Juniores

Lição 10 - Felizes os que são perseguidos

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO NO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021

Juniores: Servindo a Deus com alegria

COMENTARISTA: DÉBORA MACHADO

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 10 – FELIZES OS QUE SÃO PERSEGUIDOS

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que ao término, seu aluno possa compreender que os que sofrem perseguições são privilegiados por fazer parte do Reino de Deus.

Memorizando

“0 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus." (Mt 5.10– NVI)

Texto bíblico em estudo: Lc 6.22,23; At 12.1-19.

Bem aventurados que são perseguidos

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus”: suportar perseguição por causa da justiça é não temer (mesmo que sozinho ou tendo que ser parte de um grupo de perniciosos) ficar do lado da justiça, identificar-me verbalmente com Cristo e compartilhar minha fé. Tudo isto ciente, em paz interna, que muitos não me aceitarão unido a Cristo como Senhor da minha vida, e assim me rejeitarão e perseguirão. Somente aqueles que se assemelham a Cristo no seu sofrimento, a Ele se assemelharão no seu triunfo final.

- Obedecer resultará em: Ousadia no testemunhar; Uma recompensa especial nos céus (Mt 5:12).

- Desobedecer resultará em: Espírito de temor (2 Tm 1:7,8.); Falta de força de vontade (Rm 7:18).

A perseguição a Igreja

A Igreja de Jesus nos primeiros anos de sua existência era bem diferente de tudo o que conhecemos hoje pelo nome “igreja”. Isso pode ser polêmico, pode ser controverso, mas a realidade é que as coisas aconteciam de forma bem diversa nos primordios do cristianismo.

Para começar, o momento histórico era único. Jesus havia sido morto por Roma, a pedido do Sinédrio, o conselho de fariseus que desde o início do Ministério de Jesus na terra, foi frontalmente combatido pelo Mestre, por representar o supra-sumo da hipocrisia religiosa.

Os discípulos de Jesus eram (em sua maioria) homens simples, pescadores, viajantes que comercializavam mercadorias, funcionários públicos, enfim, gente comum, sem muito estudo, que não entendia quem era de fato Jesus e que só foi ter clareza de tudo o que Jesus ensinou, a partir do pentecostes, portanto, não tinham estudo e nem inteligência privilegiada para processar os acontecimentos.

Os estudiosos do cristianismo, os grandes exegetas, costumam dizer que Paulo estabeleceu as doutrinas cristãs em suas Cartas, destinadas às Igrejas da época e é bem verdade. Paulo fez o que se pode chamar de “tratados do cristianismo”, os códigos de conduta dos cristãos. Acontece que Paulo foi um apóstolo extemporâneo, que veio bem depois daquele primeiro momento da Igreja.

Naquele momento histórico o que se tinha era um grupo de homens e mulheres cheios do Espírito Santo, que procurava divulgar o Evangelho de Jesus e era duramente perseguido por Roma e pelo farisaismo. Muitos foram mortos ao fio da espada. Um dos primeiros a ser morto foi Tiago, irmão de João. Herodes quando percebeu que esta perseguição agradava os judeus, mandou prender Pedro para matá-lo.

Pedro foi preso e levado para a prisão e guardado por quatro carcereiros. Como os judeus estavam comemorando a festa dos Ázimos, que é ligada à celebração da Páscoa, para comemorar a libertação de Israel do Egito, Herodes pretendia apresentar Pedro aos judeus depois da Páscoa. Pretendia, porque Deus tinha outros planos.

A Igreja orava continuamente por Pedro, que era um líder nato do apostolado e Deus ouviu a oração do Seu povo e quando chegou a hora de apresentar Pedro ao povo, ele dormia entre dois soldados, ligado a eles por duas cadeias e outros soldados guardavam a entrada da prisão.

Para Deus não há nada impossível e naquela mesma noite: “E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.” (Atos 12:7) e: “Lança às costas a tua capa, e segue-me.” (Atos 12:8). Pedro obedeceu o anjo, porém não entendia o que estava acontecendo, não sabia o se era real, ou uma visão. Era real.

Quando Pedro e o Anjo chegaram diante do portão que dava para a rua, ele se abriu sozinho e Pedro saiu pela porta para a rua e logo o Anjo se retirou dele e ele foi para a casa de Maria, mãe de João e de lá Pedro partiu para a Cesaréia.

De manhã houve grande alvoroço entre os guardas da prisão que ficaram “boiando”, não sabiam o que havia acontecido a Pedro. Quando Herodes soube, mandou justiçar os soldados, mas pouco tempo depois, Deus justiçou Herodes e porque ele não deu gloria a Deus quando o povo dizia que a voz dele era de Deus, o Anjo do Senhor o feriu e ele morreu na hora, comido por bichos.

A Igreja do Primeiro Amor, tinha tudo em comum e os discípulos dividiam seus bens com alegria. Havia um só Espírito e uma só fé e seu grande mérito foi ter espalhado o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo por todo o mundo conhecido na época. Isso aconteceu também (em grande parte) pela perseguição aos discípulos, eles eram obrigados a deixar Jerusalém, eram obrigados a fugir para outros países.

Conclusão

Hoje vivemos tempos de relativa paz. A Constituição Brasileira nos assegura liberdade de culto, somos uma voz que se faz ouvir nos grandes debates nacionais, porém estamos acomodados, não somos açoitados por pregar o Evangelho e com isso, ficou meio que fácil ser servo de Deus, mas não podemos esquecer que pesa sobre nós o dever de pregar o Evangelho a toda criatura e isso não foi revogado, continuamos a ser a Bíblia viva dos nossos vizinhos e parentes, só precisamos renovar o primeiro amor, só precisamos não deixar esfriar a fé que de graça recebemos e de graça temos de propagar.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

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