Reflexões

Zaqueu - entre uma coisa e outra

NEY GOMES*

 

ZAQUEU, ENTRE UMA COISA E OUTRA

“E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado”. (Luc 19. 8 – ACF)

A riquíssima história de Zaqueu nos dá de maneira gratuita a oportunidade de entender a diferença que existe entre mal-entendidos e malfeitos. Zaqueu não era o tipo de pessoa que podemos chamar de “destruidora de relacionamentos”. Mas, em sua fala ele deixa claro que compreende que seu comportamento tem destruído a oportunidade de outros, a chance de enriquecer por meio do empreendedorismo.

O Brasil recente se parece com Zaqueu! Um estado que sufoca seus produtores de riquezas, lhes coloca sobre as costas altos tributos e que acorrenta seus rendimentos com uma enorme carga burocrática! Esse “Brasil Zaqueano” obriga seus cidadãos a uma sociedade que eles não desejam, bem ao estilo milícia carioca.

Mal-entendido a gente conserta com perdão, com pedidos de desculpas, com ações do coração. Coisas essas que em momento algum Zaqueu diz que vai realizar. Podemos afirmar com certeza que Zaqueu é uma das figuras de inteligência mais valiosas das Escrituras. E que por isso, suas palavras e ações nos são tão importantes para a criação de um modelo de sucesso em nossas atitudes.

Malfeitos a gente conserta com reparação, ressarcimento, restituição. Malfeito diz respeito a coisas, ao material. Zaqueu admite ter atrapalhado o ciclo alheio de prosperidade e geração de riquezas. Há pessoas que atrapalham o coração e as finanças de outros. Mas tem gente que só sabe fazer uma coisa ou outra. Verdade é, que nós deveríamos cuidar para que ninguém tivesse tanto poder assim sobre nós. Quando um país é como Zaqueu, apenas uma rica democracia é a solução.

Zaqueu nos deixa claro ao entendimento que existe uma ação para pessoas e outra para coisas. E onde nascem todas as nossas mazelas? De não saber fazer diferença entre “alhos e bugalhos”. Zaqueu enriqueceu fazendo coisas ilícitas, mas entrou para a história nos revelando que sabia exatamente como consertá-las.

Uma pessoa sábia vai atentar com bons olhos para a sua história, para evitar o risco de chamar Jesus de “Genésio”. Pois como se diz por terras tupiniquins comumente: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Ney Gomes – 21/11/2020. Twitter@neygms

"Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo." 1 Timóteo 4.10

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. NEY GOMES

Copyright © 2003 - 2024 Portal Escola Dominical todos os direitos reservados.