Adultos

Lição 9 - Coragem para testemunhar: Paulo diante da multidão VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 9 – CORAGEM PARA TESTEMUNHAR: PAULO DIANTE DA MULTIDÃO

Paulo foi escolhido e separado para ser uma testemunha fiel do Senhor diante dos reis e sábios do seu tempo. Apesar de toda oposição e sofrimento que teve de enfrentar o apóstolo não recuou, mas aproveitou cada oportunidade para confessar a Cristo diante dos homens. Depois de se despedir dos irmãos em Éfeso, Paulo viajou a Jerusalém a encontrar-se com os demais líderes da igreja para prestar contas dos feitos realizados na terceira viagem missionária, bem como do progresso da pregação do Evangelho pela Ásia Menor. Após ser avistado pelos judeus no Templo em Jerusalém, inicia-se um processo de ódio e perseguições severas contra Paulo, levando-o a ser novamente preso.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

A PRISÃO DE PAULO EM JERUSALÉM

Era a Festa de Pentecostes, e havia milhares de judeus em Jerusalém de todas as partes do mundo. Os judeus incrédulos vindos da Ásia, ao verem Paulo no templo, movidos pelo preconceito inflexível e pela violência fanática, numa atitude completamente diferente dos líderes da igreja de Jerusalém, alvoroçaram o povo e prenderam Paulo com violência.

A insatisfação dos judeus com Paulo era imensa. Eles estavam enfurecidos, pelo fato dele apresentar a Cristo a muitos, e, com isso, conquistar muitas almas para o rebanho do Senhor. O que Paulo estava fazendo era saquear o inferno com a mensagem da cruz, e sempre defendeu a fé diante dos judeus e gentios.

Esses judeus asiáticos espalharam boatos sobre Paulo. Os boatos normalmente não se baseiam em fatos; antes, alimentam-se de meias-verdades, preconceitos e mentiras. Esses críticos de plantão levantaram três acusações contra Paulo: acusaram-no de ensinar a todos a serem contra o povo, contra a lei e contra o templo.

Eles acusaram deliberadamente a Paulo de algo que ele não havia feito. Eles não desejavam conhecer a verdade, pois em uma massa popular, o que importa é a narrativa empregada, e não a verdade investigada.

Antes de investigar a veracidade das acusações e antes de oferecer ao acusado chance de defesa, os judeus deliberaram matá-lo. [...] O comandante Cláudio Lísias foi informado do motim e imediatamente se dirigiu à praça do templo com sua soldadesca, abortando a intenção dos judeus. [...] Os judeus cessaram de espancar Paulo quando o comandante mandou acorrentá-lo, para saber quem era e o que havia feito o prisioneiro. Nesse ínterim a multidão ensandecida gritava de forma desordenada sem saber por que vociferava contra o apóstolo. Por essa razão o comandante mandou recolher Paulo à fortaleza para não ser despedaça do pela multidão tresloucada, que clamava pela sua morte. A multidão gritava mata-o, da mesma forma que, quase trinta anos antes, outra multidão gritara contra outro prisioneiro (Lc 23.18).

Destaque

Com esta seção, começa a narrativa longa da prisão e dos julgamentos de Paulo, tanto em Jerusalém como em Cesareia, e da sua viagem para Roma, a fim de enfrentar o tribunal supremo. Ao ser levado para a fortaleza, Paulo pede permissão para falar à multidão amotinada. O comandante imaginava que Paulo fosse o egípcio que havia aliciado quatro mil sicários. Paulo responde declarando ser um judeu natural de Tarso, importante província do Império. A multidão silencia, e Paulo dirige-se a seu povo em língua hebraica.

A OPORTUNIDADE PARA TESTEMUNHAR

O apóstolo se dirigiu à multidão enfurecida, com o seu costumeiro estilo de respeito e boa vontade. Paulo relata com muitos detalhes a história da sua vida pregressa, comenta que a sua conversão foi por completo um ato de Deus. Os pecadores condenados são cegados pelo poder das trevas, uma cegueira perdurável, como a dos judeus incrédulos. Os pecadores convencidos de seus pecados, são cegados, como Paulo, não pelas trevas, mas pela luz. Por um tempo são levados à perda dentro de si mesmos, mas é para que o seu ser seja iluminado.

Paulo estava algemado, contudo lúcido; ele sabia o que deveria fazer realmente. Ele, ali diante do povo, permaneceu com sua postura calma e condizente, por entender que o Senhor o ajudaria em todo momento. Assim ele fala ao povo, fazendo uso de sua língua materna.

Paulo mostrou aos judeus que também era um judeu nascido em Tarso, mas fora criado em Jerusalém aos pés do grande mestre Gamaliel, sobrinho do famoso rabino Hillel. Paulo foi educado para ser um rabino, um líder do judaísmo. Dentre os de sua idade destacou-se, demonstrando grande zelo pela tradição de seus antepassados (G1 1.14). Mais que isso, perseguiu com fúria mortal a religião do Caminho, tornando-se uma fera selvagem, prendendo e encerrando em prisões os discípulos de Cristo. Esse fato era fartamente conhecido pelo sumo sacerdote, que entregou a Paulo cartas de autorização para prender os cristãos que moravam em Damasco.

A pregação de Paulo consistiu em um testemunho de fé, apresentado como o poder de Deus mudou a sua vida. Paulo apresenta-se como um ex judeu radical convertido ao Evangelho, destacando como se procedeu esse encontro com Cristo e como a luz do Evangelho purificou o seu ser.

Os judeus ouviram o relato que Paulo fez sobre a sua conversão, mas a menção de que era enviado aos gentios era tão contrária a todos os pré-julgamentos nacionais que não quiseram ouvir mais. A frenética conduta deles impressionou o oficial romano, e este supôs que Paulo teria cometido algum imenso delito.

Destaque

Mesmo diante das acusações e hostilidades, Paulo vê nessa adversidade uma oportunidade para testemunhar de maneira clara e incisiva. Paulo era consistente ao testemunhar Cristo diante da multidão. Tanto é que ao ser enviado para ser examinado com açoites, Paulo recorre à cidadania romana (At 22.25).

Deus utiliza dos conhecimentos e patentes humanas para propagar Sua mensagem da salvação a lugares onde o Evangelho é rechaçado e os crentes são estigmatizados como extremistas ou fanáticos religiosos. Mas nada há o que dizer quando o testemunho cristão diz muito mais do que palavras. No caso de Paulo, sua vida ilibada, zelosa de boas obras e honestidade para com Deus e os homens corroboraram para que fosse livre de condenações. Deus abre portas e concede livramentos a Seus servos quando estes testemunham o Evangelho por meio de um estilo de vida honesto e sincero perante Deus e os homens (At 6.3; 1Tm 3.7).

O PODER DO TESTEMUNHO PESSOAL

O apóstolo passa a relatar como foi confirmado, na transformação que havia sofrido. Havendo o Senhor escolhido o pecador, para que conheça a sua vontade, é humilhado, iluminado e levado ao conhecimento de Cristo e de seu bendito Evangelho. Aqui Cristo é chamado de Justo, porque é Jesus Cristo, o Justo. Aqueles que Deus escolhe para que conheçam a sua vontade, devem olhar para Jesus, porque por Ele, Deus nos tem dado a conhecer a sua boa vontade. O grande privilégio do Evangelho, selado em nós pelo batismo, é o perdão dos pecados.

Paulo cumpre mais uma vez sua missão como mensageiro do Evangelho. Ele destaca como o poder da mensagem da cruz impacta as pessoas, e assim o foi com sua própria vida. Paulo está apresentando um poderoso testemunho, capaz de destacar na prática como Deus transforma as pessoas.

A conversão de Paulo foi súbita e absolutamente extraordinária. Paulo não procurava Jesus; pelo contrário, ele o perseguia. Ele não encontrou a Jesus; foi encontrado por ele. Foi Jesus quem tomou a iniciativa de buscá-lo, confrontá-lo e salvá-lo. Isso aconteceu exatamente quando Paulo seguia para Damasco como uma fera selvagem para prender os cristãos. Jesus o derruba ao chão, quebra a dureza do seu coração, convertendo-o. Como um touro bravo e indomável que caçava os crentes, Paulo foi jogado ao chão e uma luz aurifúlgente brilhou ao seu redor. Seus olhos ficaram cegos, mas os olhos da sua alma foram abertos. Ao mesmo tempo que se tornou cativo de Jesus, encontrou a liberdade. Quebrantado, cego e convertido, foi conduzido a Damasco.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

Nosso Contato

  • Portal Escola Dominical
  • Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Quem está online?

Temos 220 visitantes e Nenhum membro online