Juniores

Lição 11 - O Deus que não abandona

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2019

Juniores: Conhecendo mais sobre Deus

COMENTARISTA:SUSANA CIRQUEIRA

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 11 – O DEUS QUE NÃO ABANDONA

Ao Mestre

Prezado (a) Deus se revela ao ser humano em seu cotidiano por meio de auxilio em suas adversidades. Encontramos n Bíblia vários nomes circunstanciais de Deus, era assim denominado mediante a dificuldade em que seu povo se encontrava.

ELOHIM: Deus "Criador, Poderoso e Forte" (Gn 17.7; Jr. 31.33) - a forma plural de Eloah, a qual acomoda a doutrina da Trindade. Da primeira frase da Bíblia, a natureza superlativa do poder de Deus é evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (Gn. 1.1).

EL SHADDAI: "Deus Todo-Poderoso", "O Poderoso de Jacó" (Gn. 49.24; Sl 132.2,5) - fala do poder supremo de Deus sobre todos.

ADONAI: "Senhor" (Gn. 15.2; Jz. 6.15).

JEOVÁ-JIRÉ: "O Senhor proverá" (Gn. 22.14) - o nome utilizado por Abraão quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque.

JEOVÁ-RAFA: "O Senhor que sara" (Êx. 15.26) - "Eu sou o Senhor que te sara", tanto em corpo e alma. No corpo, através da preservação e da cura de doenças, e na alma, pelo perdão de iniquidades.

JEOVÁ-NISSI: "O Senhor é minha bandeira" (Êx. 17.15), onde por bandeira entende-se um lugar de reunião antes de uma batalha. Esse nome comemora a vitória sobre os amalequitas no deserto em Êxodo 17.

JEOVÁ-MAKADESH: "O Senhor que santifica, torna santo" (Lv. 20.8, Ez. 37.28) - Deus deixa claro que apenas Ele, pode purificar o Seu povo e fazê-los santos.

JEOVÁ-SHALOM: "O Senhor nossa paz" (Jz 6.24) - o nome dado por Gideão ao altar que ele construiu após o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que não morreria como achava que morreria depois de vê-lO.

JEOVÁ-TSIDKENU: "O Senhor nossa justiça" (Jr. 33.16) - Tal como acontece com Jeová-Makadesh, só Deus proporciona a justiça para o homem, em última instância, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por nós "para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Co. 5.21).

JEOVÁ-ROHI: "O Senhor nosso Pastor" (Sl. 23.1) - Depois de Davi ponderar sobre seu trabalho como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma relação de Deus com ele, e assim declara: "Yahweh-Rohi nada me faltará" (Sl. 23.1).

Nisso vemos Deus sempre presente a auxiliar seus filhos.

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a conscientizar-se que Deus sempre prove auxilio aos seus fiéis. Ele jamais desampara os que Nele confiam.

Memorizando

“Senhor, quero dar-te graças de todo o coração e falar de todas as tuas maravilhas”. (Sl. 9.1 – NVI).

O louvor genuíno consiste em expressar a Deus nossa gratidão em todos os seus aspectos divinos. Nesse momento, nossa atitude interior se torna uma expressão exterior quando louvamos a Deus. E nossa gratidão expressa o quanto O amamos.

Texto Bíblico: Gn. 37.1-36; 39.1-20.

José e os sofrimentos em sua vida

José era o filho caçula de Jacó – profeta de Deus cujo nome foi mudado pelo Senhor para Israel – com sua amada Raquel. O ódio dos irmãos de José por ele, aliado ao ciúme e à inveja levaram-nos a tomarem uma decisão que afetou a vida de toda a família para sempre.

Ódio, ciúme e inveja são sentimentos destrutivos

Lemos em Gênesis que “seus irmãos (...) o invejavam.”

Movidos por esses sentimentos destrutivos, os meios-irmãos de José “conspiraram contra ele para o matarem”. Mas Rúben e Judá não queriam sua morte. Seus irmãos decidiram, então, vendê-lo como escravo, sujar sua túnica de sangue de animal e entregá-la a seu pai para que pensasse que ele havia sido devorado por um animal selvagem.

As maiores brigas familiares e, mesmo, crimes passionais são movidos por sentimentos dessa natureza. Ou livramo-nos de tais sentimentos, ou corremos sérios riscos de fazer algo que vai deixar sequelas para sempre.

O Senhor está no comando

Em pouco tempo, após chegar ao Egito, José foi vendido a um homem importante chamado Potifar. De escravo, passou a braço direito desse homem. O Senhor protegeu e abençoou José, preparando um caminho cheio de oportunidades para ele mostrar suas habilidades e seu valor.

Honestidade, competência e retidão levam à verdadeira prosperidade

José era um jovem competente e íntegro. Por isso, “o SENHOR estava com ele, e foi homem próspero”. Vendo isso, Potifar “o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.”

Ele foi preso injustamente. “O SENHOR, porém, estava com ele, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali.”

Acabou sendo solto, graças ao dom que Deus lhe deu para interpretar sonhos. Por ter interpretado o sonho do Faraó, sugerindo-lhe ações para prevenir que o Egito sofresse longos anos de fome, recebeu a seguinte proposta do Faraó“Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.”

É uma grande lição de como se obtém a verdadeira prosperidade. Enquanto formos trabalhadores dedicados, esforçados, interessados e honestos, dando o melhor de nós naquilo que fizermos, e usando nossos dons e talentos para abençoar as outras pessoas, tenderemos a ter êxito em tudo o que fizermos. E enquanto formos fiéis ao Senhor, estaremos tanto prosperando na terra, quanto juntando tesouros no céu.

Fugir do pecado e das tentações

José foi assediado pela mulher de Potifar. Ele não cedeu às suas investidas, mas disse: “como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” Ela não desistiu e continuou o importunando, dia após dia, até que, certo dia, agarrou-o pela roupa e insistiu: “Deita-te comigo” (v.12). Ele literalmente fugiu, deixando suas vestes nas mãos dela.

Lealdade, castidade e retidão eram valores muito importantes para esse jovem homem. Muitas vezes somos tentados a ser desleais com nossos empregadores, com nossos amigos e, mais ainda, com nossos cônjuges. Precisamos ter a mesma determinação de José. Precisamos aprender a resistir às investidas do maligno. O inimigo quer que percamos o que há de mais valioso em nossas vidas: nossa família, nossa pureza sexual, nossos valores morais. Ele vai usar todas as armas de sedução que tem. Precisamos aprender a identificá-las e rejeitá-las imediatamente. Mesmo que para isso precisemos literalmente fugir.

O remorso prolongado

Os irmãos de José confessaram: “somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia.”

Vinte anos depois de terem vendido José como escravo, ainda sentiam remorso pelo mal que haviam praticado.

Se tivessem se arrependido e confessado seu erro diante do seu pai e do Senhor, e tentado resgatar seu irmão, teriam obtido o perdão e, consequentemente, paz para sua alma. Mas preferiram guardar o segredo durante esse tempo todo, o que lhes causou toda essa angústia.

Essa lição serve para nós. O poder restaurador de Cristo está à nossa disposição para buscarmos o alívio. Quanto mais tempo adiarmos o arrependimento, mais prolongado será o nosso sofrimento.

O perdão

Depois de testar se seus irmãos estavam verdadeiramente arrependidos, José revelou-se a eles: “Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.

Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá”. José perdoou seus irmãos sem qualquer reserva.

A despeito do que acontecer, precisamos estar dispostos a perdoar nossos familiares ou quem quer que nos magoe da mesma forma.

Entender os desígnios de Deus

José disse: “Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Devido ao que aconteceu a José, sua família foi poupada da fome, assim como toda a terra do Egito. (Gn. 45.4-8).

Precisamos aprender a identificar as bênçãos disfarçadas de provações.

Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8.28)

A história de vida de José nos mostra que ele procurou agir sempre com sabedoria. Fazia as coisas certas pelo motivo certo. José conseguiu transformar todo o infortúnio que passou na vida em algo bom. Esta aptidão para tornar tudo em algo bom é uma característica divina. Nosso Pai Celestial sempre é capaz de consegui-lo. Qualquer coisa, por mais calamitosa que seja, transforma-se em vitória para o Senhor e seus servos.

Aplicação da Lição

Enfatize aos pequenos que assim como Deus estava com José em todas as suas dificuldades, da mesma maneira é com aqueles que obedecem a Sua Palavra e confiam Nele. Com Deus em nossa vida trevas se transformam em luz e tristeza em alegria.

Fontes Consultadas:

BÍBLIA. Português. Bíblia Shedd. Tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada. São Paulo, Edições Vida Nova, 1ª Edição, 1889.

BÍBLIA. Português. Nova Versão Internacional. São Paulo, Editora Geográfica, 9ª Edição, 2001.

HARRIS, R. Laird; JR, Gleason L. Archer; WALTKE, Bruce K.Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo, Edições Vida Nova, 1ª Edição 1989, Reimpressão 2008.

ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo, Reimpressão em 1 volume, 2009.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

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