Juniores

Lição 6 - Moisés, um grande libertador

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO NO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

QUARTO TRIMESTRE DE 2020

Juniores: Histórias de fé e coragem

COMENTARISTA: JOSÉ CARVALHO DE ANDRADE

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 6 – MOISÉS, UM GRANDE LIBERTADOR

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que ao término, seu aluno compreender que devemos ser corajosos e fiéis a Deus em meio as dificuldades.

Memorizando

“Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres". (Jo 8.36– NVI).

Texto bíblico em estudo: Ex caps 2-3; 12.29-41.

Explorando as Escrituras

Depois que Jacó e sua família foram morar no Egito, muita coisa aconteceu. O tempo passou e a família de Jacó foi crescendo e se multiplicando. Seus filhos tiveram muitos filhos. E os filhos dos seus filhos também tiveram muitos filhos e estes tiveram ainda mais filhos. E assim a família de Jacó se tornou muito numerosa. Já nem era chamada mais de família de Jacó. Tornou-se conhecida como povo de Deus, porque os descendentes de Abraão tinham uma fé muito forte em Deus, o que para eles era muito especial. E o tempo foi passando: cem anos, duzentos anos, trezentos anos. E o povo de Deus foi se multiplicando. Em cada canto do Egito se encontrava descendentes de Jacó, membros do povo de Deus.

Um dia, subiu ao trono do Egito um rei muito poderoso que não gostava dos descendentes de Abraão. Os reis lá no Egito eram chamados de faraós. Então, aquele faraó tomou uma decisão que iria complicar a vida do povo de Deus. Ele reuniu conselheiros e disse: "Olhem só como esse povo se tornou numeroso em nosso país. Isso pode ser perigoso. Se esse povo continuar crescendo assim, daqui a pouco eles vão fazer uma grande guerra contra nós. E ninguém mais vai poder vencê-los".

Foi assim que o povo de Deus ficou escravo no Egito. E então a vida deles ficou ruim demais. Ninguém tinha mais liberdade. Eles eram obrigados a fazer tudo o que o faraó queria e do jeito que ele quisesse. Todo tipo de serviço, sem ganhar nada e ainda recebendo castigos.

O faraó decretou uma lei mais cruel. Para que o povo parasse de crescer, ele mandou que as mulheres matassem todo menino que nascesse entre o povo de Deus. O faraó tinha medo de que os meninos crescessem, virassem homens fortes e formassem um exército, para lutar contra o povo do Egito. As mulheres, felizmente, tinham bom coração e davam um jeitinho de não cumprir a lei do faraó. Mesmo assim, era um sofrimento muito grande.

Com isso, o povo foi ficando indignado contra o faraó. Não dava para viver daquele jeito. Era muito abuso, muita injustiça e muito sofrimento. A vida no Egito tinha ficado muito difícil. A escravidão era insuportável e o povo passou a sonhar de novo com uma vida melhor.

Então, começaram a pensar numa maneira de sair daquela vida e acabar com a escravidão. Era preciso lutar pela liberdade. O povo confiava em Deus e estava disposto a buscar uma solução. Do jeito que estava é que não podia ficar. A escravidão era uma dificuldade muito grande. O povo sabia que daquele jeito não era possível continuar. Por isso, o povo começou a pensar em alguma forma de vencer aquela dificuldade, saindo da escravidão. É que as pessoas foram feitas para a liberdade e não para a escravidão. E, quando o povo enfrenta dificuldades e injustiças, é preciso lutar para vencer essas dificuldades e reconquistar a liberdade e a paz. Para vencer a escravidão, o povo tinha de sair do Egito e ir para outra terra, onde tivesse liberdade.

Foi durante esta opressão que Moisés nasceu, e sua mãe o escondeu durante três meses. Não podendo mais ocultá-lo, colocou o menino num cesto e pôs o cesto no rio. O cesto foi encontrado pela filha do faraó, que tomou o menino nos braços e o levou para o palácio, criando-o como seu próprio filho. Deu-lhe o nome de Moisés, que significa "salvo das águas".

Quando Moisés cresceu, abandonou o palácio do rei e foi viver com os israelitas. Ajudou-os no trabalho e protegeu-os contra os egípcios. O faraó soube disso e procurava Moisés para matá-lo. Ele, porém, fugiu para um país estrangeiro. Ali cuidava de cordeiros.

Uma vez, Moisés, com seu rebanho, entrou muito pelo deserto. Então lhe apareceu o Senhor numa chama de fogo que saía de uma sarça. A sarça ardia, mas não se consumia. Ao aproximar-se para ver o fenômeno. Deus o chamou: "Moisés, Moisés, não te aproximes, tira as sandálias, pois o lugar onde estás é terra santa." Moisés cobriu o rosto e não se atrevia a olhar para Deus.

Moisés foi ao Faraó, rei do Egito, pedir a libertação de seu povo. O Faraó não concordou em deixar o povo partir. Depois de muitos sinais do poder de Deus, chegou o momento da partida do povo hebreu. No dia marcado para a saída, Deus pede que eles façam uma ceia, matando um cordeiro por uma família, para alimentar-se, e que usem o sangue para marcar suas portas. Diz ainda, que o anjo de Deus passará pelo Egito para manifestar o poder de Deus que salva o oprimido.

Na noite da passagem do Anjo, aconteceu a Páscoa dos judeus. E todos os anos eles ainda comemoram a Páscoa, lembrando a passagem da escravidão do Egito para a liberdade rumo à Terra Prometida.

Saindo do Egito, os hebreus atravessaram o mar Vermelho e caminharam pelo deserto, permanecendo nele quarenta anos. Durante esta caminhada para a Terra Prometida, Deus esteve sempre presente, mas agora, de modo especial, quer fazer aliança com todo o povo, através de Moisés.

Cinquenta dias após a primeira Páscoa, no Monte Sinai, Deus se manifestou a Moisés e ao povo, dando-lhes os dez mandamentos, que constituem a sua Lei, a lei do amor a Deus e ao próximo. Os mandamentos expressam a vontade de Deus para o homem, isto é, mostram de que modo Deus quer que os homens vivam, para serem santos e felizes.

Os dez mandamentos da lei de Deus, são:

I - Amar a Deus sobre todas as coisas.

II - Não tomar seu santo nome em vão.

III - Guardar domingos e festas de guarda.

IV - Honrar pai e mãe.

V - Não matar.

VI - Não pecar contra a castidade.

VII - Não furtar.

VIII - Não levantar falso testemunho.

IX - Não desejar a mulher do próximo.

X - Não cobiçar as coisas alheias.

No dia seguinte, Moisés celebrou a aliança de Deus com o seu povo. Moisés foi escolhido por Deus para libertar o povo e conduzi-lo à grande aliança com Deus.

Conclusão

Moisés conversou com Deus diante de uma árvore que queimava. Nós temos algo que Moisés ainda não tinha: podemos falar com o próprio Cristo. Vamos apresentar a Jesus tudo aquilo que nos escraviza e pedir a Ele para que nos ajude a libertar-nos de tudo aquilo que atrapalha a nossa vida.

Referências bibliográficas

• SCHULTZ, Samuel J. – A História de Israel no Antigo Testamento – 2º edição – Editora Vida Nova, 2009

• JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém (obra completa). Trad. de Vicente Pedroso. Editora: CPAD, 2004.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

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