Adultos

Lição 9 - Vontade — O que move o ser humano III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

QUARTO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - CORPO, ALMA E ESPÍRITO: A restauração integral do ser humano para chegar à estatura completa de Cristo

COMENTARISTA: Silas Queiroz

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 9 – A VONTADE - O QUE MOVE O SER HUMANO

Texto: Gálatas 5.16-21; Tiago 1.14,15; 4.13-17

Introdução: Guiada por Deus, a vontade é uma bênção extraordinária, vital para a existência humana.

I. VONTADE: MOTIVAÇÃO E AÇÃO

1. Conceito de vontade

1.1. Volição ou vontade é a capacidade humana de desejar, querer, almejar, escolher e agir.

a. Pode ser entendida também como motivação

b. Sem desejo ou vontade não há motivação e, via de consequência, ação

1.2. Existe manifestação da vontade quando fazemos a de outro, também (Sl 143.10; Lc 22.42)

a. Exemplo disso é a conversão (At 3.19)

b. Todo cristão renunciou a sua vontade para fazer a vontade de Cristo (Mt 16.24)

c. É o livre-arbítrio funcionando (Hb 2.3; 3.7-13; Ap 22.17)

2. Do pensamento à ação

2.1. O fenômeno completo: pensamento, sentimento, desejo e ação

a. Um pensamento pode ser apenas um pensamento, sem relação alguma com um sentimento ou um desejo

b. Ex: Podemos pensar em uma viagem que fizemos sem que isso nos traga qualquer emoção. Mas, também, podemos recordar com nostalgia e desejar viajar novamente. E esse desejo pode nos motivar a comprar a passagem e repetir a experiência

2.2. Aconteceu com Eva no Éden em sua conversa com a serpente:

a. Ela refletiu sobre o significado do fruto da árvore até ser enganada (1Tm 2.14).

b. Ao acreditar na falsa elevação que obteria, certamente sentiu alguma emoção (Gn 3.5)

c. O próximo passo foi a manifestação do desejo, que gerou a ação (Gn 3.6).

3. Fraqueza de vontade

3.1. Adão pecou sem ser enganado

a. O problema de Adão se deu na esfera da vontade.

b. Ele aderiu à vontade de Eva, que lhe deu o fruto (Gn 3.6; Rm 5.12).

3.2. Quantas decisões erradas tomamos plenamente conscientes de suas consequências!

3.3. Muitas vezes o desejo fala mais alto:

a. Da violação de uma restrição alimentar a condutas mais graves

b. A busca do prazer pelo prazer é uma característica da cultura hedonista

3.4. Vícios e compulsões arrastam multidões, mesmo que elas conheçam seus destrutivos efeitos

. Só Jesus pode libertar o ser humano de prisões espirituais (Jo 8.36; Rm 1.16)

II. DESEJOS: DA ESCRAVIDÃO À REDENÇÃO

1. A experiência do deserto

1.1. Israel tornou-se escravo dos seus desejos durante a peregrinação pelo deserto (Sl 106.14,15)

a. Lembravam-se das comidas do Egito e se deixavam dominar por seus desejos (Nm 11.5,6).

b. Deus os havia tirado do Egito com mão forte (Êx 20.2; Dt 26.8).

c . O culto aos desejos lhes trouxe terríveis consequências:

. Perecimento e morte (Sl 78.29-33; Nm 11.33,34; 14.29)

1.2. Não nos deixemos levar por nossos próprios desejos (1Co 10.1-13)

2. Os desejos na era cristã

2.1. O drama dos desejos continua na era cristã, com uma diferença fundamental:

a. Cristo venceu o pecado e nos dá poder para também vencê-lo (Rm 6.3-6,11-14)

2.2. Enquanto estivermos neste corpo mortal enfrentaremos um conflito espiritual constante

2.3. Todo cristão precisa decidir entre sua vontade carnal e a vontade do Espírito (Gl 5.17)

a. A carne tem seus próprios desejos, que são contrários ao Espírito

b. Vê-se, então, em nosso interior, uma luta travada.

c. Cabe-nos decidir: (Gl 5.18).

. Satisfazer os desejos da carne, que são pecaminosos, ou

. Atender a voz do Espírito e viver segundo sua direção

3. A decisão do homem redimido

3.1. O homem redimido inclina-se “para as coisas do Espírito” (Rm 8.5)

a. É o resultado de sua nova natureza (Ef 4.24; 2Co 5.17).

b. É a mortificação da carne (Rm 8.11-13; Cl 3.5).

3.2. Nossos desejos pecaminosos não deixam de existir, mas em Cristo triunfamos sobre eles

a. Vivendo, andando e frutificando no Espírito (Gl 5.22-25; 1Jo 3.6).

III. O ENSINO SOBRE OS DESEJOS, EM TIAGO

1. Atração e engano

1.1 Tiago 1.14,15 trata dos desejos carnais e suas consequências.

a. Ele usa o termo “concupiscência” (epithumia) com o sentido de “maus desejos”

b. Ele trata sobre o processo de tentação e pecado (Tg 1.14)

c. A vontade é retratada como um elemento de comunicação interna

. Tem a capacidade de atrair e enganar

d. O mau desejo é capaz de afetar a própria razão

. Ele leva a acreditar que o pecado não produz consequências ruins, mas boas.

2. A mente é entorpecida depois do desejo ter sido aguçado.

2. Abortando o processo

2.1. Pelo texto de Tiago observamos que é preciso, também, abortar os maus desejos

a. Aprenda a interromper maus pensamentos para evitar a prática de pecados

b. Se não abortarmos os maus desejos seremos influenciados em nossas decisões

. Quando encontra seu objeto ou alvo, o desejo se torna intenso

c. O resultado será catastrófico (Tg 1.15)

2.2. Que o Senhor nos livre de toda a tentação (Mt 6.13)

2.3. Devemos viver em constante vigilância

Conclusão: Apesar de nossa tendência pecaminosa, não podemos encarar os desejos apenas de forma negativa. A vontade humana é uma faculdade essencial para a nossa existência. Quando guiada por Deus é uma grande bênção, responsável por nos mover para pequenas e grandes realizações. Como é bom amanhecer motivado todos os dias! O ânimo e o entusiasmo fazem parte de uma vontade sadia e ativa. São dados por Deus e servem para nos impulsionar para as tarefas cotidianas, independentemente da fase da vida (Sl 92.12-14; Jl 2.28; Tg 4.15).

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