Juniores

Lição 12 - O Deus que ouve

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2019

Juniores: Conhecendo mais sobre Deus

COMENTARISTA:SUSANA CIRQUEIRA

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 12 – O DEUS QUE OUVE

Ao Mestre

Prezado (a) a lição de hoje é uma oportunidade de conduzir nossos alunos a conscientizar-se do fato de que Deus ouve as orações.

Há na Bíblia inúmeros relatos de servos de Deus que falam disso: “Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores [...] este pobre homem clamou, e o senhor o ouviu; e o libertou de todas as suas tribulações [...] os olhos do Senhor voltam-se para os justos e os seus ouvidos estão atentos ao seu grito de socorro [...] os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações. O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido” (Sl 34.4,6,15,17-18).

Davi passou por sofrimentos, perdas e situações penosas. Em meio a tudo isso, ele sabia que em cada situação Deus não só ouvia suas orações, mas respondia.

Podemos ter essa mesma certeza: Deus não só ouve nossos pedidos, como também sabe do que precisamos.

Deus continue abençoando seu ministério.

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a conscientizar-se que crer que Deus existe é apenas o inicio de uma amizade com Ele. Através da oração aprendemos mais sobre Ele e Seu infindável amor. Todos os que buscam a Deus descobrem que somos recompensados com a intimidade de Sua Presença constantemente.

Memorizando

“O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor aceitou a minha oração”. (Sl. 6.9 – NVI).

Deus sempre ouve orações sinceras. Ao coração contrito Deus atende.

Texto Bíblico: 1 Sm 1.8-28.

Samuel: Sacerdote, Profeta e último Juiz de Israel

Criado no Templo desde seus primeiros anos, esse grande Profeta governou o povo eleito como juiz — espécie de líder político, militar e religioso — até sua velhice, no século X a.C., quando instituiu a monarquia entre os israelitas a pedido destes. Homem integro e temente a Deus

A infância de Samuel

Elcana, homem do país de Efraim, na antiga Palestina, naquele tempo em que a poligamia era tolerada, tinha duas mulheres: Penena e Ana. A primeira dera-lhe vários filhos, a segunda era estéril. Como acontecia nesses casos, a primeira desprezava e ridicularizava a segunda. Um dia esta, já sem aguentar de dor, só chorava e não comia. O marido animou-a, dizendo: “Por que se aflige teu coração? Porventura não sou eu melhor para ti do que dez filhos?”. Não. Pois, para a mulher, a plenitude natural reside na maternidade. E para os israelitas daquele tempo a esterilidade era considerada um opróbrio, pois impedia que de sua descendência nascesse o Prometido das Nações, o Messias.

Por isso Ana prostrava-se diante do Senhor, pedindo o fim daquele opróbrio, prometendo que o fruto de suas entranhas seria inteiramente consagrado a Deus.

E foram ouvidas suas preces, pois ela deu à luz Samuel, que pouco depois de seu nascimento foi levado ao Templo, ficando sob a custódia do Sumo Sacerdote Eli.

Lamentável figura a desse Eli, que se tornou um símbolo da perniciosa tolerância paterna em relação à má conduta dos filhos.Seus filhos praticavam no Templo toda sorte de desordens, abominações e sacrilégios. O pai, já velho, alertado por um homem de Deus, limitou-se a repreendê-los com palavras brandas e estéreis. Portanto, inúteis. Enquanto isso, o povo de Israel entregava-se freqüentemente ao culto dos ídolos, abandonando assim as práticas religiosas que Deus lhe ensinara.

“Entretanto, o menino Samuel crescia e era agradável tanto ao Senhor como aos homens” (I Sam. 2, 26).

Desde a infância, Deus prepara o futuro juiz Samuel dormia junto à tenda do Tabernáculo, pois era seu dever guardar, durante a noite, a lâmpada acesa ­dian­te da Arca do Senhor.

Certa noite, o menino acordou com uma voz que o chamava pelo nome: “Samuel, Samuel”. Obediente, levantou-se imediatamente e foi ter com o Sumo Sacerdote, dizendo-lhe: “Eis-me aqui, pois tu chamaste-me”. “Não, não te chamei; volta e dorme”, respondeu Eli. E o menino foi dormir. Mas uma segunda e uma terceira vez sucedeu o mesmo. Então Eli, percebendo naquilo uma ação sobrenatural, recomendou ao menino que, quando ouvisse a voz, respondesse: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”.

E assim sucedeu. E Deus revelou a Samuel o castigo que preparava para os filhos de Eli por sua conduta indigna, e também para este, porque, sabendo disso, não os corrigia.

Na manhã seguinte, o Sumo Sacerdote exigiu de Samuel, sob obediência, que lhe dissesse tudo o que o Senhor lhe havia comunicado. Diante da narrativa, qual foi sua reação? Em vez de prosternar-se diante de Deus pedindo misericórdia, e depois procurar os filhos e increpá-los duramente e expulsá-los do Templo, o velho sacerdote tomou uma atitude espantosa. Disse somente: “Ele é o Senhor; faça o que for agradável aos seus olhos”.E continuou na sua passividade... Ora, se Deus fazia-o saber de antemão o que aconteceria, era certamente para dar-lhe ocasião de se corrigir.

Quanto tempo decorreu entre a ameaça da punição e sua execução? A Sagrada Escritura não o diz. Mas acrescenta logo em seguida que, entrementes, “Samuel crescia e o Senhor era com ele, e nenhuma das suas palavras caiu no chão. Todo o Israel ... conheceu que Samuel era um fiel profeta do Senhor. O Senhor continuou a aparecer em Silo, porque em Silo é que o Senhor se manifestava a Samuel, segundo a palavra do Senhor. E a palavra de Samuel chegou a todo o Israel”.

Perda da Arca da Aliança: punição de Israel e seus dirigentes

“Aconteceu naqueles dias” que os inimigos dos israelitas, os filisteus, prepararam-se para combatê-los. “Travada, porém, a batalha, Israel voltou as costas aos filisteus”. E naquele combate Israel perdeu quatro mil homens. Os vencidos resolveram implorar então o auxílio do Senhor Deus dos Exércitos, fazendo vir a Arca da Aliança para o campo de batalha. “E os dois filhos de Eli, Ofni e Finéias, estavam com a Arca da Aliança do Senhor”.

Com grande ímpeto, travou-se nova batalha. “Combateram, pois, os filisteus, e Israel foi derrotado e fugiu cada um para sua tenda. A derrota foi sobremaneira grande, e foram mortos de Israel trinta mil homens. A Arca de Deus foi tomada, e também os dois filhos de Eli, Ofni e Finéias, foram mortos”

Assim cumpria-se parte do castigo predito por Deus para os filhos de Eli. Quando um mensageiro trouxe a nova a Silo, houve grande alvoroço popular. Eli, tendo já noventa e oito anos, estava praticamente cego. Perguntou então ao mensageiro sobre seus filhos. Respondeu-lhe este que tinham sido mortos, e que a Arca da Aliança tinha caído nas mãos dos filisteus. Ao ouvir isto, Eli, que estava sentado, “caiu da cadeira para trás junto da porta, e quebrando o pescoço, expirou”.

Samuel leva o povo à conversão e à vitória

Samuel foi então reconhecido como verdadeiro juiz de Israel, ou seja, seu guia tanto espiritual quanto político e militar. Recuperada milagrosamente a Arca da Aliança, “Samuel falou a toda a casa de Israel dizendo: ‘Se vos tornais de todo o vosso coração para o Senhor, tirai do meio de vós os deuses estranhos, as imagens de Baal e Astarot, preparai vossos corações para o Senhor, servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus”. Os israelitas então lançaram fora todos os ídolos que sacrilegamente guardavam, purificaram-se e jejuaram, e disseram: ‘Pecamos contra o Senhor”.

Assim estavam prontos para a vitória. E a obtiveram com o auxílio do Céu.

Aplicação da Lição

Enfatize aos pequenos que não podemos apenas aprender sobre oração; precisamos vivê-la. Separe um tempo para estar a sós com Deus, e perceba quantas coisas novas serão reveladas ao seu coração, como resposta à sua busca.

Fontes Consultadas:

BÍBLIA. Português. Bíblia Shedd. Tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada. São Paulo, Edições Vida Nova, 1ª Edição, 1889.

BÍBLIA. Português. Nova Versão Internacional. São Paulo, Editora Geográfica, 9ª Edição, 2001.

HARRIS, R. Laird; JR, Gleason L. Archer; WALTKE, Bruce K.Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo, Edições Vida Nova, 1ª Edição 1989, Reimpressão 2008.

ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo, Reimpressão em 1 volume, 2009.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

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