Adultos

Lição 1 - O mistério da Santíssima Trindade VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 1 – O MISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

A estudo sobre a natureza trinitária de Deus é um dos ensinamentos mais importantes da fé cristã. Ele elucida, à luz das Escrituras, a revelação divina a partir das três Pessoas gloriosas que coexistem e atuam harmoniosamente na obra de redenção da humanidade. De modo sucinto, a base da doutrina da Trindade consiste em afirmar que o nosso Deus é um só em essência e triúno em pessoa. Trata-se de uma unidade composta, dinâmica e eterna que subsiste em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo (Ef 1.4; Jo 3.16; Rm 8.16). Compreender esse aspecto é fundamental para lidarmos com as falsas doutrinas que tentam negar a existência da Trindade e distanciar os indoutos da verdadeira fé em Deus.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

A REVELAÇÃO TRINITÁRIA NO BATISMO DE JESUS

Iniciamos mais um trimestre debaixo da vontade do nosso Deus. Neste estudaremos uma matéria importante nas Escrituras Sagradas, que trata de um tema que somente pela fé cremos e entendemos. A doutrina da Santíssima Trindade destaca o nosso Deus de maneira trina, contudo, único conforme Dt 6.4.

Deus é apresentado pela primeira vez na Bíblia com esse nome: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). É usado para expressar o conceito universal da deidade. Essa passagem apresenta os primeiros vislumbres da Trindade, pois o verbo bara, “criou”, no singular, e o sujeito ’elohim, “Deus”, no plural, revelam a unidade de Deus na Trindade. A Trindade é vista no nome Elohim à luz do contexto bíblico. A declaração, “façamos o homem” revela a existência de mais de uma Pessoa na divindade, e não mais de um Deus. Somente o Deus Filho e o Deus Espírito Santo tiveram participação na criação juntamente com o Deus Pai (João 1.3; Cl 1.16; Jó 33.4).

Olhando especificamente para o batismo de Jesus, encontramos as três pessoas da Trindade atuando e sendo destacadas de maneira distinta. Apesar de serem únicas em essência, tanto o Pai, quanto o Filho e o Espírito Santo possuem compartilham das mesmas características e agem em cooperação na obra da redenção. Eles coexistem eternamente e atuam de maneira harmoniosa.
O batismo de Jesus é uma grandiosa manifestação da realidade da Trindade. Jesus Cristo, declarado igual a Deus (Jo 10.30), é batizado no Jordão. O Espírito Santo, que também é igual ao Pai (At 5.3,4), desde sobre Jesus em forma de pomba. O Pai declara que se compraz em Jesus. Temos, portanto, neste ato três pessoas divinas iguais. Contraria a integridade das Escrituras explanar este evento de qualquer outra maneira. A doutrina da Trindade mostra que as três pessoas divinas subsistem em tal unidade que constituem o Deus uno (Mt 28.19; Jo 15.26; 1 Co 12.4-6; Ef 2.18; 1 Pe 1,2).

O destaque para a Trindade divina também é encontrado na ordenança do batismo em águas. Todo cristão convertido deve, em cumprimento às Sagradas Escrituras, ser batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme está escrito em Mateus 28.19: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Destaque

As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 3.16,17; 28.19; Mc 1.9-11; 2 Co 13.14; Ef 4.4-6; 1 Pe 1,2; Jd vv. 20,21). Esta é a doutrina da Trindade, expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus, subsistem três Pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum. Assim, segundo as Escrituras, Deus é singular (isto é, uma unidade) num sentido, e plural (isto é, trino), noutro.

O batismo de Jesus foi tão importante para a história da redenção que Deus, o Pai, esteve presente no rio Jordão. Como se isso fosse pouco, logo que Jesus foi batizado, a voz de Deus foi ouvida, fazendo conhecer a todos os que estavam ali que Jesus era o Filho de Deus, o Filho que lhe trazia alegria. O Pai não faltaria ao batismo do Filho, nem o Espírito Santo deixaria de estar presente. O Espírito Santo também estava lá. Ele foi visto como uma pomba que descia sobre Jesus, e de onde o Espírito vinha? Dos céus que estavam abertos. A Trindade estava completa ali, naquele pedaço de terra chamado Israel, onde Jesus iniciaria o seu ministério.

A DISTINÇÃO E A UNIDADE DAS PESSOAS DIVINAS

A Unidade não anula a Trindade e vice-versa. Precisamos ter em mente sempre que não podemos deixar de lado os aspectos que destacam a atuação do Deus trino, sem, contudo, atacar e extinguir a Unidade de Deus em sua essência.

A doutrina da Trindade não neutraliza nem contradiz a doutrina da unidade; nem esta anula a da Trindade, que, conforme pregada pelos cristãos que seguem a Palavra do Senhor, consiste em um só Deus em três Pessoas, e não três Deuses; isso seria apenas uma tríade, e não a Trindade. A Palavra do Senhor descarta a ideia de triteísmo (três Deuses) e de unicismo. A Trindade pode ser definida como a união de três Pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo — em uma só divindade. Tais Pessoas, embora distintas, são iguais, eternas e da mesma substância. Ou seja, Deus é cada uma dessas Pessoas.

A essência de Deus é uma só, contudo, devemos entender que dentro dos aspectos divinos, três Pessoas atuam dinamicamente e distintamente, e, juntamente com o Pai, possuem atributos, nomes, atuação e se destacam na grandiosa obra da redenção. No sacrifício da cruz encontramos, por exemplo, o Filho entregando a si mesmo (Gl 2.20), por ter sido entregue pelo Pai (Rm 8.32), sendo guiado pelo Espírito Santo para cumprir sua missão (Hb 9.14); deste modo percebemos a atuação das três Pessoas da Trindade de maneira distinta na redenção.

As Escrituras Sagradas ensinam que há um só Deus, e que Ele é um só. Elas ensinam que o Pai é Deus pleno, com todos os atributos da divindade (1 Co 8.6); e que o Filho é Deus, e não apenas parte da divindade: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). E elas também asseveram que o Espírito Santo é Deus, como lemos em Atos 5.3,4.

Todas três são mencionadas no mesmo momento em lugares diferentes: o Filho foi batizado, o Espírito veio sobre Ele, enquanto o Pai falava dos céus (Mt 3.16,17). Estêvão estava cheio do Espírito Santo, e viu Jesus à destra de Deus (cf. At 7.55,56). As três Pessoas são mencionadas como Testemunhas. Conforme prescreve a Lei, eram necessárias duas ou três testemunhas (Dt 19.15,16). Embora as três Pessoas na realidade sejam apenas um (1 Jo 5.7,8), são apresentadas como Testemunhas, por que numericamente são três: o Pai testifica (Rm 1.9), o Filho testifica (Jo 18.37), o Espírito Santo testifica (1 Jo 5.6).

Destaque

No caso do Deus trino, é necessário haver restrição. Não são três seres, indivíduos ou sujeitos, e sim três identidades conscientes. A natureza de Deus é uma, enquanto as Pessoas divinas, três. A Trindade é a união de três identidades pessoais em um só Ser ou Indivíduo — trata-se, pois, de uma só existência ou essência.

As Escrituras declaram que Deus é um só – uma união perfeita de uma só natureza, substância e essência (Dt 6.4; Mc 12.29; Gl 3.20). Das pessoas da deidade, nenhuma é Deus sem as outras, e cada uma, juntamente com as outras, é Deus. O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis, distintas; mas não separadas. As três não são três deuses, nem três partes ou expressões de Deus, mas são três pessoas tão perfeitamente unidas que constituem o único Deus verdadeiro e eterno. O Filho e também o Espírito Santo possuem atributos que somente Deus possui. [...] Nem o Pai, nem o Filho, nem o Espírito Santo, foram feitos ou criados em tempo algum, mas cada um é igual ao outro em essência, atributos, poder e glória.

A RELEVÂNCIA DA TRINDADE PARA A FÉ CRISTÃ

A plena articulação teológica da Trindade se consolidou nos primeiros séculos da Igreja em resposta a heresias cristológicas e pneumatológicas. O Concilio de Niceia (325 d.C.) foi convocado para enfrentar o arianismo — doutrina que negava a plena divindade do Filho. O resultado foi a declaração de que o Filho é “da mesma substância” (gr. homoousios) do Pai, reafirmando sua plena divindade.

Muitas teorias heréticas foram levantadas ao longo do tempo negando a doutrina da Trindade. Outras surgiram como uma explicação equivocada de como cada Pessoa deve ser identificada nesse sentido. Contudo, nós devemos buscar o verdadeiro entendimento desse tema, para que possamos combater todas as heresias que foram levantadas ao longo dos tempos.

Aos Efésios, Paulo, ensina que a experiência cristã é trinitária: “por que, por ele [Cristo], ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Ef 2.18). Sinaliza que cristão ora ao Pai, por meio do Filho, no poder do Espírito Santo. Portanto, a doutrina da Trindade é central à fé cristã porque expressa a realidade última de quem Deus é: um só Deus em três Pessoas eternamente distintas, mas consubstanciais e coeternas. Ela é a moldura da revelação bíblica, a estrutura da adoração e a base da comunhão cristã.

Num aspecto bíblico e soteriológico, a doutrina da Trindade tem um papel crucial no entendimento da atuação das três Pessoas divinas no plano da redenção. O Deus trino se manifestou a nós de maneira plena, enviando o Seu Filho para que sejamos salvos, e entendemos isso por intermédio do Espírito Santo que convence o homem.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

Copyright © 2003 - 2026 Portal Escola Dominical todos os direitos reservados.