Adultos

Lição 8 - O Deus Espírito Santo III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 8 – O DEUS ESPÍRITO SANTO

Texto: João 14.25-31.

Introdução: O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja

I. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

1. O Espírito Santo é uma Pessoa

1.1. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus.

1.2. Ele tem propósito, mente e consciência, o que comprova sua racionalidade (Rm 8.27).

1.3. Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (Jo 14.26).

1.4. Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (Jo 16.13).

1.5. Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (1Co 12.11).

2. Pessoa distinta na Trindade

2.1. A doutrina da Trindade afirma que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas (1Pe 1.2).

2.2. Embora o Espírito Santo compartilhe da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tt 3.5).

2.3. Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias

a. O modalismo que ensinava que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina

b. O arianismo, que negava a divindade do Filho e do Espírito;

c. Os pneumatómacos que negavam a deidade.

2.5. O Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (1Co 2.10,11).

3. O Consolador prometido

3.1. Jesus prometeu aos discípulos um divino companheiro (Jo 14.16).

3.2. O vocábulo paráklētos aparece cinco vezes nos escritos de João

a. Referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7; 1Jo 2.1).

3.3. O Espírito Santo, portanto, não é inferior ao Filho.

II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

1. O debate “Filioque”.

1.1. A expressão latina filioque significa “e do Filho”

a. Foi inserida no Credo Niceno-Constantino-politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho (Jo 15.26; Rm 8.9; Gl 4.6)

b. Esse debate ocorreu no século IV em virtude das heresias do arianismo e dos pneumatómacos.

1.2. Em 381, após confirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma essência divina, a igreja aprovou o Credo que ratificava as Escrituras e professava a fé: “no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.

2. Os atributos divinos do Espírito.

2.1. Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como:

a. Onipotência, o Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lc 1.15; Rm 15.19).

b. Onisciência, não existe nada além de seu conhecimento (At 5.3,4; 1Co 2.10,11)

c. Onipresença, não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Sl 139.7-10)

d. Eternidade, Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gn 1.1,2; Hb 9.14).

2.2. Esses atributos absolutos são exclusivos da divindade.

2.3. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho

3. Os símbolos do Espírito

3.1. Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são:

a. Fogo (At 2.3)

b. Água (Jo 7.37-39).

c. Vento (Jo 3.8; At 2.2).

d. Óleo (2Co 1.21,22; 1Jo 2.20,27).

e. Pomba (Mt 3.16)

3.2. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.

III. AS OBRAS DO ESPÍRITO SANTO

1. O Espírito Santo e a Encarnação

1.1. A encarnação do Filho de Deus revela o papel do Espírito (Lc 1.35)

1.2. Embora Jesus tenha sido concebido pelo Espírito (Mt 1.18)

a. Ele é Filho do Pai, pois foi gerado na eternidade (Mq 5.2; Jo 1.1)

1.3. O evento é uma ação trinitária:

a. O Pai envia o Filho (Gl 4.4)

b. O Filho assume a forma humana (Fp 2.7)

c. O Espírito realiza o milagre da concepção (Mt 1.20)

1.4. A divindade do Espírito é confirmada por sua participação direta na encarnação do Verbo

2. O Espírito Santo e a Ressurreição.

2.1. A ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade:

a. O Pai ressuscitou o Filho (At 2.24),

b. O Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la (Jo 10.18; 11.25);

c. O Espírito Santo é o agente vivificador (Rm 8.11)

2.2. A atuação do Espírito nessa obra comprova sua plena divindade

3. O Espírito Santo e a Santificação

3.1. Deus nos escolheu para vivermos em santidade (Ef 1.4; 2Ts 2.13)

3.2. A santificação possui duas dimensões:

a. Posicional, no momento da conversão (1Co 6.11)

b. Progressiva, como processo contínuo de transformação (Hb 12.14)

3.3. A santificação requer a cooperação do crente (Gl 5.16; Ef 4.30)

3.4. A santificação não é resultado do esforço humano, mas uma ação do Espírito (1Pe 1.2)

Conclusão: Compreender a divindade do Espírito Santo fortalece nossa fé na Trindade.

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