Adultos

Lição 2 - O Deus Pai III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 2 – O DEUS PAI

Texto: Mateus 11.25-27; João 14.6-11

Introdução: Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo.

I. A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI

1. O Pai é o único Deus verdadeiro

1.1. O Pentateuco declara “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4).

1.2. No A. T. é Deus Pai identificado como Criador e Sustentador do Universo (Is 63.16)

1.3. No N.T. é apresentado o Pai como Deus por excelência (Gl 1.1,3)

1.4. O próprio Jesus o identifica como ‘Pai’ (Mt 6.9)

2. O Pai é a fonte da divindade

2.1. Deus é o Supremo Ser, é Eterno, nunca teve começo, princípio e nunca terá fim (Dt 33.27)

2.2. Ele existe por si mesmo (Jo 5.26)

2.3. Ele é o Deus imutável, desde a eternidade, desde antes da fundação do mundo (Sl 90.2)

2.4. Ele é o Criador do céu e da terra, e de tudo que neles existe (Is 45.18)

2.5. Ele é o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20.31)

2.6. Ele é Espírito doador e mantenedor de toda a vida (Jó 33.4)

2.7. Ele é a origem e fonte eterna da divindade, de quem o Filho é gerado e de quem o Espírito procede (Jo 15.26)

3. O Pai age por meio do Filho e do Espírito

3.1. O Pai opera por meio do Filho e por meio do Espírito Santo (1Co 12.4-6; Ef 4.4-6).

3.2. O Pai proclamou as palavras criadoras (Sl 33.9), e o Filho as executou (Jo 1.3).

3.3. O Pai planejou a redenção (Tt 1.2), e o Filho as realizou (Jo 17.4).

3.4. O Espírito Santo foi enviado pelo Pai (Jo 14.26)

3.5. Conforme o Credo de Atanásio (Séc. V):

a. “Nenhuma das três pessoas é antes ou depois da outra; nenhuma é maior ou menor do que outra. Mas as três pessoas são coeternas e coiguais”.

II. O PAI REVELADO EM CRISTO

1. O Pai se revela aos humildes

1.1. Jesus exalta ao Pai acerca de uma profunda verdade espiritual: a humildade (Mt 11.25)

a. Os primeiros, os sábios, são aqueles que detêm “inteligência e educação acima da média”.

b. Os outros, os instruídos, são as pessoas com “cultura e instrução”

c. Esses vocábulos caracterizam os fariseus e os escribas

. Eles se vangloriavam de sua formação, mas, padeciam de cegueira espiritual

1.2. Os mistérios do Reino de Deus não são revelados aos soberbos (Pv 3.7)

1.3. O Pai se dá a conhecer aos “pequeninos” (Mt 18.2-4)

2. O Pai se faz conhecer pelo Filho

2.1. A intimidade entre o Pai e o Filho é absoluta e perfeita (Mt 11.27)

2.2. Essa declaração revela dois princípios importantes:

a. O Pai é um ser pessoal e relacional (Is 46.9)

b. Só é possível conhecer a Deus por meio do Filho (1Tm 2.5)

2.3. O Filho é o intérprete do Pai, o único capaz de revelar sua natureza, vontade e amor (Jo 1.18)

3. Quem vê o Filho vê o Pai

3.1. No diálogo com Filipe, Jesus revela uma verdade sublime: “quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9)

a. Jesus é a perfeita expressão do Pai (Hb 1.3)

b. A unidade entre Pai e Filho é essencial e inseparável: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30)

3.2. A obra, as palavras e o caráter de Jesus são expressão direta da ação do Pai (Jo 14.10,11)

3.3. O Pai opera por meio do Filho, e o Filho age em total comunhão com o Pai (Jo 4.34)

3.4. Conhecer Jesus é desfrutar da presença do Pai (Jo 14.21,23)

III. A PESSOA DE DEUS PAI

1. Atributos incomunicáveis do Pai.

1.1. São qualidades exclusivas da divindade.

1.2. Elas pertencem apenas ao Deus Pai (bem como ao Filho e ao Espírito), e não podem ser compartilhadas pelo ser humano. Revelam que nosso Deus é absoluto e sem limitação alguma

1.3. Os principais atributos são:

a. Auto existência, Deus existe por si mesmo, não depende de nada para existir (Jo 5.26)

b. Eternidade, Deus não tem começo nem fim, não está limitado pelo tempo (Sl 90.2)

c. Imutabilidade, Deus não muda, Ele é sempre o mesmo (Tg 1.17)

d. Onipotência, Deus é Todo-Poderoso e nada pode frustrar seus desígnios (Jó 42.2)

e. Onisciência, Deus conhece perfeitamente o passado, o presente e o futuro (Sl 139.1-6)

f. Onipresença, Deus está, ao mesmo tempo, presente em todos os lugares (Jr 23.24)

2. Atributos comunicáveis do Pai.

2.1. São qualidades divinas que, Deus compartilha com suas criaturas, ainda que de maneira limitada.

2.2. Refletem os aspectos do caráter e da moral de Deus que podem ser vistos, em grau menor, no ser humano

2.3. Dentre eles, destacam-se:

a. Santidade, Deus é Santo, e chama seus filhos a serem santos (1Pe 1.15,16)

b. Amor, Deus é amor em essência, e podemos amar a Deus e ao próximo (Mt 22.37-39)

c. Fidelidade, Deus é sempre fiel, e também somos desafiados a ser fiéis (2Tm 2.13)

d. Bondade, Deus é bom em todo o tempo, e somos exortados a agir com bondade (Sl 100.5)

3. Os nomes que revelam o Pai

3.1. Os nomes de Deus não tratam apenas de sua identificação, mas revelam sua natureza, obras e virtudes (Sl 9.10)

a. Elohim (Gn 1.1),

. Apesar do plural, reafirma o monoteísmo (Dt 6.4)

. Alude à pluralidade da Trindade (Gn 1.26)

b. El Shadday, revela Deus como o Todo-Poderoso (Gn 17.1)

c. Adonai (Sl 8.1) e o grego Kyrios (At 2.36)

. Manifestam sua autoridade como Senhor (Is 6.1)

d. O tetragrama pessoal YHWH, revelado como “Eu Sou o Que Sou” (Êx 3.14)

. Enfatiza a eternidade e a imutabilidade de Deus (Ml 3.6)

3.2. Esses nomes divinos revelam sua soberania, poder e eternidade, aspectos fundamentais da doutrina cristã sobre a grandeza e a majestade de Deus

Conclusão: Conhecer o Pai por meio do Filho é a essência da vida eterna (Jo 17.3). Que essa verdade desperte em nós o desejo sincero de conhecer, amar e obedecer ao Pai que, em Cristo, nos adotou como filhos (Jo 1.12; Rm 8.15).

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