Adultos

Lição 7 - Cristo é a nossa reconciliação com Deus V

SUPERINTENDENCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2020

Adultos - A IGREJA ELEITA: redimida pelo sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da promessa

COMENTARISTA: DOUGLAS ROBERTO DE ALMEIDA BAPTISTA

COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

 

LIÇÃO Nº 7 – CRISTO É A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS

INTRODUÇÃO

Nesta lição iremos estudar a doutrina da reconciliação; veremos as definições: exegética e teológica da palavra reconciliação; falaremos sobre o sublime ministério da reconciliação conferido à Igreja de Cristo; e por fim, elencaremos as principais características da mensagem da reconciliação que Deus pôs em nós conforme 2Coríntios 5.18-19.

I – A DOUTRINA DA RECONCILIAÇÃO

1.1 Definição etimológica e exegética da palavra reconciliação. Existem quatro importantes passagens no NT, que tratam sobre a obra de Cristo debaixo do prisma da reconciliação, a saber (Rm 5.10; 2Co 5.18; Ef 2.11; e Cl 1.19). Os vocábulos gregos importantes são o substantivo “kalallage” e os verbos “katallasso” e “apokatallasso” (DOUGLAS, 2006, p.1137). O Novo Testamento emprega-o seis vezes, [...] somente Paulo dá conotação religiosa a esse grupo de palavras. O verbo “katallassõ” e o substantivo “katallagê” transmitem com exatidão a ideia de “trocar” ou “reconciliar”, da maneira como se conciliam os livros contábeis. No Novo Testamento, o assunto em pauta é primariamente o relacionamento entre Deus e a humanidade. A obra reconciliadora de Cristo restaura-nos ao favor de Deus porque “foi tirada a diferença entre os livros contábeis” (HORTON, 2006, p. 355.), ou seja, Ele, Cristo, pagou a nossa dívida (Cl 2.14) nos restaurando e nos conciliando com Deus.

1.2 Definição teológica. Reconciliação é um aspecto da obra redentora de Cristo (isto é, salvação, restauração e renovação espiritual). Ser reconciliado com Deus significa ser restaurado a um novo relacionamento correto com Ele […]. A reconciliação só se torna efetiva para cada pessoa através do arrependimento pessoal. Isto é admitir e abandonar o pecado, aceitar o perdão de Deus, confiar sua vida a Cristo e se entregar aos propósitos dele (Lc 13.3,5; Jo 8.14, At 2.38; 3.19; 2Co 7.10) (STAMPS, 2018, p.1567- acréscimo nosso).

II - O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO

Acerca da Doutrina da Reconciliação, o apóstolo Paulo diz: “Tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.18,19). Enumeramos algumas lições que o apóstolo nos ensina neste texto. Notemos:

2.1 A reconciliação provém de Deus: “Tudo isto provém de Deus...”. Neste texto, Paulo refere-se, especialmente, a obra da reconciliação. Isto nos ensina que, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus, pelo próprio Deus, através da morte de Seu Filho (Rm 5.10). Foi Deus quem tomou a iniciativa de reconciliar consigo mesmo o mundo, e deu seu Filho Unigênito (Jo 3.16) em sacrifício pela humanidade, pois, Ele não quer que o pecador pereça (Ez 33.11), e, sim, que todos se arrependam e venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4; 2Pd 3.9).

2.2 Jesus morreu para nos reconciliar com Deus: “...nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo...”. A morte de Jesus Cristo tornou-se necessária por causa da queda do homem. Todos os homens estavam debaixo do pecado (Rm 3.23) e da ira de Deus (Rm 1.18; Ef 5.6), marchando para a ira futura e para a perdição (Rm 2.5). Mas Deus, movido por seu grande amor, enviou seu Filho Unigênito ao mundo (Jo 3.16; 1Co 15.3; Ef 3.11; 1Pd 1.19,20; Ap 13.8), para aniquilar o pecado pelo seu próprio sacrifício (Hb 9.28; 1Pd 2.24); e, pela sua morte, não somente nos resgatar dos nossos pecados, como também nos reconciliar com Deus. O apóstolo Paulo, em suas epístolas, discorre diversas vezes acerca desse tema. Vejamos:

• “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10);

• “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação” (Rm 5.18,19);

• “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Ef 2.13). • “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Cl 1.19,20).

2.3 Deus nos deu o ministério da reconciliação: “…e nos deu o ministério da reconciliação”. A palavra ministério significa “ofício; cargo; função”. Nas Sagradas Escrituras esse termo é coletivo e aponta para vários oficiais e autoridades religiosas e civis, bem como denota ofícios específicos, tais como ministério cristão, ministério dos anjos, etc. Assim, podemos afirmar que o termo “ministério da reconciliação” refere-se a sublime tarefa da Igreja de Cristo: a evangelização (Mt 9.35; 28.19; Mc 16.15; At 17.30; Ap 5.9); a anunciação das boas novas aos pedidos a fim de que os homens se reconciliem com Deus.

III – AS CARACTERÍSTICAS DA PALAVRA DA RECONCILIAÇÃO

O apóstolo Paulo diz que Deus: “...pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.18). Esta palavra visa “...destruir a barreira, o muro de inimizade” (Ef 2.14 – NAA) que o pecado levantou entre Deus e os homens (Is 59. 2). É nossa responsabilidade pregar a palavra (1Co 9.16) a fim que os homens se arrependam e se reconciliem com Deus; essa missão foi dada a Igreja (Mc 16.15).

3.1 A palavra da reconciliação foi concedida a igreja. A igreja (isto é, todos os verdadeiros seguidores de Cristo) recebeu o ministério da reconciliação: a oportunidade e a responsabilidade de divulgar a mensagens de Cristo e de ajudar os outros a serem reconciliados e restaurados a um relacionamento correto com Deus (STAMPS, 2018, p. 1567). O Senhor entregou a igreja a missão de anunciar ao mundo esta reconciliação, ou seja, proclamar as boas novas de salvação. O termo grego para “ministério” é “diakonia”, que significa “serviço”. Isto significa que Deus, não apenas reconciliou o mundo, como também comissionou mensageiros para proclamar as boas novas. Todos os que dão ouvidos ao chamado para o arrependimento tornam-se reconciliados com Deus, e recebem a incumbência de anunciar esta mensagem do Evangelho a outros (Mt 28.18-20; 1Co 9.16; 2Tm 4.1,2; 1Pd 2.9).

3.2 A palavra da reconciliação é um convite ao arrependimento. A reconciliação com Deus somente torna-se efetiva através do arrependimento pessoal. Como a Palavra do Senhor afirma que todos os homens são pecadores e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23), o arrependimento dos pecados é uma condição vital para todas as pessoas se reconciliem com Deus. Por isso, o Senhor Jesus ao proclamar a mensagem do Reino de Deus convidou as pessoas a se arrependerem primeiro (Mt 4.17; 9.13; Mc 2.17). O arrependimento é vital para que o ser humano possa obter a salvação (At 2.38; 3.19; 2Co 7.10). Jesus ensinou que, se não houver arrependimento o homem perecerá em seus pecados (Lc 13.3,5; Jo 8.14). “O verdadeiro arrependimento é o que produz convicção do pecado; contrição do pecado; confissão do pecado; abandono do pecado; e conversão do pecado” (GILBERTO, 2008, p. 358). Sem arrependimento sincero não é possível a reconciliação com Deus.

3.3 A palavra da reconciliação desfaz a inimizade entre Deus e os homens. O homem afastado de Deus está em inimizade com o Senhor, pois a Bíblia classifica os pecadores como: (a) filhos da desobediência (Ef 2.2); (b) amigos do mundo (Tg 4.4); e (c) pecadores vivendo nas trevas (Ef 5.8; 11; 6.12; Cl 1.13). Por esses motivos e outros apresentados na palavra de Deus (Sl 14: 1-3; Is 64.6; Rm 3.10), o texto Sagrado apresenta o homem em inimizade constante com Deus. Mas em Cristo essa inimizade é desfeita: “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus, pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10). Sendo Assim, quando os homens restabelecem a comunhão com Deus, a Paz de Cristo se instala em seu coração; esta paz é uma alegria que sobrepuja a compreensão humana, pois independe das circunstâncias (Tg 1.2; 1Ts 1.6; Sl 126.5). Ela procede do coração de Deus para o coração do crente (Ne 8.10; Sl 51.12; Jo 15.11). No entanto, isso somente é possível quando o homem aceita pela fé e através do arrependimento a mensagem da reconciliação com Deus.

CONCLUSÃO

Aprendemos nessa lição que é desejo de Deus que todos os homens se reconciliem com Ele (1Tm 2. 4), para isso o Senhor incumbiu a sua Igreja de pregar o evangelho. Esse santo ministério: da palavra de reconciliação foi concedido a cada crente salvo em Cristo Jesus (1Pd 2.9; M t 10.8).

REFERÊNCIAS:

 DOUGLAS, James Dixon. O Novo Dicionário da Bíblia. Vida

 GILBERTO, Antonio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.

 HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. CPAD.

 ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.

 BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. CPAD.

 BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. CULTURA CRISTÃ.

 GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.

 GILBERTO, Antônio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.

 HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.

 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Fonte: http://portal.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/ Acesso em 14 maio 2020

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