Adultos

Lição 13 - O sacerdócio celestial V

SUPERINTENDENCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019

Adultos - O TABERNÁCULO: símbolos da obra redentora de Cristo

COMENTARISTA: ELIENAI CABRAL

COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

 

LIÇÃO Nº 13 – O SACERDÓCIO CELESTIAL

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INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre trataremos do sacerdócio de Cristo, destacando quais as características que fazem do Senhor Jesus um sacerdote singular, acrescentando também a natureza ímpar desse sacerdócio celestial.

I – CRISTO JESUS COMO SACERDOTE

O título “Messias” foi usado para o Salvador do mundo no AT (Sl 2.2; Dn 9.25,26) e teve seu cumprimento na pessoa de Jesus no NT, pois Ele é o Ungido, o Cristo de Deus (Lc 2.11,26; 24.26; Jo 4.25,26; At 2.36; 8.5; Rm 1.1; 1Co 1.1). Somente Jesus possui a unção tríplice. Ele é: sacerdote; profeta; e, rei. Embora, a linhagem sacerdotal levítica estivesse restrita a descendência de Levi por meio de Arão e seus filhos, a ordem sacerdotal à qual Jesus pertenceu não tinha origem nem numa família e nem numa tribo (Hb 7.14). Portanto, Jesus pertence à ordem sacerdotal eterna e especial, como vemos em vários lugares da Epístola aos Hebreus (2.17; 3.1; 4.14,15; 5.6,10; 6.20; 7.11-28; 8.1; 9.11; 10.21). Como sacerdote é necessário destacar que Ele é:

1.1 O sacerdote perfeito (Hb 7.26). Os sacerdotes do AT eram homens falhos (Hb 7.28-a), que também deveriam sacrificar por si mesmos (Lv 4.3-12). Quanto a Cristo, é necessário dizer que Ele é o sacerdote perfeito (Hb 7.28-b). Cinco coisas são afirmadas aqui sobre Jesus:

a) Ele é santo.

Aqui, no texto grego, temos a palavra “hosios” em vez de “hagios” (separado). O termo grego “hosios” ocorre oito vezes no NT e tem o sentido de “santo, piedoso, misericordioso, livre de iniquidade”. Ele se identifica a igreja de Filadélfia como aquele que é santo: “Isto diz o que é santo” (Ap 3.7-a). Até os demônios testificaram isso: “Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Mc 1.24-b).

b) Ele é inocente. Aqui, a ideia é de alguém que não tem maldade, no grego “akakos” que quer dizer: “sem malícia”. O pecado da raça humana foi imputado em Cristo, mas Ele mesmo não tinha pecado, era inocente. Falando de Jesus Paulo disse: “Aquele que não conheceu pecado” (2 Co 5.21).

c) Ele é imaculado. A ideia aqui é extraída dos princípios exigidos na consagração dos sacerdotes. O sacerdote na antiga aliança não poderia ter defeito corporal algum (Lv 21.17-21). O autor mostra que Jesus possui um caráter imaculado (Hb 9.14). Pedro o compara com o o cordeiro da páscoa que não poderia ter mancha (Êx 12.5; 1 Pd 1.18,19).

d) Ele é separado dos pecadores. Ao fazer essa declaração, o autor usa o tempo perfeito, que mantém a ideia de algo que começou no passado, mas cujos efeitos continuam no presente. Nesse aspecto, Jesus foi separado dos pecadores, isto é, pertence a uma classe distinta deles e continua dessa forma. Ele não pode ser alcançado pelo pecado. Embora tenha sido tentado, porque era plenamente humano (Hb 4.15-a), Jesus não possuía a natureza pecaminosa (Lc 1.35; Hb 7.26); e, nunca pecou (Hb 4.15-b; Jo 8.46; 1 Pd 2.22).

e) Mais sublime do que os céus. Esta expressão pode estar se referindo ao céu firmamento, mostrando que Jesus está acima da criação, pois um dia a criação passará, mas Ele permanece eternamente: “E Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão” (Hb 1.10-12); como também de que Jesus é mais sublime que, até mesmo das mais altas hostes angelicais. O escritor aos Hebreus afirmou que, por “causa da encarnação”, Jesus, fez-se por um pouco de tempo, “menor do que os anjos” (Hb 2.9), mas, ainda assim, em figura humana, foi servido e adorado por eles (Mt 4.11; Lc 2.10-14; Hb 1.6). Portanto, Jesus é superior aos anjos e não pode ser confundido com eles (Hb 1.7-9).

1.2 O sacerdote eterno (Hb 7.17). O cargo sacerdotal era vitalício, ou seja, somente pela morte os sacerdotes deixavam de ministrar (Hb 7.23). Cristo, como sacerdote, superior tem um sacerdócio eterno, pois ainda que tenha experimentado a morte (1Co 15.3), ressuscitou ao terceiro dia e permanece vivo para sempre (Ap 1.18). Portanto, é sacerdote eterno, cumprindo a profecia da Escritura (Sl 110.4).

1.3 O sacerdote e a oferta (Hb 9.25,26). O sumo sacerdote entrava na presença de Deus com sangue de um animal, ou seja, com sangue alheio (Hb 9.25). No entanto, Cristo Jesus, além de ser sacerdote, se dispôs a ser a oferta. Ele ofereceu o seu próprio corpo como oblação pelo pecado do mundo (Hb 9.26), e ofereceu Seu sangue como propiciação (Rm 3.25; Hb 9.12; 13.12; 1Jo 2.2).

1.4 O sacerdote celestial (Hb 9.11,24). Os sacerdotes levíticos ministravam no tabernáculo terrestre (Êx 25.8; 31.1-11). Cristo Jesus, é “ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.2). Ele só principiou a Sua obra sacerdotal na terra, e continua no céu, onde exerce de forma plena o seu sacerdócio no tabernáculo celeste a direita de Deus: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus” (Hb 9.24).

II – A NATUREZA DO SACERDÓCIO DE CRISTO

Jesus é o nosso grande sumo sacerdote (Hb 4.14; 10.21). Abaixo destacaremos a natureza deste ofício de Jesus, evidenciando sua singularidade. Vejamos:

2.1 No Tabernáculo celeste. Existe um tabernáculo celeste do qual o terrestre era apenas uma sombra. O escritor aos hebreus declara esta verdade (Hb 8.5; 10.1). Acerca disso o Pr. Antônio Gilberto (2010, p. 111) afirmou: “as peças do tabernáculo eram tão-somente uma espécie de cópia de seus originais existentes no Céu”. O apóstolo João, quando estava na ilha de Patmos, foi arrebatado em espírito e viu este tabernáculo celeste (Ap 1.9,10; 4.1). Foi nesse tabernáculo que Cristo entrou para se apresentar ao Pai, depois de haver consumado a obra da salvação da qual foi incumbido realizar (Ap 5.1-10). Abaixo falaremos a respeito destes dois tabernáculos. Notemos:

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