ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 3 – O PAI ENVIOU O FILHO
O Pai enviou o Filho.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos hoje a relação entre o Pai e o Filho.
- O Pai enviou o Filho.
I – O PAI GEROU O FILHO, NÃO CRIOU O FILHO
- Na sequência da Doutrina da Trindade, após termos visto a figura de Deus, o Pai, passaremos a analisar a relação existente entre o Pai e o Filho.
- A relação entre o Pai e o Filho é, como sói ocorrer entre as Pessoas Divinas, extremamente íntima, pois entre Eles há unidade, pois estamos diante de um único Deus (Dt.6:4; Mc.12:29; Ef.4:5,6).
- “…Cremos, declaramos e ensinamento o monoteísmo bíblico, que Deus é uno em essência e substância, indivisível em natureza e subsiste eternamente em três Pessoas [Mt.3:16,17] — o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:19)…” (DFAD, 2.ed., II, p.37).
- Vimos que o Pai é chamado de a Primeira Pessoa da Trindade porque é o princípio sem princípio e por ser o iniciador de todos os processos divinos em relação à criação e, mais propriamente, em relação ao homem, mas que isto não retira, em absoluto, a igualdade absoluta que há entre todas as Pessoas Divinas.
- O Pai é chamado de Pai porque gerou o Filho (Sl.2:7; At.13:33; Hb.1:5; 5:5) e esta geração não significa criação, pois Jesus não é criatura, mas o Criador (Jo.1:3; Cl.1:15-17).
- Esta geração é eterna, porque não se trata de criação, pois tanto o Pai quanto o Filho são eternos e, deste modo, não têm princípio nem fim, e quem é eterno nunca pode ser criatura, tão somente Criador. Jesus é chamado de “Pai da eternidade” (Is.9:6), como também é dito que é sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque (Sl.110:4; Hb.5:6; 6:20; 7:17,21).
- O próprio Jesus apresenta-Se como sendo “o Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim”, O “que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap.1:8), “o Primeiro e o Último” (Ap.1:17), não se tendo, pois, como considerá-l’O como uma criatura, ainda que seja “a primeira criatura do Universo”.
- Esta geração, portanto, não é criação, como foi esclarecido no Primeiro Concílio de Niceia, ocorrido em 325. Atentemos, aliás, que tal doutrina não foi criada nesse Concílio, que, tão somente, resolveu a questão da divindade de Jesus, que estava causando grande divisão na Igreja naquela época, resolução que se fez com base nos textos bíblicos, pois é a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão.
- Esta foi a grande discussão do Primeiro Concílio de Niceia, que teve, como principal resultado, o surgimento do chamado Credo Niceno, cujo introito, pela pertinência com o tema ora analisado, é reproduzido: “Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai, por meio de quem todas as coisas vieram a existir, as coisas que estão no céu e as coisas que estão na terra, que por nós, homens, e por nossa salvação desceu e foi feito carne, e se fez homem, sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, e virá para os vivos e os mortos.…” (DFAD 2.ed. Apêndice. Os Credos Ecumênicos, p.210).
- Esta geração nada mais é que a escolha da Pessoa do Filho para que viesse ao mundo e, enquanto homem, pagasse o preço pelos pecados da humanidade, satisfazendo a justiça divina e, deste modo, permitindo a restauração da comunhão perdida entre Deus e o homem, por causa da entrada do pecado no gênero humano.
- Esta geração, para se utilizar de uma expressão do Catecismo Maior de Pio X, deu-se pela “via da inteligência”, ou seja, na elaboração do plano da salvação, no planejamento, uma das Pessoas aponta outra delas para ser Aquela que haveria de vir ao mundo e morrer pelos pecadores. Esta que aponta como que gera o Salvador. Quem faz o apontamento é o Pai, quem é o escolhido para a tarefa, o Filho.
- Por isso, as Escrituras nos revelam que “o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8), “o Cordeiro imaculado e incontaminado conhecido, antes da fundação do mundo” (I Pe.1:19,20).
- Cristo deixou bem claro que viera ao mundo precisamente para morrer pelos pecadores: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo.3:17); “Agora, a minha alma está perturbada e que direi Eu? Pai, salva-Me desta hora; mas para isso vim a esta hora” (Jo.12:27).
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
