Adultos

Lição 1 - O mistério da Santíssima Trindade III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 1 – O MISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Texto: Mateus 3.13-17.

Introdução: A doutrina da Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.

I. A REVELAÇÃO TRINITÁRIA NO BATISMO DE JESUS

1. O batismo do Filho: a obediência de Cristo

1.1. João Batista batizou a Jesus (Mt 3.13)

a. Jesus veio cumprir a justiça (Mt 3.15)

b. Jesus não era pecador, mas, cumpriu a vontade do Pai (2Co 5.21; Hb 4.15).

c. Jesus não precisava expressar arrependimento (Mt 3.6)

d. O batismo de Jesus é um gesto de identificação com a humanidade pecadora (Mt 5.17)

1.2. Esse é o início visível da missão messiânica (Fp 2.8)

1.3. Trata-se da obediência do Deus encarnado (Jo 1.14)

2. A descida do Espírito: a unção para o Ministério

2.1. O Espírito Santo se manifestou no batismo de Jesus (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32)

2.2. Essa manifestação do Espírito confirmava que Cristo era o Ungido de Deus (Is 11.2; 42.1)

a. Não quer dizer que Jesus passou a ser o Messias naquele instante

b. Não é uma ‘adoção do Espírito’

c. Antes de tudo isso, Jesus já era o Filho de Deus (Lc 1.32)

2.3. O que representa Jesus no batismo?

a. Uma unção pública e visível

b. Marcou o início de seu ministério terreno

c. Cumpriu-se as profecias sobre sua missão (Is 61.1,2; Lc 4.18-21)

3. A voz do Pai: a aprovação celestial

3.1. A aprovação celestial veio através da voz do Pai (Mt 3.17; Lc 3.22; Mc 1.11)

a. Foi uma declaração solene e pública do Pai (Sl 2.7)

b. Confirmou a identidade messiânica (Is 42.1)

c. Confirmou a divindade de Jesus (Jo 1.14)

II. A DISTINÇÃO E A UNIDADE DAS PESSOAS DIVINAS

1. Unidade e distinção pessoal

1.1. Deus é uma só essência, mas subsiste em três Pessoas distintas

1.2. Vemos a trindade na obra da redenção (Ef 1.4; Jo 3.16; Hb 9.12; Tt 3.5; Rm 8.16)

1.3. O Deus bíblico não é uma unidade absoluta, monolítica ou impessoal

1.4. O Deus bíblico é uma unidade composta e dinâmica, eternamente subsistente em três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo

2. A Pluralidade na Unidade no Antigo Testamento

2.1. O Antigo Testamento aponta para uma pluralidade dentro da unidade divina.

2.2. O nome hebraico Elohim, plural de Eloah, designa o Deus único de Israel (Gn 1.1)

a. No texto, o sujeito (Deus) está no plural, enquanto o verbo “criou” (bara) está no singular, indicando uma pluralidade pessoal em uma única essência divina.

b. Essa estrutura gramatical incomum reaparece em outros textos (cf. Gn 1.26; 3.22; Is 6.8)

2.3. É evidenciado que o monoteísmo do A.T. não nega a Trindade, mas admite pluralidade interna na divindade.

3. A Trindade Explicitada no Novo Testamento.

3.1. A Trindade não é vista como três deuses, mas como três Pessoas em um único Deus.

(Mt 28.19; 2Co 13.13; 1Pe 1.2; Ef 4.4-6)

III. A RELEVÂNCIA DA TRINDADE PARA A FÉ CRISTÃ

1. Desenvolvimento doutrinário da Trindade

1.1. A doutrina da Trindade emerge das Escrituras como a revelação progressiva do Deus vivo

(Dt 6.4; Mc 12.29; Rm 1.3,4; Is 7.14; Jo 16.13; 2Co 3.17).

1.2. Sua plena compreensão foi definida nos primeiros séculos da Igreja.

a. O Concílio de Niceia (325 d.C.): Proclamou que o Filho é “da mesma substância” do Pai

b. O Concílio de Constantinopla (381 d.C.): Afirmou a divindade do Espírito Santo

c. Desde os primeiros séculos ensina-se sobre a perfeita unidade em Deus

1.3. O Pai, eterno e não gerado, é a fonte; o Filho é gerado do Pai; e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.

a. O cristão ora ao Pai, por meio do Filho, no poder do Espírito Santo (Ef 2.13,18)

2. Implicações doutrinárias.

2.1.A negação da Trindade resultou em heresias.

a. O triteísmo (crença em três deuses separados) viola a unidade de Deus, pois a Bíblia revela a existência de “um só Deus” (1Co 8.6).

b. O unitarismo afirma que somente o Pai é Deus, negando a divindade de Cristo e do Espírito Santo. As Escrituras ensinam que ambos são divinos (Jo 1.1; At 5.3,4).

c. O unicismo, ensina que Deus se manifesta em três formas sucessivas. No batismo de Jesus está claro que as três Pessoas são distintas e se manifestaram simultaneamente (Mt 3.16,17)

2.2. O monoteísmo ensina que “há um só Deus que subsiste em três Pessoas distintas” (Dt 4.35)

2.3. A compreensão distorcida da Trindade tem sérias implicações para a salvação (Jo 17.3)

Conclusão: Compreender a Trindade é fundamental para manter a fidelidade doutrinária.

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