Adultos

Lição 4 - A Paternidade Divina III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 4 – A PATERNIDADE DIVINA

Texto: 1 João 4.13-16

Introdução: A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.

I. A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI

1. Definição da paternidade do Pai

1.1. A Paternidade é atributo do Pai, que opera por meio do Filho e do Espírito Santo (Ef 4.6).

1.2. O Pai é a fonte de tudo

a. Ele é soberano (1Co 8.6),

b. Ele é o princípio sem princípio, Ele não é gerado (Jo 1.18),

c. Ele é Aquele que gera o Filho (Sl 2.7; Hb 1.5)

d. Ele, junto com o Filho, procede o Espírito Santo (Jo 14.26)

1.3. Podemos confiar no cuidado do Pai, pois Ele é o originador de toda boa dádiva (Tg 1.17)

2. A paternidade eterna do Pai

2.1. A Paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde toda a eternidade.

2.2. O relacionamento entre o Pai e o Filho é anterior à criação (Jo 17.5)

2.3. O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito (Ef 1.3,4; Hb 1.2,3; 9.14).

3. O Pai gerou o Filho

3.1. A geração do Filho não implica criação

a. Ele sempre existiu com o Pai, com a mesma essência (Jo 5.26)

3.2. O Deus Pai não recebeu vida de ninguém, Ele é autoexistente.

3.3. O Filho gerado pelo Pai também é autoexistente.

3.4. Implica dizer que o Filho não foi criado, mas eternamente gerado.

3.5. O Filho possui vida em si mesmo, isto é, compartilha da mesma natureza do Pai (Jo 10.30).

4. O Pai nos concede o Espírito

4.1. O Espírito Santo também tem sua origem no Pai, mas de modo distinto.

a. Ele procede do Pai (Jo 15.26) e é enviado pelo Filho (João 16.7).

b. Ele é o próprio Deus (At 5.3,4),

c. Ele foi enviado para estar conosco para sempre (Jo 14.16,17).

d. Ele nos aproxima do Pai (Ef 2.18),

e. Ele testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16)

f. Ele nos guia em toda a verdade (Jo 16.13)

II. RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI

1. Confessar a Cristo como Filho

1.1. A confissão de que Jesus é o Filho de Deus é um ato central na fé cristã (1Jo 4.15)

a. É uma declaração pública de fé (Rm 10.9,10).

b. A capacidade de reconhecer vem da ação sobrenatural do Espírito Santo (1Co 12.3)

c. Reconhecer Jesus como o Filho de Deus é a única forma legítima de acesso ao Pai (Jo 14.6).

1.2. Negar o Filho é, por consequência, negar o acesso ao Pai (1Jo 2.23)

1.3. Que cada crente possa proclamar com ousadia: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.28)

2. A perfeição do amor do Pai

2.1. O amor faz parte da natureza do Pai (1Jo 4.16)

2.2. O amor do Pai é sacrificial, demonstrado ao enviar Seu Filho (Jo 3.16).

2.3. Esse amor nos adotou; fomos aceitos por Ele, com todos os direitos de filhos legítimos (1Jo 3.1).

2.4. Esse amor é inquebrável; nenhuma circunstância poderá nos separar desse amor (Rm 8.38,39).

2.5. Esse amor é pessoal; não é apenas geral, mas é individual, voltado para cada filho que crê (Jo 16.27).

2.6. Esse amor é a fonte da nossa nova vida; nossa salvação brota da abundância do Seu amor (Ef 2.4,5)

2.7. Foi o amor do Pai que nos buscou, nos salvou e nos guarda até o fim. Aleluia!

3. As bênçãos da filiação divina

3.1. O amor de Deus, lança fora todo o temor, especialmente o medo do juízo (1Jo 4.17).

3.2. O crente é um filho livre, amado e aceito em Cristo (Rm 8.15).

a. Isso não significa que o crente não possa perder a salvação (Ez 18.24; 1Co 10.12).

b. Isso significa que o Espírito Santo testemunha a nossa filiação (Ef 1.13,14).

3.3. O verdadeiro amor, aperfeiçoado em nós pelo Espírito, remove o medo (1Jo 4.18).

III. A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI

1. O amor é aperfeiçoado no crente

1.1. O aperfeiçoamento do amor em nós é obra do Espírito

1.2. Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor divino é amadurecido (1Jo 2.5)

a. A obediência prática à Palavra revela o amor à Deus (Jo 14.21)

b. É um compromisso concreto com a vontade revelada (1Jo 5.3)

. Obedecer faz com que fortaleça a nossa fé (Lc 16.10; Tg 1.22)

1.3. Refletir Deus no mundo é estar sendo aperfeiçoado no amor (Mt 22.37-40).

2. O amor é a marca dos filhos de Deus

2.1. O amor distingue os verdadeiros filhos de Deus (1Jo 3.10)

2.2. O mundo conhece a Deus por meio do amor dos seus filhos (1Jo 4.12; Jo 13.34,35)

2.3. O amor torna real a presença de Deus àqueles que ainda não O conhecem (1Jo 4.8)

3. Fomos amados primeiro

3.1. A essência da vida cristã está fundamentada no fato de que Deus nos amou (1Jo 4.19)

3.2. A nossa capacidade de amar são respostas à iniciativa incondicional do amor divino (1Jo 4.10).

a. Fomos amados antes de qualquer mérito (Ef 2.4,5)

b. Fomos amados no pior estado possível, em pecado (Rm 5.8; Ef 1.5).

c. Somente pelo Espírito conseguimos amar a Deus, ao próximo e ao inimigo (Rm 5.5)

3.3. Antes da nossa redenção, houve uma cruz sangrenta preparada por amor (Jo 15.13).

3.4. Espera-se que a postura cristã seja uma resposta agradecida a esse amor imerecido (2Co 5.14,15).

Conclusão: A nossa identidade como filhos de Deus é firmada em sua iniciativa soberana e amorosa, garantindo-nos plena confiança para o dia da eternidade, e ajudando-nos a refletir o amor do Pai ao mundo.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

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