ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 9 – JACÓ E ESAÚ, IRMÃOS EM CONFLITO
Texto: Gênesis 27.1-5,41-44.
Introdução: Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.
I. OS FILHOS DE ISAQUE
1. Isaque ora por um filho (Gn 25.21) (Pense: Sl 113.9)
1.1. Como Sara, Rebeca também era estéril (Gn 25.21a)
1.2. Pai e filho foram igualmente provados quanto a promessa de que seriam pai de multidões (Gn 15.2-5; Gn 26.1-5)
1.3. Isaque era um homem de fé e suplicou ao Senhor por um filho
a. Ele tinha um relacionamento com Deus (Gn 24.63)
b. Não orava somente nos momentos de aflição e dor (Pense: Tg 4.8; Gl 4.6; Sl 23.4)
c. Ele persistiu em oração durante vinte anos (Pense: 1Ts 5.17; Cl 4.2; Lc 18.1)
1.4. Para Isaque, ser pai, teria que ter uma ação sobrenatural de Deus (Pense: 1Sm 2.1-2; Êx 15.1-2)
a. Deus concedeu-lhe filhos
b. Deus cumpriu a promessa que foi feita para ele e seu pai (Pense: Nm 23.19; Js 21.45; Is 55.11)
1.5. O nascimento de Esaú e Jacó foi uma resposta à oração e à fé de Isaque (Pense: Jr 33.3; Sl 91.15)
2. Rebeca fica grávida
2.1. Deus atendeu às orações de Isaque, e Rebeca foi curada de sua infertilidade (Pense: Êx 15.26)
2.2. Ela percebeu que sua gravidez era diferente (Gn 27.22) (Pense: Lc 1.34,35; Lc 1.41)
a. Rebeca consultou ao Senhor (Pense: Pv 3.5-6; Is 55.6)
b. Deus deu a resposta a Rebeca (Gn 25.23) (Pense: Pv 16.1; Gn 41.16)
2.3. Não era costume o mais velho servir ao mais moço
2.4. Na cultura judaica do Antigo Testamento, o filho mais velho tinha o direito da primogenitura
2.5. Deus, porém, é soberano e está acima dos padrões ou costumes culturais. (Dn 4.35; Jó 42.2)
3. O nascimento dos gêmeos
3.1. Quando Isaque tinha cerca de sessenta anos, Rebeca deu à luz dois filhos gêmeos (Gn 25.26).
3.2. Sua gravidez foi uma bênção divina e um evento singular (Pense: Sl 127.3; 128.3-4)
a. Foi a primeira vez na Bíblia em que se registra uma gestação e um parto múltiplo.
3.3. O primeiro bebê a nascer recebeu o nome de Esaú, que significa “peludo” (Gn 25.25)
a. Segundo o costume, ele teria o direito à primogenitura
3.4. O segundo filho foi Jacó
a. Nasceu agarrado ao calcanhar do seu irmão
b. Jacó, que significa “aquele que segura pelo calcanhar” (Gn 25.24-26)
II. ESAÚ VENDE SUA PRIMOGENITURA
1. Preferências entre filhos
1.1. A predileção dos pais traz sérios prejuízos emocionais para os filhos (Gn 25.28) (Pense Gn 37.3)
a. Isaque gostava amava mais a Esaú, que era caçador e seu primogênito
b. Rebeca amava mais a Jacó, que era mais caseiro e gostava de cozinhar
1.2. A atitude de Isaque e Rebeca em relação aos filhos não foi correta
1.3. Os pais podem ter mais afinidade com um filho, mas devem demonstrar amor e respeito por todos.
1.4. A preferência por um dos filhos causa:
a. Ciúmes, divisão, problemas com a autoestima e disfunção familiar
2. O valor da primogenitura
2.1. Nos tempos do Antigo Testamento, o filho primogênito desfrutava de direitos que os outros não tinham
2.2. Não podemos nos esquecer de que Deus requereu os primogênitos para si quando mandou uma das pragas no Egito (Êx 13.1,2)
2.3. Era um direito do primogênito exercer a liderança espiritual e familiar
2.4. Ele também recebia uma porção dupla da herança (Dt 21.17)
3. Esaú vende seu direito à primogenitura
3.1. Jacó preparou espertamente um prato saboroso
3.2. Quando seu irmão chega exausto do campo, pede que lhe deixe comer (Gn 25.31-34)
a. Jacó diz que ele só poderia comer do ensopado se lhe vendesse sua primogenitura.
b. Esaú, com muita fome, não hesita em vender seu direito.
3.3. Vender o direito de primogenitura por um prato de ensopado demostrou:
a. Quão pouco ele valorizava esse direito (Gn 25.34; Hb 12.16) Pense: Mt 25.24-26; 1Tm 4.14)
b. Na verdade, uma bênção de Deus que garantia as promessas do concerto do Senhor com Abraão.
3.4. Tudo indica que Esaú não tinha consciência do valor da sua primogenitura
a. Ele não a valorizou em termos espirituais e familiares (Pense: Nm 21.5; Jr 2.11-13)
b. Agiu de modo imediatista, desprezando um direito que fora estabelecido por Deus
3.5. Esaú agiu de modo insensato e preferiu trocar benefícios futuros e duradouros por prazeres momentâneos (Gn 25.34; cf. Hb 12.16).
3.6. Jacó reconhecia o valor das bênçãos espirituais que faziam parte do concerto de Deus (Pense: Gn 32.26; Hb 11.21)
a. Por isso, as doze tribos de Israel vieram da família de Jacó (Gn 35:22-26)
3.7. Deus já havia prometido que o maior serviria ao menor (Gn 25.23; 27.37)
a. Jacó usou de esperteza e, depois, de engano para conseguir sua bênção
b. Ele mostrou que todos cometeram erros graves em sua família (Gn 25.28) (Pense: Gn 27.1-4)
3.8. Aprendemos que não existe família perfeita
a. Isso não invalida a bênção e o propósito do Senhor para as famílias
III. REBECA INDUZ JACÓ AO PECADO
1. Isaque manda Esaú preparar um guisado (Gn 27.1-4)
2. O plano de Rebeca (Gn 27.5-17)
2.1. Mas trama enganosa foi descoberta (Gn 27.31-38).
2.2. Esaú ficou revoltado e angustiado a ponto de querer matar Jacó (vv.41-45).
2.3. Vemos que a predileção, a mentira e o engano prejudicam o relacionamento familiar.
3. As consequências dos atos de Jacó
3.1. Seu irmão Esaú tornou-se seu inimigo (Gn 27.41)
3.2. Teve um exílio forçado e separou-se de sua mãe (Gn 27.42-43)
3.3. Anos de trabalho duro (Gn 32.6-7)
3.4. O terror do reencontro com Esaú (Gn 32.6-7)
Conclusão: Jacó passou muitos anos de sua vida sendo enganado até que teve um verdadeiro encontro com Deus e sua vida foi mudada.
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