Adultos

Lição 1 - Abraão: seu chamado e sua jornada de fé VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 1 – ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Na ocasião que iniciamos mais um trimestre, teremos a oportunidade de conhecer maiores detalhes sobre as histórias dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. As experiências de fé vivenciadas por esses homens são uma referência para os crentes dos dias atuais. O testemunho deles revela que a fé verdadeira advém de um relaciona mento muito especial com o próprio Deus. Trata-se de um exercício de confiança, paciência e sofrimento submetido à orientação divina.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

DEUS CHAMA ABRÃO

Iniciamos mais um trimestre debaixo da vontade de Deus. Neste, estudaremos sobre a vida de homens que, em sua jornada, entenderam o real sentido de viver seguindo os preceitos da promessa que Deus havia falado. Estamos iniciando uma jornada para estudarmos sobre como a fé deles desse causar impacto na nossa geração.

Abrão (Abraão), o primeiro deles, foi convocado pelo Senhor para abandonar toda estrutura que o mantinha em certo conforto, para seguir apenas a direção que o Senhor lhe daria (Gn 12.1). Abrão deixou o seio de sua família, que era idólatra (Jo 24.2,3), para seguir o projeto divino para sua vida.

A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (Gn 12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, Deus estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles.

Quando foi chamado, Abrão tinha duas opções: ouvir a voz de Deus e seguir com fé para atender ao seu chamado; ou ficar onde estava, em sua zona de conforto familiar. O destino? Não lhe fora informado. A voz de Deus apenas lhe disse: sai e vai para onde eu determinar. O chamado de Abraão incluía promessas e também obrigações. Deus exigiu de Abraão obediência e comprometimento pessoal com Ele - como o Senhor, o líder e a autoridade da vida de Abraão - a fim de receber o que lhe era prometido. Essa obediência e esse comprometimento incluíam: confiança na palavra de Deus, ainda que as promessas parecessem humanamente impossíveis (Gn 15.1-6; 18.10-14); obediência à ordem de Deus para deixar sua casa (Gn 12.4; Hb 11.8); e um esforço sincero para viver de acordo com os padrões de Deus e fazer o que Deus diz que é correto (Gn 17.1-2).

Destaque

Ao ouvir aquela determinação, Abrão não questionou Deus. Não ponderou que já era um homem bastante idoso, de quase oitenta anos e que já estava bem onde morava. Não! Ele simplesmente creu e tomou as providências para se mudar para o lugar destinado por Deus. A experiência da vida cristã nos mostra que, para a fé ser aprovada pelo Senhor, normalmente, ela tem que ser provada. Nunca alguém pode dizer que tem fé se não passar por momentos de prova em sua vida.

Quando Deus chamou, Abrão deixou Ur, com fé, e seguiu para Harã e, finalmente, Canaã. Então, Deus estabeleceu um concerto com Abrão, dizendo-lhe que ele seria o fundador de uma grande nação. Não apenas essa nação seria abençoada, disse Deus, mas também outras nações da terra seriam abençoadas por intermédio dos descendentes de Abrão.

A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS

Deus prometeu abençoar Abrão e fazê-lo famoso, mas impõe uma condição: Abrão teria que fazer o que Deus queria que ele fizesse. Isto significava deixar sua terra e seus amigos, e viajar para uma nova terra, onde Deus prometeu edificar uma grande nação da família de Abrão. Abrão obedeceu, deixando sua casa, pela promessa de Deus de bênçãos ainda maiores no futuro.

O princípio primaz de Abrão foi a obediência associada a grande fé no Senhor. Ele não contou dificuldades, muito menos impôs a sua idade como limite para que a obra divina fosse realizada em sua vida. O que ele fez foi obedecer, independentemente ao que aconteceria após a sua decisão.

Como demonstração de que Abrão era um homem que tomou conhecimento do Deus Criador dos Céus e da Terra e passou a crer nEle de modo marcante e profundo, ao ouvir o chamado de Deus, se dispôs a obedecer-lhe prontamente, sem qualquer hesitação. Humanamente, poder-se-ia entender que Abraão estaria indo em direção a uma grande aventura.

O pai da fé então transmitiu a grande lição para as próximas gerações: obedecer a voz de Deus, sem mesmo saber como Ele executará a Sua obra. Isso implica que a jornada forjará em nós maturidade, pois as lições que o nosso Senhor fará com que venhamos a enfrentar, servirão como ensino e capacitação na nossa jornada de fé.

A narrativa de Abrão, desde o início, chama a atenção para a seguinte verdade: a obediência a Deus é essencial para o usufruto da salvação nEle. Abrão obedeceu à palavra do Senhor. Sua obediência incluiu deixar seu lar e sua pátria e confiar-se ao cuidado de Deus, na sua orientação divina e nas suas promessas. Assim como Abrão, todos os crentes em Cristo são conclamados a deixar sua “terra... parentela... e casa do pai” (Gn 12.1), para seguir a Jesus, no sentido de buscar uma pátria “melhor, isto é, a celestial” (Hb 11.16).

Destaque

A história dos patriarcas é uma referência de fé para os crentes do Novo Testamento. A obediência de Abraão ao chamado divino, sua perseverança e disposição de fé para vencer os desafios são evidências do cuidado divino para fazer valer a sua Palavra. Alguns aspectos do comportamento de Abraão foram essenciais para que ele se tornasse o pai de uma grande nação e, posteriormente, chamado de o "pai da fé".

Estes aspectos, observados na trajetória de Abraão, apontam o padrão de obediência que Deus espera encontrar em seus servos na Nova Aliança. O exercício de fé dos cristãos inclui a obediência de um coração sincero, semelhante àquela praticada por Abraão na antiguidade. Por essa razão, os cristãos são chamados "filhos de Abrão" e herdeiros também de uma promessa (Gl 3.29). Como Deus fez com seu servo Abraão no passado, Ele também cumprirá suas promessas para conosco e, na verdade, já tem cumprido, nos tornando participantes da sua graça por meio do Espírito Santo que nos tem concedido (Rm 5.1-2).

AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ

Obedecer a Deus é aceitar os seus desafios com fé. Em nossa jornada de obediência, enfrentaremos desafios que testarão a nossa fé. Essa prova é necessária para o aperfeiçoamento dos santos, a fim de torná-los mais maduros na jornada, para enfrentarem os desafios do caminho.

Quando houve uma escassez de alimentos, Abrão foi para o Egito, onde havia alimentos. Por que Deus permitiu a escassez de alimentos na terra à qual acabara de enviar Abrão? Este foi um teste para a fé de Abrão, que superou o teste. Ele não questionou a orientação de Deus, quando se viu diante desta dificuldade.

O que Deus espera de nós é sujeição à Sua vontade. Entender isso fará com que nossa jornada seja de confiança na vontade do nosso Senhor. Os grandes obstáculos servirão para o nosso aperfeiçoamento, a fim de que venhamos nos apresentar prontos para executar o propósito de Deus na nossa vida.

Conforme nos ensina o exemplo de Abrão, o crente que está procurando servir a Deus e obedecer à sua palavra, não deve estranhar ao se deparar com grandes obstáculos, adversidades e problemas. Costuma essa ser a maneira de Deus treinar aqueles que Ele tem chamado para obedecer-lhe. Nesses casos, devemos prosseguir com obediência, e confiantes de que Deus continuará agindo em nosso favor e pelo bem dos seus propósitos.

Destaque

A obediência a Deus não significa que nunca enfrentaremos problemas e duras provações. Mal Abrão chegou ao seu destino, enfrentou coisas desagradáveis. Seus problemas incluíam uma esposa estéril (Gn 11.30), a separação da sua parentela (Gn 12.1) e uma fome que estava levando-o à privações e forçando-o a sair do país.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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