Juniores

Lição 12 - Felizes os que servem a Deus com zelo

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO NO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021

Juniores: Servindo a Deus com alegria

COMENTARISTA: DÉBORA MACHADO

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 12 – FELIZES OS QUE SERVEM A DEUS COM ZELO

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que ao término, seu aluno possa compreender que devemos nos dedicar em tudo na casa de Deus. Fazendo tudo com zelo.

Memorizando

“Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor." (Rm 12.11– NVI)

Texto bíblico em estudo: Rm 12.11,12; At 18.24-28.

Apolo um zeloso pregador

Nós temos uma tendência humana de divisão em tudo e assim nos agrupamos em nações, povos, etnias, guetos sociais, times de futebol, vizinhança e até no meio da igreja existe divisão, dissensão, divergência de opiniões, de interesses, de sentimentos, o que leva inevitavelmente a disputas e desavenças. É assim mesmo a vida, o mundo e o homem natural, em estado bruto, sem a lapidação do Espírito Santo de Deus e não foi diferente na Igreja primitiva.

Um dia chegou à igreja de Éfeso certo judeu chamado Apolo, que era natural de Alexandria, no Egito. Apolo era um homem eloquente, poderoso nas Escrituras e, pelo que se percebe nos textos correlatos, de um nível intelectual raro para os padrões da época.

Apolo era instruído na mensagem de Jesus, provavelmente foi um dos setenta que o Senhor mandou pelas aldeias pregar o Evangelho do Reino e era fervoroso de espírito. Apolo falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, só tinha um probleminha: ele só conhecia o batismo de João, o batismo nas águas para arrependimento. Acontece que Jesus já havia dado o Espírito Santo à Sua Igreja e o batismo com o Espírito Santo era necessário.

Apolo tinha boa vontade e alegria, mas precisava ser mais bem instruído em alguns pontos e um casal da igreja em Éfeso, Priscila e Áquila, discipularam Apolo, ensinando para ele o que eles mesmos haviam aprendido a respeito do Espírito Santo.

Ele não ficou muito tempo em Éfeso, logo manifestou desejo de continuar viagem para a Acaia e o casal Priscila e Áquila o animou a prosseguir pregando a Jesus, escrevendo aos irmãos para que o recebessem.

Apolo continuou sua viagem missionária e com veemência convencia publicamente os judeus nas sinagogas, mostrando, com base nas Escrituras, que Jesus era o Messias, o Cristo de Deus.

Logo depois que Paulo saiu de Corinto, Apolo chegou e angariou a simpatia de um grupo de irmãos formado pelos elitistas, intelectuais, filósofos e sábios de Corinto. Não houve qualquer intenção de Apolo em fomentar uma divisão em Corinto, mas isso acabou acontecendo mesmo contra sua vontade.

O que se sabe sobre isso foi escrito por Paulo à Igreja em Corinto, veja: “Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais? Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.” (1 Coríntios 3:4-6).

Claramente havia uma rivalidade dentro da Igreja, alguns se diziam “partidários” de Paulo, outros de Apolo e a lição de Paulo serve para todos nós, servos do Senhor, ninguém é nada, ninguém tem nada que do céu não lhe tenha sido concedido. Observe o texto que segue ao puxão de orelhas de Paulo aos coríntios: “Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” (1 Coríntios 3:7-8). Nem o que planta e nem o que colhe, todo o mérito é do Senhor.

Apolo nunca quis causar divisão e não compactuou dela e nem se deixou intrigar com Paulo, é tanto que ele se recusou a voltar a Corinto, é o que o próprio Paulo escreveu, veja: “E, acerca do irmão Apolo, roguei-lhe muito que fosse com os irmãos ter convosco, mas, na verdade, não teve vontade de ir agora; irá, porém, quando se lhe oferecer boa ocasião.” (1 Coríntios 16:12). Apolo era inteligente e sabia que quando alguém é alvo de alguma espécie de idolatria, isso tanto prejudica quem idolatra, quanto quem é idolatrado.

A vaidade tem sido uma pedra de tropeço para muita gente boa, mas na verdade a sementinha da vaidade está plantada em todos os corações, por mais humilde que seja a pessoa, por isso devemos evitar.

Conclusão

A pior coisa que pode acontecer a um servo de Deus é atribuir a si próprio qualquer mérito em Sua Obra. Nós somos meros colaboradores nas mãos do Deus Poderoso e somos usados segundo Sua Soberana Vontade, não por mérito, mas por misericórdia. Jesus usa instrumentos impensáveis, pessoas que ninguém escolheria Ele escolhe e chama para cooperar com o Espírito Santo em Sua Igreja. Nem de Paulo e nem de Apolo, todos somos de Jesus.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

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