ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2024
Adultos - O CORPO DE CRISTO - origem, natureza e vocação da Igreja no mundo
COMENTARISTA: José Gonçalves
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS
LIÇÃO Nº 13 – O PODER DE DEUS NA MISSÃO DA IGREJA
Texto: Atos 13.1-4
Introdução: O Espírito Santo é a força-motriz que movimenta a Igreja. Sem o poder do Espírito, a Igreja é incapaz de cumprir a sua missão.
I. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO SEGUNDO O EVANGELISTA LUCAS
1. Um ensino revelado nos escritos de Lucas
1.1. O ministério do Espírito Santo é uma necessidade imperiosa e não uma opção
a. É relatado no Evangelho de Lucas
b. È relatado no Livro de Atos
1.2. A ação do Espírito santo foi necessária na vida de Jesus e na Igreja
a. Essa promessa estava associada ao revestimento do poder do Espírito (Lc 24.49)
2. O enchimento do Espírito como experiência necessária
2.1. O Senhor Jesus só começou o seu ministério depois de ser cheio do Espírito Santo (Lc 3.21,22)
a. Nosso Senhor fez a obra de Deus e a fez no poder do Espírito Santo
b. Ele foi capacitado pelo Espírito Santo (Lc 4.18,19)
c. Dependeu do Espírito Santo para exercer o ministério (Lc 5.17; Mt 12.28)
2.2. A igreja só deveria iniciar o trabalho missionário quando fosse revestida desse mesmo poder
3. O enchimento do Espírito como uma experiência concreta
3.1. O enchimento do Espírito ocorre como uma experiência concreta na vida do crente
3.2. O Livro de Atos retrata a experiência pentecostal como um acontecimento objetivo, não subjetivo.
a. Ela podia ser “vista” e “ouvida” (At 5.32)
b. Havia manifestações físicas que se tornavam reais para quem as tinha e visíveis para quem as presenciava
. Em outras palavras, quem recebeu sabia que havia recebido (At 11.15-17)
c. Dentre os muitos sinais, um se sobressaía sobre os demais — o falar em línguas desconhecidas (At 2.4; 10.44-46; 19.1-6)
4. A doutrina pentecostal clássica
4.1. Desde seus primórdios, a doutrina pentecostal clássica afirma que “o falar em línguas desconhecidas” é a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo. (At 2.4; 10.44-46; 19.6)
4.2. Até mesmo a narrativa de Atos 8.14-25, onde não há menção de ocorrência de línguas, o evangelista parece deixar subtendido que as línguas estiveram presentes ali (At 8.18; cf. At 9.17)
4.3. Assim, estudiosos dos livros de Lucas reconhecem que o uso que o evangelista faz das expressões “Batismo no Espírito Santo” ou “ser cheio do Espírito Santo” em Atos dos Apóstolos tem a ver com a experiência do derramamento do Santo Espírito acompanhada de línguas desconhecidas como evidência inicial.
II. O ESPÍRITO SANTO CAPACITANDO AS TESTEMUNHAS
1. Capacitando as testemunhas.
1.1. No Livro de Atos, é possível perceber o ensino da capacitação do Espírito Santo sob diferentes perspectivas.
a. Primeiramente, o Espírito capacitando líderes para o desempenho da obra de Deus (At 4.33).
. vemos o apóstolo Pedro sendo “cheio do Espírito Santo” quando foi confrontado pelos sacerdotes (At 4.8);
. O apóstolo Paulo quando é cheio do Espírito Santo para resistir a Elimas, o mágico (At 13.9).
. Na verdade, o que se observa em Lucas é que o revestimento do Espírito veio sobre “toda carne” (At 2.17).
2. Pessoas simples capacitadas pelo Espírito
2.1. O caso de Ananias impondo as mãos sobre Paulo (At 19.10,11)
2.2. O caso de Estêvão e Filipe (At 6.8; 8.6)
2.3. Fica patente que Deus não tinha uma classe privilegiada para fazer a sua obra.
a. Ele possuía testemunhas capacitadas pelo Espírito Santo.
3. Capacitando a igreja
3.1. A igreja do Novo Testamento é vista como portadora de uma missão profética
a. Nela, há um ministério profético de todos os crentes (At 2.17).
b. O testemunho não é apenas individual, como mostrado nesta lição, mas também de toda a igreja descrita em Atos.
3.2. Essa comunidade de crentes, capacitada pelo Espírito Santo, ganhava a confiança e a admiração das pessoas ao seu redor (At 2.47).
3.3. O crescimento das igrejas em Atos estava associado ao testemunho dado pelos grupos de crentes capacitados pelo Espírito Santo (At 9.31).
III. O ESPÍRITO SANTO COMO FONTE GERADORA DE MISSÕES
1. O envio missionário
1.1. Por intermédio dos dons do Espírito, Paulo e Barnabé foram separados para uma grande obra de maneira clara e audível. (At 13.1-3)
a. Lucas menciona que havia alguns profetas na igreja que estava em Antioquia (13.1).
b. O foco do evangelista é que o Espírito Santo é a fonte geradora de missões, pois Ele é quem vocaciona e envia (At 13.2).
2. A estratégia missionária
2.1. Em um mundo multicultural, a questão da estratégia missionária deve ser levada em conta.
a. Não somente enviar, mas quem enviar, quando enviar e como enviar.
b. Por exemplo, Paulo e Barnabé poderiam ter adotado a estratégia errada na obra missionária quando intentaram pregar na Ásia e Bitínia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo (At 16.6,7).
. Foi o Espírito Santo que decidiu quem deveria ouvir o Evangelho naquela circunstância (At 16.9).
2.2. Ponderamos aqui que, muitas vezes, é possível que agências missionárias e igrejas adotem uma estratégia errada no envio de missionários.
2.3. Não basta só o desejo de fazer missões, mas é preciso buscar a orientação do Espírito Santo a respeito de como isso deve ser feito.
Conclusão: Encerramos esta lição e, consequentemente, este trimestre, mostrando que o Pentecostes faz toda a diferença no cumprimento da vocação missionária da Igreja. Sem a ação do Espírito Santo, a igreja local está desabilitada para cumprir sua missão. O Espírito Santo é a força-motriz do Corpo de Cristo em sua dimensão local. Sem o Espírito Santo, a igreja não vai a lugar algum.
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