Adultos

Lição 2 - A criação de Eva, a primeira mulher V

SUPERINTENDENCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2020

Adultos - A RAÇA HUMANA: origem, queda e redenção

COMENTARISTA: CLAUDIONOR CORREA DE ANDRADE

COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

 

LIÇÃO Nº 2 – A CRIAÇÃO DE EVA, A PRIMEIRA MULHER

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, estudaremos sobre a mulher no plano de Deus; pontuaremos aspectos da criação da mulher; e por fim, elencaremos características da missão da mulher como: governar bem a sua casa, ser uma excelente mãe, e ser submissa e auxiliadora do seu marido.

I – A MULHER NO PLANO DE DEUS

Eva, a esposa de Adão sempre esteve no projeto divino, ela não é um acabamento na obra, antes sua forma final. Deus prepara tudo em seu tempo (Ec 3.1), em seu projeto tudo tem a hora exata para acontecer. Ambos foram criados no mesmo dia (Gn 1.27), e a diferença no texto dos cap. 1 e 2 deve-se a linguagem semítica, eles sempre partem do âmbito geral para o particular, ou seja, primeiro apontam como Deus fez tudo, depois em detalhes mostram como Deus fez. Podemos ver o mesmo em (Gn 10.20) aonde nos é contado como as nações foram organizadas de acordo com suas línguas e em (Gn 11.7-9) como foi essa divisão das línguas e o porquê. Logo podemos afirmar que Eva é a mesma mulher dos capitulo 1 e 2 de Gêneses. Vejamos agora algumas importantes características desta criação:

1.1 A mulher foi criada em meio a solidão de Adão. No final do sexto dia da criação, Deus viu tudo o que havia feito e declarou que era “muito bom” (Gn 1.31). Mas, então, Deus diz que há algo em seu mundo maravilhoso que não é bom: o homem está só. Na realidade, no texto hebraico as palavras: “Não é bom” aparecem logo no início da declaração do Senhor em (Gn 2.18). O que "não era bom" na solidão do homem? Afinal, Adão podia ter comunhão com Deus, aproveitar a beleza do jardim, comer de seus frutos, realizar seu trabalho diário e até brincar com os animais. O que mais ele poderia desejar? Deus sabia do que Adão precisava: de “uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (v. 18) (WIERSBE,2010, p. 25).

1.2 A mulher foi criada para ser uma auxiliadora idônea. Infelizmente muitos não compreendem de forma correta esta passagem. Acreditam que por ser criada para ser auxiliadora Eva era inferior a Adão, esse não foi o plano de Deus. O isolamento é prejudicial. Por dedução, a relação social, ou seja, o companheirismo, é bom. Por conseguinte, Deus determinou fornecer ao homem uma adjutora que esteja como diante dele, literalmente, uma ajudante que lhe correspondesse, alguém que fosse igual e adequada para ele (LIVINGSTON, 2012, p. 38). Logo o que Deus fez foi fazer alguém igual a Adão para que este experimentasse o sentido real de companheirismo, a expressão: “Esta é agora [...]” em Gênesis 2.23, mostra quanto Adão estava ansioso por alguém igual a ele.

II – A MULHER NO PLANO DE DEUS NO CASAMENTO

Ao criar Eva, Deus está estabelecendo alguns padrões que precisam ser respeitados para que haja harmonia no lar e consequentemente seja resolvido o problema da solidão. Vejamos:

2.1 União monossomática (mono = um) + (soma = corpo). Deus, de um ser humano, fez dois (Gn 2.21,22), e de dois “macho e fêmea” tinha em mente, com o casamento fazer um “e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24-c). Logo, Adão e Eva poderiam ser considerados não apenas um corpo, mas como duas almas e espíritos unidos pelos laços conjugais. Este é mais um mistério do casamento “serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

2.2 União indissolúvel. A Sagrada Escritura nos revela que no projeto de Deus, o casamento é indissolúvel “e apegar-seá à sua mulher” (Gn 2.24-b). A expressão “apegar-se” no hebraico “dãbaq” significa: “apegar-se, grudar-se, esconderse”. Usado no hebraico moderno no sentido de “colar, aderir”, “dabaq” traduz a forma substancial de “cola” e também as ideias mais abstratas de “lealdade e devoção”. O uso no texto de (Gn 2.24) reflete o significado de um objeto (pessoa) ser único a outro (VINE, 2002, p. 42).

2.3 União monogâmica (mono = um) + (gamós = casamento). Monogamia, é o sistema de constituição familiar pelo qual o homem tem uma só mulher e a mulher um só marido. A monogamia é o padrão divino para o casamento (Gn 2.18). O apóstolo Paulo foi enfático quanto ao casamento monogâmico: “cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (I Co 7.2).

2.4 União reprodutiva. A procriação é o ato criador de Deus, através do homem. Para tanto, o Senhor dotou o homem e a mulher de capacidade reprodutiva, instituindo o matrimônio e a família para isso (Gn 2.21-24). Quando os fez macho e fêmea, Deus tinha o propósito de tornar possível a reprodução do gênero humano (Gn 1.28-a), visto que dois iguais não se reproduzem, por isso a prática homossexual é vista na Bíblia como uma abominação (Lv 18.22); e, algo antinatural (Rm 1.26,27). Ao criar a mulher, Deus trouxe-a a Adão e fez o casamento (Gn 2.22-24). Portanto, “o casamento é uma criação de Deus”. É dito também que Deus os abençoou (Gn 1.28-a). A palavra “abençoou” vem do verbo “abençoar” que no hebraico é “beraka” e significa: “o ato de conceder verbalmente boas coisas” (HARRIS, 2001, p. 221). Esta bênção sobre o casal significa: “Deus voltar inteiramente o Seu rosto de modo favorável para o beneficiário” (KIDNER, 2001, p. 49).

III – A CRIAÇÃO DA MULHER

A criação da mulher foi um ato diferente do homem, o homem foi feito do pó da terra (Gn 2.7), já para formar a mulher Deus fez algo novo, diferente e gracioso, Já que Adão sentia falta de alguém como ele, Deus tirou dele mesmo uma de suas costelas e fez a mulher (Gn 2.21).

3.1 Algo novo. Nosso Deus é surpreendente, Ele sempre fará algo novo (Is 43.19). Deus criou uma pessoa para Adão com quem ele se identificasse. Por isso, fazendo-o dormir, tirou-lhe uma parte do corpo, para dela fazer uma mulher “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão” (Gn 2.22). Deus estava criando não apenas um outro indivíduo, mas um indivíduo novo, totalmente diferente, com outro sexo. Adão identificou-se de tal maneira com a mulher que se expressou a respeito dela da seguinte maneira: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada” (Gn 2.23).

3.2 Uma questão genética. Daquela costela, na qual se achavam as mais perfeitas células tronco, o Pai Celeste criou Eva, um ser bem semelhante a Adão; uma ajudadora idônea, sábia e graciosa. Um milagre que ia além da genética; uma perfeição espiritual, psicológica e física. Justamente por ser um Deus não apenas sapientíssimo, mas a própria sabedoria, foi que tirou a primeira varoa do flanco do primeiro varão. Suponhamos que Eva fosse, à semelhança de Adão, tomada do pó da Terra, e não da costela deste. Nessa hipótese, ainda teríamos dois seres humanos. A humanidade, porém, seria impossível, porque não haveria um tronco genético comum. Além do mais, olhar-se-iam ambos como estranhos, e não como pertencentes à mesma espécie (ANDRADE, 2019, pp. 29-30).

IV – A MISSÃO DA MULHER

A Bíblia está repleta de exemplos de grandes mulheres de Deus, Sara, Ana, Maria só para citar algumas, que aceitaram o projeto e a missão divina. Vivemos dias difíceis aonde uma competição demoníaca tem aparecido no mundo. Infelizmente homens e mulheres em muitos casos se tornaram inimigos, quando na realidade foram feitos para serem companheiros. Vejamos então o que Deus tem de forma singular para a mulher que deseja exercer sua missão:

4.1 Governar bem a sua casa. Em Provérbios 31.27 o proverbista fala sobre a mulher virtuosa: “Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça”. O termo hebraico traduzido como “olha”, é a expressão “saphah” e significa: “investigar a distância, observar, estar sobre, vigiar, espiar, ficar esperando, estar de guarda, atalaia”. A mulher virtuosa foi posta como atalaia de sua casa. Ela tem a capacidade de observar cada membro da família e perceber antecipadamente quando algum perigo ou ameaça os rodeiam, assim como faziam os atalaias em Israel (2Rs 9.17,18,20).

4.2 Ser uma excelente mãe. Ainda observando a mulher virtuosa, vemos que ela desempenha de tal forma o seu papel de mãe que os seus filhos a louvam, dizendo que ela é “bem-aventurada” (Pv 31.28 ver também Sl 138). Essa expressão no hebraico é “asar” ou “aser”, que significa “ser equilibrado, correto, feliz, próspero, abençoado”. Além de reconhecer que sua mãe era muito feliz, os seus filhos reconheciam a sua retidão, o seu caráter íntegro. Ela era admirada e respeitada pelos filhos. O marido também a louvava (Pv 31.28,29).

4.3 Ser submissa ao seu marido. Essa é a declaração Bíblia em (Ef 5.22-24; Cl 3.18), em ambos os casos tal submissão deve ser como ao Senhor, isso significa que quando o marido cumpre seu papel de amar sua mulher (Ef. 5. 25-29) como Cristo ama a Igreja, o dever da mulher é ser submissa esta palavra deriva-se de duas palavras: “sub”, que quer dizer: “debaixo de” e “missão”, que significa “vocação”. Em resumo, submissão é exercer missão de apoio, missão de auxílio. A submissão deve ser a mais forte demonstração de amor da esposa pelo esposo. O lar não é local de competição, antes de apoio.

4.4 Ser auxiliadora de seu marido.

Apesar de Eva ser a “auxiliadora idônea” de Adão, ela não foi criada para ser uma escrava. O conhecido comentarista bíblico Matthew Henry escreveu: “Ela não foi feita da cabeça para governar sobre ele, nem dos pés para ser pisada por ele, mas da sua costela para ser igual a ele, sob seu braço para ser protegida por ele, perto de seu coração para ser amada por ele”. Paulo escreveu que "a mulher é glória do homem" (1Co 11.7); pois se o homem é o cabeça (1Co 11.1-16; Ef 5.22-33), então a mulher é a coroa que a enobrece (WIERSBE, 2010, p. 25).

CONCLUSÃO

Concluímos que, assim como o homem, a mulher também tem seu papel na constituição da família. Aprendemos que Deus criou a mulher com propósitos e objetivos bem definidos, e que, ao criá-la, Ele concedeu ao homem o presente de completá-lo suprindo todas as suas necessidades físicas, emocionais e até espirituais.

REFERÊNCIAS

 ANDRADE, Claudionor correia. A RAÇA HUMANA, Origem, Queda e Redenção. CPAD

 KIDNER, Derek. Gênesis: Introdução e comentário. VIDA NOVA

 LIVINGSTON, George Herbert. Comentário BEACON Vol. 1. CPAD

 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

 VINE, W.E, et al. Dicionário VINE. CPAD.

 WIERSBE, Warrem W. Comentário Bíblico Expositivo Vol. 1. GEOGRAFICA

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL (FORNECIMENTO DO MATERIAL) - PROF. PAULO AVELINO

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