ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 4 – A PATERNIDADE DIVINA
Na presente lição, veremos com maiores detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver a nossa filiação com Deus diante do mundo. Deus é Pai desde a eternidade. Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do Filho e do Espírito Santo coexistem com o Pai desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham da mesma natureza divina (Jo 10.30).
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
Estamos estudando os aspectos relativos à Santíssima Trindade, em específico sobre o Pai que também é Deus. Quando olhamos para o nosso Criador, analisando mais especificamente os aspectos de Sua paternidade divina, devemos trabalhar como matéria de estudo a Sua eternidade.
Eternidade é o infinito quando aplicado ao tempo. Deus não tem início. “De eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2; 1 Cr 29.10; Hc 1.12). Ele tem auto existência, um atributo do eterno Deus. Não deve sua existência a ninguém, porque Ele é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega (Ap 1.8; Is 44.6). Ele é Jeová (nome usado 6.437 vezes) — “a eterna auto existência do único Deus”.
Deus é o autor do tempo; não está sujeito a ele; existe desde “antes dos tempos dos séculos” (Tt 1.2), ou “antes dos tempos eternos”, conforme a Tradução Brasileira. Isso está muito claro na expressão: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14). Esta passagem fala tanto da autossuficiência como da auto existência divinas. A eternidade denota que Deus é livre de toda a distinção temporal de passado ou de futuro. Não teve Ele um começo nem terá fim em seu ilimitado Ser. A Bíblia o apresenta com o qualificativo “eterno” — que existe desde a eternidade.
Se Deus é eterno e não está sujeito ao tempo, logo entendemos que os aspectos de Sua paternidade devem ser analisados dentro de uma perspectiva eterna. Como o próprio comentarista da lição afirmou: “[...] Não houve um momento em que Deus se tornou Pai. O Pai sempre foi Pai [...]”. Sendo eterno, o Pai não foi criado ou surgiu em um momento da história, pelo contrário, Ele criou a história em um momento de Sua eternidade.
Todas as pessoas da Santíssima Trindade possuem o atributo da eternidade, sendo o Filho e o Espírito Santo coexistentes junto ao Pai, porém, o Pai enviou o Filho, e o Filho enviou o Espírito Santo que procede do Pai.
Destaque
O Pai é a fonte eterna e absoluta de tudo quanto existe. Ele é o soberano Criador, o princípio sem princípio, a origem da vida, da ordem e da redenção: “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Co 8.6). O texto ressalta não apenas a unidade monoteísta, mas a distinção funcional entre as Pessoas da Trindade. O Pai não é gerado, Ele não procede de ninguém: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer” (Jo 1.18). Essa passagem não apenas destaca a mediação do Filho na revelação do Pai, mas indica que o Pai está em eterna relação com o Filho. O Pai é quem gera o Filho: “Tu és meu Filho; eu hoje te gerei” (SI 2.7). A declaração não se refere a um nascimento temporal ou carnal, mas a uma geração eterna (Hb 1.5).
RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
O Pai enviou ao Filho; desejou sua vinda a este mundo. O apóstolo João testifica isto. E qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, nele Deus habita e ele em Deus. Esta confissão abrange a fé no coração como fundamento; o tal reconhece a glória de Deus e de Cristo com os seus lábios, e confessa por meio de sua vida e conduta estar contra os afagos e rostos franzidos do mundo.
A compreensão que Jesus é o Filho de Deus é algo fundamental na fé cristã. Aquele que foi salvo e liberto, declara, publicamente, que Jesus é o Filho que foi enviado pelo Pai para morrer pelo nosso pecado (Jo 3.16). Quem nega o Filho não tem o Pai (1 Jo 2.23), e a Palavra de Deus o associa como um anticristo (1 Jo 2.22).
O nosso reconhecimento da paternidade divina, e da condição de Cristo como Filho de Deus, se dá na real compreensão de que o amor do Pai foi revelado no sacrifício do Filho. Foi por meio dessa oferta de amor que fomos contados como Filhos de Deus – aqueles que o receberam (Jo 1.12), recebendo os privilégios e os deveres de filhos por adoção.
Hoje, como filhos por adoção, não receberemos mais a herança maldita do pecado, que é a morte eterna, herança esta que herdamos por causa do pecado original de Adão. Hoje somos filhos de Deus, e, por isso, somos participantes da herança eterna, como afirma o apóstolo Paulo: “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo” (Rm 8.17).
Destaque
Uma das marcas da filiação divina é a fé que expressamos em Jesus, o Filho Unigênito. Ele, por natureza, é o Filho gerado - e não criado - pelo Pai (Hb 1.1-5); em contrapartida, a nossa filiação ocorre a partir da confissão de fé em Jesus, que nos adentra à comunhão com Deus por meio da graça. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm 5.1). Agora que somos filhos temos também a testificação dessa filiação por meio do Espírito Santo. Ele testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16).
A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
Agora, como filhos de Deus, temos o dever de guardar e cumprir a Sua palavra. Quando guardamos a Palavra de Deus, destacamos que o amor de Deus está em nós (1 Jo 2.5). Somente aquele que ama as Sagradas Escrituras tem uma mudança verdadeira em seu interior, com isso acaba experimentando o amor de Deus, como também externando esse amor em sua vida.
O amor de Deus em Cristo, nos corações dos cristãos pelo Espírito de adoção é a maior prova da conversão. Esta deve ser provada por seus efeitos em seus temperamentos e em sua conduta para com seus irmãos. Se um homem diz amar a Deus e contudo se permite irar-se ou vingar-se de alguém, ou mostra uma disposição egoísta, desmente a sua confissão.
Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19), sendo isso possível diante da tão grande salvação que a nós foi apresentada. Não podemos apresentar nenhum mérito pessoal nisso, pois não teríamos capacidade pelo pecado em nos aproximar do Criador, sem que Ele mesmo tivesse feito uma grande intervenção por nós.
Destaque
Agora que recebemos a nova natureza, podemos, como filhos de Deus, desfrutar de todas as abundantes bênçãos de Sua graça. Um dos grandes desafios da nossa geração é preservar sua identidade enquanto filhos de Deus. Inclusive, a marca que distingue e torna pública essa filiação é o amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5.5). Esse amor nos capacita a adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24), bem como a amar o próximo e perdoar aqueles que se colocam como nossos inimigos e perseguidores (Mt 5.11,12,44-48). Se quisermos tornar notória ao mundo a nossa experiência como filhos de Deus, precisamos remover da nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina. Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor de Deus possa se aperfeiçoar em nós.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA
