mandara ir aos gentios de longe, o tribuno mandou açoitar o apóstolo, o que não ocorreu porque Paulo se identificou como cidadão romano (At.22:22-26).
- O tribuno, então, foi falar com Paulo e, ao saber que ele era cidadão romano de nascimento, enquanto o próprio tribuno o era por ter comprado a cidadania, ficou receoso, já que havia acorrentado o apóstolo, o que não poderia ter feito por ser ele romano, resolvendo, então, levá-lo ao Sinédrio, já que a questão discutida era religiosa, da alçada daquele órgão (At.22:27-30).
- Trata-se de mais um episódio em que o apóstolo Paulo nos ensina a usar a cidadania. Paulo era cidadão romano de nascimento, porque era natural de Tarso da Cilícia, e todos os habitantes daquela cidade gozavam desta cidadania, e, como tal, tinha todos os direitos garantidos pelo Império Romano.
- A cidadania romana de nascimento de Paulo não era um elemento do acaso. O Senhor fez com que Paulo fosse cidadão romano exatamente porque este fator iria possibilitar que o apóstolo exercesse o seu ministério diante dos gentios.
- A cidadania romana sempre foi um trunfo na obra missionário do apóstolo, como se vê, por exemplo, em Filipos (At.16:36-39).
- Paulo foi escolhido pelo Senhor Jesus para ser a principal personagem da evangelização dos gentios nos primeiros tempos da Igreja desde o ventre da sua mãe (Gl.1:15) e, por isso mesmo, fez com que Paulo fosse um cidadão romano, um filósofo (pois Tarso era um centro filosófico estoico) e um doutor da lei, formado em Jerusalém por Gamaliel.
- Cada uma destas facetas do apóstolo tinha um propósito na Sua missão, e a cidadania romana representava a remoção dos obstáculos legais e políticos para que o apóstolo pregasse o Evangelho. Por isso, quando surgiam questões jurídicas, Paulo tinha, mesmo, de invocar a sua cidadania para não permitir que estes impedimentos prevalecessem no exercício da sua missão.
- Por isso mesmo, não se pode concordar com a ideia daqueles que dizem que os discípulos de Jesus Cristo não devam buscar os seus direitos junto aos órgãos judiciários ou administrativo, mas, antes, sofrer o dano, conformar-se com eventuais violações de que sejam vítimas, já que é um “cidadão dos céus”, chegando mesmo a citar I Co.6:8. Nada mais falso!
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO