ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL - CEADTAM - CGABD
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, comunhão e fé: a base para o crescimento da Igreja em meio às perseguições
COMENTARISTA: José Gonçalves
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA
LIÇÃO Nº 9 – UMA IGREJA QUE SE ARRISCA
A lição desta semana pretende ensinar o que torna uma igreja destemida e disposta a sacrificar-se em favor da causa do Reino de Deus. Estevão é apresentado na lição como um exemplo de cristão sólido na fé, fundamentado nas Escrituras Sagradas e que enfrentou o ódio dos perseguidores judeus helenistas. Mesmo diante das ameaças, assim como do ultraje sofrido pelas mãos de seus algozes, ele não sucumbiu na fé, mas foi fiel até a morte (At 6.8— 7.60).
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
ESTÊVÃO E A IGREJA QUE TEM SUA FÉ CONTESTADA
O historiador Lucas destaca, dentre os sete diáconos, o primeiro da lista, Estêvão. Ele foi fiel tanto em sua vida quanto em sua morte. Viveu de forma superlativa e morreu de modo exemplar. .. ] Estêvão não limitou seu ministério a servir às mesas; também ganhou almas para Cristo e operou milagres?
Sua vida foi baseada em um lindo testemunho do evangelho, a ponto de não temer por sua vida, não tendo-a como preciosa, mas antes apresentou a Cristo com fervor e vigor, sendo perseguido por muitos por causa do testemunho que apresentara. Estêvão é o grande exemplo de Cristão que precisamos observar.
Estêvão levou a efeito um ministério apostólico de pregação e cura. Enfrentou oposição da parte de membros das sinagogas de língua grega, que por fim apelaram ao método de inventar acusações contra ele. Tais acusações enfureceram os judeus de língua grega e também os líderes judeus de língua hebraica, os quais faziam parte do concílio que ouvia as acusações contra Estêvão.
O que fizeram contra a pessoa de Estêvão se assemelha diretamente àquilo que fizeram com Cristo. Ele foi acusado por muitos através de falsas afirmações, que o levaram a apresentar um grande discurso apologético diante da grande multidão.
Estêvão não tinha apenas uma vida irrepreensível, mas também obras irrefutáveis. Suas obras referendavam sua vida. Falava e fazia. Pregava aos ouvidos e aos olhos. Ninguém podia contestar sua vida nem negar os milagres que Deus operava por seu intermédio. No entanto, apesar de todas as qualidades extraordinárias de Estêvão, o seu ministério provocou um antagonismo feroz. Três foram os estágios desse antagonismo: discussão (6.9b, IO); difamação (6.11, 12a); e condenação (6.12b—7.60).
Destaque
A igreja de Cristo na atualidade deve seguir o modelo de defesa da fé observado em Estevão. Os crentes devem conhecer profundamente a fé que professam. A dificuldade que muitas igrejas têm em relação à defesa da fé se deve ao fato de que muitos irmãos não são frequentadores assíduos da Escola Dominical. Jesus afirmou que as Sagradas Escrituras deveriam ser examinadas a fim de conhecermos os fundamentos da fé que nos mostram o trajeto à vida eterna (Jo 5.39). Portanto, conhecer as Escrituras é primordial para que o crente não seja levado por qualquer vento de doutrina (Ef 4.14, 15). Outro aspecto importante é a disposição para defesa da fé. Se o conhecimento bíblico é indispensável, a prontidão por defender o que se acredita, quando se é questionado sobre a razão da fé, requer o preparo espiritual e intelectual.
ESTÊVÃO E A IGREJA QUE DEFENDE SUA FÉ
Estêvão não blasfemava contra o templo nem contra a lei. Ao contrário, estava alinhado com a mesma interpretação de Jesus (Jo 2.19; Mc 14.58; 15.29). Porém, a luz da verdade cegou os olhos dos membros do Sinédrio em vez de lhes clarear a mente. A oposição desceu da teologia para a violência. Essa mesma ordem de acontecimentos repetiu-se muitas vezes. No início, há um sério debate teológico. Quando isso fracassa, as pessoas iniciam uma campanha pessoal de mentiras. Finalmente, recorrem a ações legais ou quase legais numa tentativa de se livrarem do adversário pela força. Em vez de acolher a mensagem da verdade com humildade, o Sinédrio preferiu sentenciar à morte o mensageiro.
Como falamos acima, o discurso de Estevão foi de caráter puramente apologético. Ele fez uma excelente e exemplar defesa da fé, demonstrando um profundo conhecimento do evangelho, bem como do Antigo Testamento e do que a mensagem veterotestamentária falava.
Esse longo discurso de Estêvão é considerado "uma proclamação sutil e inteligente do evangelho". A preocupação de Estêvão era demonstrar que sua posição, longe de ser uma blasfêmia por desrespeito à Palavra de Deus, a honrava e glorificava. Isso porque o Antigo Testa mento confirmava o seu ensino sobre o templo e a lei, especialmente ao profetizar sobre o Messias. Portanto, eram eles, e não Estêvão, que estavam negando a lei.
Destaque
O exemplo de Estevão nos ensina muitas lições e nos encoraja a perseverar na fé, mesmo sob incessantes ataques. Uma lição importante se destaca na circunstância em que Estevão se encontrava. Ele soube manter uma postura apologética, isto é, de defesa da fé cristã do início até o fim. Isso se deve em razão do seu proficuo conhecimento sobre o que professava, bem como de sua disposição para responder aos desafios decorrentes de ser um seguidor de Jesus.
ESTÊVÃO E O MARTÍRIO DA IGREJA
Estêvão confronta com grande vigor os homens que haviam matado a Jesus. A consciência deles ainda está cauterizada. Em vez de demonstrarem arrependimento, rilham os dentes e apanham pedras para cometerem outro crime horrendo. A morte de Estêvão possivelmente não foi um juízo, mas um linchamento, uma vez que o Sinédrio não tinha competência para aplicar a pena capital a ninguém. O que matou Estêvão foi uma explosão de ira cega e incontrolada.
Contudo, em sua morte Estêvão não agonizava de sofrimento, mas continuava a apontar para o céu e para Aquele que estava assentado no trono. O que Estêvão viu foi o próprio Senhor que estava olhando para sua morte e esperando-o para a sua grande entrada nos portões celestiais.
Encontramos no texto em questão o último olhar de Estêvão para o céu (7.55); o último testemunho de Estêvão por Cristo (7.56); a última súplica de Estêvão por si mesmo (7.59); e a última oração de Estêvão pelos seus inimigos (7.60).
A última grande lição que temos da vida de Estevão, além do seu grande testemunho e da sua defesa da fé, consta no perdão que ele dispensou aos seus agressores. Somente uma vida transformada pelo Evangelho consegue perdoar como Estêvão perdoou.
O protomártir do cristianismo seguiu o exemplo de Cristo em sua vida e também em sua morte. Assim como Jesus orou pelo perdão daqueles que o executavam (LC 23.34), também o fez Estêvão. Para Estêvão, o terrível tumulto terminou em uma estranha paz. Ele dormiu na terra e logo foi recebido no céu pelo próprio Senhor Jesus.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA