Juvenis

Lição 13 - Malaquias, o valor da família II

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2020

Juvenis: Conselhos sociais e espirituais dos profetas menores

COMENTARISTA: DÉBORA MACHADO

COMENTÁRIO: PROF. MARCELO OLIVEIRA DE OLIVEIRA

LIÇÃO Nº 13 – MALAQUIAS - O VALOR DA FAMÍLIA

ESBOÇO DA LIÇÃO

1. CONTEXTO HISTÓRICO

2. ESTRUTURA DO LIVRO

3. A MENSAGEM DE MALAQUIAS

OBJETIVOS

Apontar o propósito de Deus para a família;

Explicar que a aliança de Deus com o ser humano não o isenta do compromisso com a fidelidade;

Evidenciar a importância da integridade familiar.

Prezado professor, prezada professora,

A lição desta semana abordará o propósito de Deus para família conforme a profecia de Malaquias. Nela, veremos que a aliança de Deus com o ser humano não o isenta do compromisso com a fidelidade. Por isso a lição destaca a importância da integridade da família que serve a Deus.

Nesse sentido, disponibilizamos um texto que trata de uma análise histórica e social da formação da família, o que muito lhe auxiliará na preparação da aula desta semana.

Tenha uma boa aula!

ANÁLISE SÓCIO-HISTÓRICA DA FAMÍLIA

Por Esdras Costa Bentho

1. Família, Projeto Divino

Na sociedade hebraica a família era o âmago da estrutura social. Na Tanach, exclusivamente em Berê’shîth (Gênesis), encontramos o princípio judaico-cristão da família no texto que diz: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam” (Gn 2.18,21-25). Segundo o filósofo Lévi-Strauss, o princípio da família é dado pelo texto da Escritura que diz: “deixará o varão o seu pai e a sua mãe”, regra infrangível ditada a toda a sociedade para que possa estabelecer-se e durar.

<p.Família, Centro da Comunhão.

Deus é quem decidiu criar a família. Esta foi formada para ser um centro de comunhão e cooperação entre os cônjuges. Um núcleo por meio do qual as bênçãos divinas fluiriam e se espalhariam sobre a terra (Gn 1.28). Não era parte do projeto célico que o homem vivesse só, sem ninguém ao seu lado para compartilhar tudo o que era e tudo o que recebeu da parte de Deus.

O homem sente-se pessoa não apenas pelo que é, mas também quando vê o seu reflexo no outro que lhe é semelhante. Portanto, a sentença divina ecoada nos umbrais eternos expressa o amor e o cuidado celeste para com a vida afetiva do homem. Para Deus, “não é bom que o homem esteja só”. O verbo estar, no presente do subjuntivo (esteja), tradução do hebraico hayâ, expressa um estado circunstancial e transitório do ser. A solidão é um agravo à saúde psicofísica da criatura humana e, por mais esta razão, Deus não deixaria a criatura feita à sua imagem sem um semelhante para comungar.

Homem e mulher, portanto, fazem parte do mesmo projeto celífluo. Sentem-se tão necessários à existência do outro quanto dependem individualmente do ar que respiram. Esta interdependência é inerente à formação moral e espiritual do próprio ser. Faz parte do mistério, da teia de encontros e desencontros, de fluxo e refluxo que cercam a união entre homem e mulher. A união conjugal, portanto, antes de ser um contrato jurídico, era um ato de amor, companheirismo e cumplicidade em que as principais necessidades humanas eram plenamente satisfeitas. Homem e mulher se auto-realizavam um no outro. Para o sábio era mais fácil entender o caminho da cobra na rocha; o do navio no meio do mar, ou, ainda, da águia no céu do que o “encontro” de um homem com uma mulher (Pv 30.18,19). O espanto do sábio só se compara ao de Ismene à Antígona ao dizer: “De fogo é o teu coração em atos que gelam”.

A Constituição do Núcleo Familiar.

A constituição do núcleo familiar a priori foi composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros filhos, a família tornou-se o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido.

No contexto desse sistema familiar, cada membro do grupo passa por uma série de funções ou papéis sociais determinados tanto por fatores exógenos, que estão ligados aos cenários sociais próximos a ele, como por endógenos, ligados a idade, sexo e maturação psicológica.

O mundo exterior tem um impacto considerável desde o momento em que a criança começa a relacionar-se com as pessoas, grupos e instituições, cada uma das quais lhe impõe suas perspectivas, contribuindo, assim, para a formação de seus valores, de suas habilidades e de seus hábitos de conduta.

Esta explicação serve-nos de esteio para a constatação da importância que a instituição familiar e das muitas outras vigentes em Israel no tempo do Antigo Testamento – civil, militar e religiosa – tinham para a formação de um Estado teocrático. Todos se pautavam em um único livro, procedente da vontade do Único e Eterno Deus de Israel (cf. Nm 15.15,16,29).

Texto extraído da obra “A Família no Antigo Testamento: História e Sociologia”, editada pela CPAD.

Fonte: http://www.escoladominical.com.br/home/licoes-biblicas/subsidios/juvenis/332-licao-13-malaquias-o-valor-da-familia.html Acesso em 16 mar. 2020

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