ASSEMBLEIA DE DEUS EM MUNDO NOVO - BA
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: PR JOSAPHAT BATISTA SOARES

LIÇÃO Nº 1 – ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ
INTRODUÇÃO
- Estudar a história de Abraão é uma inspiração para todos nós. É a saga de um homem comum que foi chamado, já numa avançada, idade para, literalmente, mudar a história da humanidade. Sua fé, sua obediência e sua renúncia fez dele O amigo de Deus. “E se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.” Tg 2.23.
I - TEXTO BÍBLICO Gênesis 12.1-9.
II - DEFINIÇÃO DO TERMOS ABRAÃO
- Hebraico
אַבְרָהָם (Avraham) - forma hebraica
- Grego
Ἀβραάμ (Abraam) - forma grega
- Aramaico
אַבְרָהָם (Avraham) - forma aramaica
1 - Etimologia
- O nome 'Abraão' tem suas raízes na língua hebraica, onde é escrito como 'אַבְרָהָם' (Avraham). A etimologia do nome pode ser dividida em duas partes: 'אַב' (av), que significa 'pai', e 'הָמוֹן' (hamon), que significa 'multidão' ou 'muitos'. Portanto, a interpretação mais comum do nome Abraão é 'pai de muitas nações'. A transformação do nome de Abrão para Abraão, conforme descrito em Gênesis 17:5, simboliza a mudança de identidade e a promessa divina de que ele seria o progenitor de uma grande nação. Linguisticamente, o nome também tem conexões com outras línguas semíticas, refletindo a riqueza da tradição cultural e religiosa da época. No grego, o nome aparece como 'Ἀβραάμ' (Abraam), que é uma transliteração direta do hebraico.
- Em aramaico, a forma é similar, mostrando a continuidade e a influência dessas línguas entre si.
2 - História da Palavra
- Abraão é uma figura central na Bíblia e o primeiro patriarca do povo israelita. Sua primeira menção ocorre em Gênesis 11:26 e, posteriormente, em Gênesis 12, onde Deus faz uma aliança com ele, prometendo torná-lo o pai de uma grande nação. O nome Abraão, que significa 'pai de muitos', é significativo não apenas porque simboliza a promessa de Deus, mas também porque reflete a identidade de Abraão como o patriarca de Israel e dos povos árabes, segundo a tradição. Ao longo do Antigo Testamento, Abraão é retratado como um modelo de fé e obediência, sendo mencionado em contextos que exaltam sua confiança em Deus. No Novo Testamento, a figura de Abraão é utilizada por diversos autores, como Paulo, para ilustrar a justificação pela fé. Em Romanos 4, Paulo argumenta que Abraão foi considerado justo por sua fé, antes mesmo da lei ser dada, o que enfatiza a importância da fé em Cristo. Ao longo da história, Abraão se tornou um símbolo de fé para judeus, cristãos e muçulmanos, e sua narrativa continua a ser estudada e interpretada em diversas tradições religiosas, destacando sua relevância atemporal.
- Nesta rica oportunidade, conheceremos maiores detalhes sobre as histórias dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. As experiências de fé vivenciadas por esses homens são uma referência para os crentes dos dias atuais. O testemunho deles revela que a fé verdadeira advém de um relacionamento muito especial com o próprio Deus. Trata-se de um exercício de confiança, paciência e sofrimento submetido à orientação divina.
*OBS:* A Origem de Abraão - “O relato em Gênesis detalha cem anos da vida de Abraão e move-se rapidamente pelos primeiros setenta e cinco anos de eventos. Em apenas alguns versículos (11.26-31), ficamos sabendo que Abrão era filho de Tera, irmão de Harã e Naor, marido da estéril Sarai (mais tarde Sara) e tio de Ló, filho de Harã, que morreu em Ur dos Caldeus. O enredo marca cronologicamente eventos significativos na vida de Abraão.” Amplie mais o seu conhecimento, consultando o Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD, p.20.
III - ABRAÃO - ISAQUE E JACÓ
- A história dos patriarcas é uma referência de fé para os crentes do Novo Testamento. A obediência de Abraão ao chamado divino, sua perseverança e disposição de fé para vencer os desafios são evidências do cuidado divino para fazer valer a sua Palavra. Alguns aspectos do comportamento de Abraão foram essenciais para que ele se tornasse o pai de uma grande nação e, posteriormente, chamado de o “pai da fé”. Esses mesmos aspectos servem de referência para que tenhamos uma fé firmada em Cristo, semelhante a fé demonstrada por Abraão. Conforme discorre a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD), “O chamado de Abraão incluía promessas e também obrigações. Deus exigiu de Abraão obediência e comprometimento pessoal com Ele — como o Senhor, o líder e a autoridade da vida de Abraão — a fim de receber o que lhe era prometido. Essa obediência e esse comprometimento incluíam: a) Confiança na palavra de Deus, ainda que as promessas parecessem humanamente impossíveis (Gn 15.1-6; 18.10-14); b) Obediência à ordem de Deus para deixar sua casa (Gn 12.4; Hb 11.8); e c) Um esforço sincero para viver de acordo com os padrões de Deus e fazer o que Deus diz que é correto (Gn 17.1,2)” (p.28).
- Estes aspectos, observados na trajetória de Abraão, apontam o padrão de obediência que Deus espera encontrar em seus servos na Nova Aliança. O exercício de fé dos cristãos inclui a obediência de um coração sincero, semelhante àquela praticada por Abraão na antiguidade. Por essa razão, os cristãos são chamados “filhos de Abrão” e herdeiros também de uma promessa (Gl 3.29). Como Deus fez com seu servo Abraão no passado, Ele também cumprirá suas promessas para conosco e, na verdade, já tem cumprido, nos tornando participantes da sua graça por meio do Espírito Santo que nos tem concedido (Rm 5.1,2).
OBS: “OBEDIÊNCIA. Um conceito central em ambos os Testamentos para entender a maneira pela qual o povo de Deus deve responder a Ele. Deus deseja obediência do seu povo, em contraste com mero serviço da boca para fora (Is 29.13; Mt 15.8; Mc 7.6) ou conformidade com o ritual religioso (Os 6.6; Mq 6.6-8). Quando Saul desobedeceu a Deus sacrificando alguns dos despojos da sua vitória sobre os amalequitas, o profeta Samuel respondeu: ‘[...] o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros’ (1Sm 15.22). No NT, o foco muda da obediência à Lei mosaica para a obediência a Jesus Cristo. A Grande Comissão contém instruções de Jesus para os seus próprios discípulos fazerem discípulos, ensinando-os a ‘obedecer’ (gr. tereo) o que Cristo ordenara (Mt 28.19,20, ARA).” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.362)
UMA CHAMADA DE DESAFIOS - RENÚNCIA E AMIZADE
- O ponto de partida do desafio e renúncia do Patriarca inicia-se no ato de deixar Ur dos Caldeus, uma grande Metrópole, na época, em que seu Pai Terá era bem sucedido. Ele renuncia tudo, a partir daí, para ser amigo de Deus. Abraão é um dos personagens bíblicos mais conceituados e admirados por todos os cristãos. Conhecido com o pai da fé, o patriarca é uma referência para todos os que creem (Rm 4.11) e nos ensina valiosas lições sobre como ser direcionado por Deus e confiar acima de todas as circunstâncias. Em um tempo marcado pelo paganismo e por práticas que desagradam ao Senhor, Abraão se destacou por sua obediência levando-o a sair de sua terra e do meio de seus parentes (Gn 12.1), passar por es colhas difíceis (Gn 21.14) chegando ao extremo entre ter que decidir se obedecia a Deus ou poupava a vida de seu filho (Gn 222).
I - UM CHAMADO SOTERIOLÓGICO
- A história da Salvação (Gn 12.1). A história da salvação, prometida ainda no Éden, continua aqui com Abraão. Seu chamado tem a ver, acima de tudo, com a soberana escolha de Deus. Ele mesmo escolheu Abraão, antes de este escolher Deus. Para o Messias chegar precisaria de uma genealogia e de uma família. Lembramos que o Evangelho de Mateus se abre com a declaração de que Jesus era “filho da Davi, filho de Abraão”. Deus concretiza Seus planos através de homens, e não de anjos. Existem dois componentes importantíssimos na Teologia da Salvação e que se acham presentes na vida de Abraão: graça e fé. Graça é Deus falando e chamando. Fé é O homem respondendo. Salvação é junção de fé e graça. Essas duas coisas estão entranhadas na biografia desse patriarca.
1 - A chamada a Abraão foi acompanhada de seis promessas.
- Ele seria o pai de uma grande nação.
- Deus o abençoaria durante a sua vida.
- Abrão seria uma figura mundial (o seu nome iria ser grande);
- Ele seria uma bênção para outras pessoas.
- Os que amaldiçoassem, degradassem ou desprezassem Abrão atrairiam a ira de Deus sobre si próprios.
- Sua influência benéfica se estenderia a todas as famílias da terra.
2 - Sua peregrinação (Gn 12.5).
Aos 75 anos, quando muitos estão se aposentando ou finalizando sua vida profissional, Abraão iniciou sua jornada com Deus. Ele recebe o maior desafio da sua vida quando já havia vivido a metade da sua existência, pois as Escrituras dizem que ele morreu aos 175 anos (Gn 25.7). A lição é que não há hora, tempo ou idade para Deus nos desafiar e nos usar em Suas mãos. Seu chamado aparentemente tardio e sua prontidão em iniciar uma jornada de aproximadamente 1.400 Km, se arriscando com Deus, é um tônico e um alento para nossa alma. Mais curioso ainda é o fato de a Bíblia dizer que ele não sabia para onde estava indo. Logo, chegar ao seu destino dependia mais de Deus do que dele. Era uma proposta arriscada, demorada e até incerta aos olhos humanos, mas ele foi cheio de convicção.
3 - Sua obediência (Gn 12.4). Essa é uma grande marca em Abraão:
- Sua capacidade de obedecer. Quando Deus o chama, A PRIMEIRA EXIGÊNCIA É OBEDIÊNCIA. Deus diz três coisas, três verbos para ele: “saia”, “vá” e “mostrarei” (Gn 12.1-2). Toda vez que Deus escolhe um homem, a primeira exigência é obediência. É impossível andar com Deus sem essa qualidade. Muitos parecem ter medo de obedecer. Acham que sua vida ficará pequena e sem graça. Mas obediência não é um chamado para a infelicidade. Deus nunca chamou ninguém para a miséria, para a desgraça e para a frustração. A vida que se abre para Deus em obediência, como fez nosso personagem, é uma vida realizada.
II - AS FALHAS DE ABRAÃO
- Abraão não era um super-homem, e Deus sabia disso desde sempre. Ele era humano, como nós também somos, e estava longe da perfeição. O fato de Abraão ter sido o “Pai da Fé” não implica que ele nunca tenha pecado. Aprendemos com suas falhas que Deus não escolhe pessoas extraordinárias. O extraordinário será sempre Deus.
1 - Medo (Gn 12.12). Somos desafiados a aprender não só com as vitórias de Abraão, em seus sucessos e superações, mas também somos desafiados e convidados pela graça de Deus, a aprender com seus erros, diante dos seus pontos fracos e suas falhas. O primeiro deles foi o medo que invadiu o seu coração, quando se aproxima do Egito. Veja que, chegando na terra de Canaã e se deparando com a fome, nosso herói vacila e decide buscar solução no Egito. Gênesis 12.10 diz que havia uma grande fome na terra da promessa. Esse é o primeiro teste a que Abraão é submetido. Bastaria ele confiar que o Deus que lhe chamou e o guiou proveria tudo. Mas, temendo que lhe faltariam provisões, ele vai até o Egito. Como era de se esperar, deu tudo errado.
2 - Mentira (Gn 12.13). Como sabemos, um erro nos deixa mais perto do próximo erro. Durante sua permanência no Egito, Abraão deu prova de que não estava livre de fraqueza e imperfeição humanas. Ocultando o fato de que Sara era sua esposa, evidenciou desconfiança no cuidado divino. Sara, como diz a Bíblia, era uma mulher bonita, e ele imaginou que os egípcios cobiçariam a bela estrangeira, e que, a fim de consegui-la, não teriam escrúpulo de matar seu marido. Raciocinou que não seria culpado de falsidade ao apresentar Sara como sua irmã, tendo em vista que ela era filha de seu pai, ainda que não de sua mãe (Gn 20.12). Mas a verdade é que ele estava preocupado mais consigo próprio.
- Meia verdade será sempre uma mentira inteira, e nenhum desvio da estrita integridade pode encontrar a aprovação de Deus. Devido à falta de fé por parte de Abraão, Sara foi posta em grande perigo. O rei do Egito, sendo informado de sua beleza, fez com que ela fosse levada a seu palácio, intencionando fazê-la sua esposa. Mas o Senhor, em Sua grande misericórdia, protegeu Sara, enviando juízos sobre a casa real (Gn 12.17). Por este meio, o rei soube a verdade a respeito de Sara e Abraão. O resultado é que o rei pagão repreende o grande patriarca: “Por que não me disseste que era ela tua mulher? E me disseste ser tua irmã?” (Gn 12.18-19). O esquema de Abraão não dera certo. Que triste quando alguém vacila sobre a fé que professa. Mais vergonhoso ainda é quando o povo de Deus manifesta padrões inferiores aos do mundo. Que Deus nos guarde!
3 - Métodos próprios (Gn 16.2). Abraão, com 85 anos e lutando contra o relógio, parecia estar cansado de esperar pelo filho prometido por Deus e decide aceitar a sugestão de Sara para engravidar a escrava egípcia Agar. Pelas leis da época, o filho de Abraão com uma escrava pertenceria a Abraão e Sara. Mas esse “jeitinho” e essa ajudinha que Abraão tenta dar a Deus custa-lhe muito caro, e as consequências do seu erro perduram até hoje. Abraão e Sara erram, não por descrerem totalmente na promessa, mas em relação ao método usado para o cumprimento da mesma. Seria melhor terem esperado. Abraão, às vezes, foi relutante e teve dificuldades em crer que Deus cuidaria dele. Muitas vezes olhamos para os personagens da Bíblia e os julgamos imensamente superiores a nós, como se nós, devido a nossas falhas, jamais pudéssemos ser usados por Deus. Mas é bom saber que Deus não busca gente impecável e perfeita.
III - A VIDA DE ABRAÃO COM DEUS
1 - Adorador (Gn 12.8). Essa é uma das características de Abraão. Enquanto os pagãos adoravam seus ídolos, o patriarca, na contramão dos cananeus, tem um culto distinto. Ele edifica altares ao seu Deus (Gn 12.6-9). Esses altares erguidos por ele eram uma marca visível do seu relacionamento com Deus por onde andava. É um traço da sua história. Não mistura seu culto. Vamos perceber que ele faz isso repetidas vezes. Uma aplicação para nós é refletirmos se nossa passagem por onde andamos é marcada por “sinais” da nossa comunhão com Deus. As pessoas à nossa volta percebem que Jesus está em nossa vida, ou somos seres opacos? Adorar é mais do que cantar e bater palmas no culto; é glorificar a Deus com as atitudes e com a vida cotidiana. Não adoramos apenas quando nos reunimos para um culto; adoramos em tudo que fazemos (1Co 1O.32). Quando congregamos temos a oportunidade de uma adoração comunitária. Essa é a diferença.
2 - Intercessor (Gn 18.24). Intercessão é uma dimensão profunda de oração. Geralmente é um sacerdócio pouco valorizado e incentivado. Significa esquecer nossos próprios problemas e olhar para aqueles à nossa volta. Quem ora apenas por si mesmo pode ter fé, mas ainda é infantil. Só gente amadurecida ora pelos outros. A grandeza espiritual de Abraão é revelada na sua intercessão por Sodoma, uma cidade em que ele nem mesmo morava (Gn 18). No capítulo 20, ele agora intercede por um inimigo (Abimeleque), que tomara sua esposa. É um grande exemplo para nossa geração, que só vê o próprio umbigo. Jesus, nosso Senhor e Mestre, era (é) um intercessor (Lc 22.31-32 e Jo 17.9-11, 15-17 e 20). Por último, vale lembrar a exortação de Tiago: “…Orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16). É significativo que, à medida que Abraão continuou a sua oração e a interrogar Deus, embora ficasse cada vez mais ousado em suas perguntas, jamais se esqueceu de que era a Deus que ele estava se dirigindo. O texto deixa claro que Deus estava mais pronto para perdoar do que a destruir (Gn 18.22-33). Assim, Abraão prossegue em sua intercessão até parar em dez justos pra poupar a cidade.
3 - Amigo de Deus (Tg 2.23). Amigo é aquele com quem desfrutamos intimidade. Aquele a quem expomos nossos segredos sem receios. Ser amigo de Deus é um epíteto que apenas Abraão teve. Esse título é repetido por três vezes na Bíblia sagrada (2Cr 20.7; Is 41.8 e Tg 2.23). Em todas essas referências percebemos que não foi Abraão que se denominou “amigo de Deus’’ mas foi Deus quem o qualificou como amigo. Hoje Jesus chama homens e mulheres para uma relação de confidencialidade e intimidade. Encontramos em Jo 15.15 esse maravilhoso texto: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer” (Jo 15.15). Como filhos de Abraão na fé, temos sido conhecidos como amigos de Deus?
OBS: “ABRÃO.* Abrão, cujo nome Deus mais tarde mudou para Abraão, nasceu em uma das fabulosas cidades do mundo antigo, Ur. Nos dias de Abrão, 4.100 anos passados, Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade localizada ao longo do rio Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental, enorme riqueza, moradia confortáveis, música e arte. Em sua terra natal, Abrão ‘servia a outros deuses’ (Js 24.2). No entanto, quando recebeu o chamado de Deus, Abrão deixou sua civilização e peregrinou para Canaã, onde viveu como nômade em tendas por quase cem anos. Abrão trocou a desvanecente glória deste mundo por um relacionamento pessoal com Deus [...]. Hoje ele é reverenciado por adeptos de três grandes religiões mundiais: judaísmo, islamismo e cristianismo.” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2012).
CONCLUSÃO
- Nenhum personagem do Antigo Testamento é tão importante para aqueles que possuem a Bíblia como regra de fé quanto Abraão. Podemos observar isso em Isaías 41.8 e 51.2, em que o próprio Deus o chama de amigo. É o único homem que o Senhor manda olhar como modelo de promessas e bênçãos. Abraão também é considerado o pai das três maiores religiões monoteístas do mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Comente com seus alunos a importância de entender e obedecer ao chamado de Deus, assim como fez o patriarca. Abraão é apresentado no Novo Testamento como um homem de fé, como nosso pai e nosso exemplo. Vemos isso em Romanos 4.11,12 e Gálatas 3.1-14. Lá os crentes são chamados de filhos de Abraão e herdeiros de todas as bênçãos que Deus lhe prometeu, quando disse que Nele seriam abençoadas todas as famílias da Terra (Gn 12.3).
Bibliografia
- Bíblia de Estudo Gesiel Gomes
- Bíblia Cronológica
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
- Apontamentos Teológicos do autor
- Disciplina grade ctec vida cristã - Heresiologia
Lições Bíblicas CPAD - Adultos - 4º Trimestre de 2002 - Título: Abraão: O amigo de Deus — Comentarista: Elienai Cabral -
- https://ebd.veropeso.com.br/licao-03-abraao-o-amigo-de-deus/
- Comentário: Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Mundo Novo-Ba. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC – Pós-Graduando em História, Membro da academia Pré-Militar (ACPMB) – Pós-Graduando Ciências da Religião (Famart) – Juiz de Paz (CONAJ), Graduando História (Facuminas), Formação da Alfabetização da Língua Grega (Koiné), DIRETOR do CTEC VIDA CRISTÃ (Centro Teológico de Educação e Cultura), Autor do livro 1000 Esboços Bíblico para Sermões – Autor da Revista de Estudo Bíblico acerca de João Batista – Autor da Revista acerca de Absalão, Autor do Livro Evidências Reais do Apocalípse - Autor do Livro Escatologia Bíblica Panorâmica, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. JOSAPHAT BATISTA
