ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 10 – ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR
A Doutrina do Espírito Santo ensina que o revestimento de poder do Alto não se restringe a uma experiência de intimidade maior com Deus. O poder do Espírito veio também para capacitar o crente de um modo especial e sobrenatural para testemunhar de Cristo. Observe que testemunhar significa não apenas proclamar a mensagem do Reino, mas, sobretudo, ter a capacidade de viver a verdade do Evangelho tão abundantemente que não restará dúvidas aos incrédulos de que somos testemunhas vivas da manifestação do poder divino (Jo 13.35).
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
Jesus comunicou aos seus discípulos, antes da sua morte, que receberiam poder pelo batismo no Espírito Santo, que o Pai havia de enviar (Jo 14.16,17,26; 15.26; 16.7,13). Por isso é uma bênção chamada “a promessa do Pai” (At 1.4,5; Lc 24.49). Essa bênção prometida distingue-se da experiência da salvação.
O derramamento do Espírito Santo marcou uma nova era na literatura bíblica. Agora o Espírito Santo deixa de atuar pontualmente, como foi na Antiga Aliança, para habitar no crente, atuando para que o homem redimido possa ser o instrumento de sua atuação dinâmica nessa dispensação.
A palavra “batismo” tem o sentido de mergulho, imersão, o que realmente condiz com a maravilhosa experiência de submergir na plenitude do Espírito. O Espírito Santo já “habita” no crente, mas através do batismo “estará nele” (Jo 14.17). E a vida abundante (Jo 10.10) que Jesus prometeu.
Essa promessa abrange a todo salvo em Cristo Jesus. Ela veio para impulsionar a obra magnífica que Deus tem para operar na vida da Igreja. Ela não ficou limitada ao passado, mas está disponível em nosso tempo.
A experiência normativa do batismo no Espírito Santo tem um propósito bem claro nas Escrituras: a qualificação sobrenatural para o serviço cristão (At 1.8). Uma maior eficácia na evangelização dos povos dá-se por meio da experiência pentecostal. O batismo no Espírito Santo apresenta uma relação missionária com os seus objetivos.
Destaque
A bênção é para todos, pois a Palavra de Deus não mudou! As promessas de Deus são válidas para todos os tempos, sejam promessas de salvação, de perdão ou de resposta às orações. Por isso, está em pleno vigor a promessa do batismo no Espírito Santo: “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6). O batismo no Espírito Santo é para todos, pois os homens de hoje são iguais aos daquele tempo. As suas necessidades, fraquezas e problemas são iguais. Como o batismo no Espírito Santo lhes forneceu ajuda ontem, ainda hoje ajuda aos que o recebem.
No Antigo Testamento, o privilégio especial do povo de Deus — Israel — foi receber, preservar e comunicar a revelação divina, as Santas Escrituras (Rm 3.1,2; 9.4; 2 Co 3.7). Já o privilégio especial do povo de Deus no Novo Testamento, a Igreja, é receber o Espírito Santo: na conversão (Jo 3.5; 14.16,17; 16.7; 2 Co 3.8,9; Rm 8.9); no batismo com o Espírito Santo; e, subsequentemente, através da vida cristã (At 4.8,31; 9.17; 13.9,52; Ef 5.18).
O que é o batismo com o Espírito? É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1.8; 10.46.1 Co 14.15,26).
O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR
Jesus ordenou aos seus apóstolos que não começassem o trabalho antes de receber poder do alto (Lc 24.49; At 1.4,5). A bênção do batismo no Espírito Santo é a própria base do exercício de um ministério apostólico. Pelo Espírito Santo podemos entrar no caminho das “boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
O revestimento de poder foi derramado para que fôssemos capacitados para proclamar o evangelho com ousadia. Ele não veio para fazer com que o cristão fale em novas línguas apenas, ou para destacar uma pessoa dentre outras na Igreja. A promessa veio capacitar e impulsionar.
Os que buscam o batismo no Espírito Santo por mera curiosidade experimental e sentimentalista, ou então querendo experiências místicas e transcendentais, distorcem completamente o propósito do batismo no Espírito Santo. Essa experiência deve ser buscada por aqueles que têm o coração no Reino de Deus e que lutam por sua expansão. Lembrando que um não batizado não está impossibilitado de fazer grandes trabalhos evangelísticos, pois o batismo no Espírito Santo, embora seja importante impulsionador da obra missionária, não é o único dom relacionado à tarefa missionária.
É fato que muitos, que desprezam o estudo e o fiel conhecimento bíblico, distorcem o real objetivos do batismo no Espírito Santo. Outros, também, utilizam-se da experiência real e maravilhosa do falar em línguas para ser destacado entre os demais, como alguém que “é cheio de Deus mais que o outro”. Mas isso deve ser abolido em nosso meio.
O texto bíblico de Atos 1.8 destaca bem a função no batizado no serviço do Reino de Deus: “… e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Ser batizado é ser preparado por Cristo para o serviço na Sua obra. Aquele que quer ser batizado para cumprir objetivos previstos em estatutos regimentais de ministérios locais, ou para simplesmente dizer que possui o dom de línguas, está completamente equivocado em suas aspirações.
Destaque
Muito se discorre sobre a manifestação do poder do Espírito no tocante ao exercício dos dons espirituais e ministeriais. De fato, a virtude do Espírito Santo capacita o crente a realizar a obra ministerial tendo como finalidade a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.4,7-12). No entanto, vale destacar que tais exercícios se tornam incompletos sem que haja, de fato, o compromisso ético com os princípios e valores da Palavra de Deus (Tg 1.22). Nesse sentido, o testemunho de vida cristã transcende a importância dos dons. O apóstolo Paulo exorta os tessalonicenses a não extinguirem a manifestação do Espírito (1Ts 5.19). Por certo, o apóstolo destaca que as manifestações sobrenaturais dos dons não deveriam ser reprimidas ou rejeitadas, mas cultivadas. Mas o ministério do Espírito coaduna tanto exercício dos dons quanto a prática da vida cristã. Ter e preservar a presença do Espírito significa administrar os dons sem perder de vista o temor e o compromisso com a prática dos ensinamentos do Evangelho (2Co 5.5).
A distorção principal nos dias atuais referente ao propósito do Batismo no Espírito Santo é o denominado “reteté de Jeová”. Esse movimento prega experiência por experiência, é sem propósito e cheio de desordem cúltica e ainda associa a espiritualidade a barulho. O “reteté”, longe de ser um reforço ao pentecostalismo, é uma verdadeira desordem que atrapalha o desenvolvimento de uma doutrina pentecostal sadia e bíblica, onde os dons e o Batismo no Espírito Santo são pregados dentro dos limites das Sagradas Escrituras.
A CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
A promessa do batismo no Espírito Santo não foi apenas para aqueles presentes no dia de Pentecoste (At 2.4), mas também para todos os que cressem em Cristo durante toda esta era: “a vós” – os ouvintes de Pedro; “a vossos filhos” – à geração seguinte; “à todos os que estão longe” – à terceira geração e às subsequentes.
Como já falamos acima, a promessa não ficou restrita ao passado. É uma promessa atual; está disponível para todo aquele que o busca com esmero. Atos 2 marcou apenas o início de uma era de dinamismo do Espírito Santo na vida da Igreja.
O batismo no Espírito Santo com o poder que o acompanha, não foi uma ocorrência isolada, sem repetição na história da Igreja. Não cessou com o Pentecoste, nem com o fim da era apostólica. É o direito mediante o novo nascimento de todo cristão buscar, esperar e experimentar o mesmo batismo no Espírito que foi prometido e concedido aos cristão do Novo Testamento.
Destaque
A doutrina dos dons espirituais, conforme a fé pentecostal, enfatiza três princípios doutrinários centrais: (i) Universalidade dos dons, em que todos os crentes, sem distinção, podem receber (At 2.39; 1 Co 12.7); (ii) Finalidade coletiva, em que os dons não têm caráter individualista, mas visam ao bem comum (1 Co 12.7; Ef 4.12); e, (iii) Harmonia trinitária, que ratifica os dons como obra do Espírito, dirigidos pelo Filho e realizados pelo Pai, demonstrando que a vida eclesial é reflexo da comunhão da própria Trindade. Assim sendo, essa pluralidade de dons indica a riqueza da Igreja. Os salvos recebem dons específicos visando à edificação e à união dos crentes (Rm 12.4-18). Desse modo, o falar em línguas é apenas a evidência inicial do batismo no Espírito. A evidência contínua é vista no “fruto do Espírito” (G1 5.22) e nos dons espirituais (1 Co 12.8- 10). Resulta em uma Igreja cheia de poder, unida e santa, em que Cristo é glorificado como a cabeça do Corpo (Ef 1.22-23).
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA
