Juvenis

Lição 8 - O papel da liderança na Igreja II

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021

Juvenis: Igreja, o corpo de Cristo

COMENTARISTA: JAMIEL LOPES

COMENTARISTA: PROFª PAULA RENATA SANTOS

LIÇÃO Nº 8 – O PAPEL DA LIDERANÇA NA IGREJA

ESBOÇO DA LIÇÃO

1. A IMPORTÂNCIA DOS LÍDERES NA IGREJA

2. O PERFIL BÍBLICO DE UMA LIDERANÇA CRISTÃ

3. VOCAÇÃO E CHAMADO PARA A LIDERANÇA

OBJETIVOS

Discutir a importância da liderança na igreja;

Descrever as qualificações de um bom líder cristão;

Refletir sobre a vocação para a liderança cristã.

Querido (a) professor (a), na próxima aula vamos conversar com os juvenis sobre a liderança na igreja e a importância de segui-la, claro que com toda sabedoria. Não estamos falando aqui de uma doutrinação à obediência cega e irresponsável, como infelizmente muitas instituições religiosas requerem, mesmo isto não sendo coerente com a Palavra de Deus. Afinal, o Senhor nos criou como seres pensantes e não como robôs prontos a acatar ordens, sem nem refletir sobre elas primeiro.

Propomos que esta reflexão seja expandida para a sala de aula. Faça perguntas que levantem esta temática. Perguntas como: “Respeitar é obedecer sem pensar?”; “É bíblico obedecermos às autoridades? Mesmo quando estas estão em desacordo com a própria Bíblia?”; “Existe um limite para a obediência à liderança? Qual seria?”; “Discordar da ordem de um líder é desrespeito, é pecado?”; “Quando e de que maneira é pecado?”; “É possível contra-argumentar respeitosamente?”

Conduza esta reflexão de forma sábia, deixando que seus alunos se expressem com honestidade e ao final da discussão de cada pergunta, mostre que é possível um diálogo respeitoso entre liderado e liderança cristã, principalmente quando este é pautado em argumentos bíblicos e quando compreendemos que ela é fruto de legítimo zelo e amor.

Nesta faixa etária seus alunos tendem a ser questionadores, o que para muitos é encarado como “rebeldia”, mas na verdade pode ser trabalhado como uma boa característica. O educador de hoje precisa compreender e estar preparado para dialogar com esta geração que — de forma muito excedente às suas precursoras —, refletem, indagam, contra-argumentam muito mais. A verdade é que, contrariem-se os líderes mais conservadores ou não, nenhum progresso na História da humanidade, ou mesmo na História da Igreja se deu sem que pessoas assim se levantassem. Não nos esqueçamos do pai da Reforma Protestante que deu origem a religião que professamos hoje.

Martinho Lutero recorria ao estudo das Escrituras diante de uma ordem, um rito, uma tradição vinda da liderança da antiga igreja, mesmo que travestida de mandamento bíblico. Incentive os seus alunos a fazerem o mesmo, evidentemente respeitando a sua liderança. Mas deixe claro que não precisam para isso abrirem mão do raciocínio, reflexão e, sobretudo, estudo bíblico. A fim de que quando discordarem com uma ordem, possam respeitosa e sabiamente, mostrar seu ponto de vista, seus argumentos não pautados em “achismos” pessoais, mas na Palavra de Deus. Desta maneira, você estará colaborando para a formação de crentes mais estudiosos, conscientes e responsáveis, assim como também para que estes se tornem futuros líderes mais sábios e coerentes, seguidos não por sua posição imposta, mas pela sua influência admirada.

Nível 1 – Posição

A posição é o nível de liderança mais baixo; é nível de entrada. A única influência que o líder posicional tem é a que com o título do cargo de trabalho. As pessoas seguem porque têm de seguir. A liderança posicional baseia-se nos direitos ganhos pela posição e título. Não há nada de errado em ter uma posição de liderança. Mas tudo está errado em usar a posição para fazer as pessoas seguirem você. A posição é substituta ineficiente para a influência.

Pessoas que chegam apenas ao nível 1 podem ser chefes, mas nunca são líderes. Têm subordinados, não membros de equipe. Contam com regras, regulamentos políticas e organogramas para controlar seus subordinados. As pessoas o seguem apenas dentro dos limites declarados da autoridade. E as pessoas farão apenas o que lhes é exigido. Quando os líderes posicionais pedem um esforço ou tempo extra, raramente são atendidos.

Líderes posicionais geralmente têm dificuldade em trabalhar com voluntários, pessoas mais jovens e pessoas de alto nível de escolaridade. Por quê? Porque líderes posicionais não têm influência, e esse tipo de pessoa tende a ser mais independente.

A posição é o único nível que não requer habilidade e esforço para alcançar. Qualquer pessoa pode ser nomeada para uma posição (sem ser necessariamente um verdadeiro líder). [...]

Nível 4 – Desenvolvimento de Pessoas

Líderes tornam-se grandes, não por causa do poder, mas por causa da habilidade em capacitar pessoas. É o que os líderes de nível 4 fazem. Usam a posição, relação e produtividade para investir em seus seguidores e desenvolvê-los até que esses seguidores se tornem líderes por conta própria. O resultado é reprodução. Líderes de nível 4 reproduzem-se.

A produção pode vencer jogos, mas o desenvolvimento de pessoas vence campeonatos. Duas coisas sempre acontecem no nível 4. Em primeiro lugar, o trabalho em equipe atinge um nível muito alto. Por quê? Porque o alto investimento em pessoas aprofunda as relações, ajuda as pessoas a conhecerem-se melhor e reforça a lealdade. Em segundo lugar, o desempenho aumenta. Por quê? Porque existem mais líderes na equipe, e ele ajudam a melhorar o desempenho de todos.

Líderes de nível 4 mudam a vida das pessoas que eles lideram. Por conseguinte, os liderados os seguem por causa do que seus líderes fazem para eles pessoalmente. E suas relações são muitas vezes duradouras. (MAXWELL. Jonh C. 5 Níveis de Liderança. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 17-19)

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula!

Fonte: http://licoesbiblicas.com.br/index.php/2014-11-13-19-35-17/subsidios/juvenis-subsidios/976-licao-44.html Acesso em 15 nov. 2017

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