Adultos

Lição 7 - A Obra do Filho III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 7 – A OBRA DO FILHO

Texto: Filipenses 2.5-11; Hebreus 9.24-28.

Introdução: A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.

I. A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO

1. A submissão de Cristo

1.1. Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e à humildade (Fp 2.1-4)

1.2. Paulo exorta a igreja de Filipos a ter a mente de Cristo (Fp 2.5)

a. Sentimento: modo de pensar; disposição mental (ler 1Jo 2.6)

1.3. O cristão tem uma consciência moldada pela humildade, amor e obediência (Jo 13.15)

1.4. As três dimensões de quem imita a Cristo (Rm 12.2)

a. Renuncia ao egoísmo

b. Busca o bem do próximo

c. Vive para a glória de Deus

2. O esvaziamento de sua glória.

2.1. Jesus não teve por usurpação ser igual a Deus (Fp 2.6).

a. Preferiu privar-se dos seus direitos, mesmo sendo Deus (Jo 1.1; Fp 2.7a)

b. Cristo esvaziou-se, assumindo a natureza humana (Fp 2.7b; Hb 4.15)

2.2. Não significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória (Jo 17.5).

3. Obediência sacrificial até a cruz

3.1. A obediência de Cristo foi plena, desde a encarnação até o Calvário (Fp 2.8)

3.2. Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2Co 8.9)

3.3. Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2)

3.4. A Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai (Jo 6.38).

3.5. A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos (Ef 2.8,9).

3.6. Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Rm 12.1)

II. A OBRA REDENTORA DO FILHO

1. A ineficácia do sacerdócio levítico.

1.1. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano

a. Era no Dia da Expiação (Yom Kippur)

b. Levava sangue alheio - o sangue de animais (Lv 16.11-15).

c. Anualmente era repetido porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25).

1.2. O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo (Hb 2.17).

1.3. O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.1,2,5)

1.4. A entrada única de Cristo no santuário nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12).

1.5. Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).

2. O Sacrifício único e suficiente

2.1. Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz (Hb 9.28ª; Hb 10.10).

. A expressão “uma vez” (gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição

2.2. A salvação é alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (Jo 19.30; At 4.12).

2.3. Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51).

2.4. O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!

3. A substituição vicária

3.1. A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”.

3.2. A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Rm 3.26).

a. O pecado não pode ser ignorado, e precisa ser punido (Rm 5.21).

b. Jesus assumiu a penalidade que nos era destinada (Rm 8.32)

3.3. Assim, em adoração devemos viver para Cristo que por nós morreu (2Co 5.15)

III. A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO

1. Recebido à destra do Pai

1.1. Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna (Fp 2.9a).

a. A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8).

b. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo.

c. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai - símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3)

d. Jesus tem o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5).

e. Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21; Rm 8.34)

f. Jesus reina como Rei dos reis (Ap 19.16)

2. Um nome acima de todo nome

2.1. Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b).

a. Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade

b. Nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a).

2.2. Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal (Ef 1.21b).

2.3. Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1Pe 3.22).

2.4. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome (Mc 16.17,18).

3. Soberania universal e retorno triunfal

3.1. A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10).

3.2. A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras:

a. (1) Voluntária, por aqueles que creem em Jesus como Salvador (Rm 10.9,10)

b. (2) Compulsória, por aqueles que o rejeitaram (Rm 14.11; Fp 2.11).

3.3. Jesus voltará para levar para si os que o esperam (Hb 9.28).

a. Essa vinda será em glória, poder e juízo (Mt 24.30).

b. Sua glória será reconhecida por todos - para salvação ou para condenação.

c. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3; Ap 11.15)

Conclusão: A obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa - da humilhação à exaltação. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se em sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado para governar eternamente.

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