Jovens

Lição 2 - Fidelidade: uma questão de escolha III

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Jovens:FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA: Lições Espirituais no Livro de Juízes

COMENTARISTA: Valmir Nascimento Milomem Santos

COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 2 - FIDELIDADE: UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

ENTRE ÊXITOS E FRACASSOS

Os israelitas estavam convencidos de que deveriam continuar a guerra contra os cananeus; porém, tinham dúvida sobre o modo de executá-la depois da morte de Josué, e perguntaram ao Senhor a este respeito. Deus encarrega-os que o sirvam de acordo com a força que Ele lhes deu. Dos mais capazes é esperado sempre mais. Judá era o primeiro em dignidade e deve ser o primeiro no dever, o serviço de Judá seria de pouca utilidade se Deus não lhes desse êxito. Porém, Deus não lhes dará êxito, a menos que se dedique ao serviço.

Enquanto estivermos debaixo da vontade do Senhor, teremos sucesso em todas as nossas empreitadas, contudo, precisaremos confiar no Deus que nos sustenta de pé diante de todas as circunstâncias. Deus capacitou os homens de Judá a expulsarem seus inimigos das montanhas. Enquanto obedeceram ao Senhor, os israelitas foram invencíveis (Lv 26.8). Mais tarde, porém, lhes foi impossível expulsar os habitantes das planícies. Os inimigos resistiram com carruagens de ferro. Mas isto é apenas parte da história. A verdadeira razão para a derrota foi a desobediência a Deus (Jz 4.3; cf. 1 Sm 15.22).

Judá conquistou parcialmente, e assim teve seu êxito interrompido pelo insucesso. Judá não permaneceu firme na fé e na confiança de que Deus continuaria ao seu lado, mesmo diante de todo poderio do inimigo, e isso fez com que uma sequência de fracassos ocorresse no meio do povo.

O povo de Israel foi muito negligente para com seu dever e seus benefícios. Se não fosse pela preguiça e covardia, não teriam dificuldades para completar suas conquistas. Também se devia à sua cobiça: estavam dispostos a deixar que os cananeus vivessem entre eles, para aproveitar-se deles. Não tinham o temor nem o ódio pela idolatria, como deveriam ter. A mesma incredulidade que manteve os seus antepassados por quarenta anos fora de Canaã, impedia-lhes agora de tomar a completa posse da terra. A desconfiança no poder e na promessa de Deus privava-lhes dos benefícios e colocava-os em dificuldades. Desta maneira, muitos crentes que começam bem, veem-se prejudicados. Suas graças se enfraquecem, suas concupiscências revivem, Satanás acusa-os com tentações adequadas e o mundo recupera o seu domínio; têm sentimento de culpa, seus corações enchem-se de angústia, desacreditam em seu caráter e fazem com que o Evangelho seja rejeitado.

O ANJO DO SENHOR REPREENDE OS ISRAELITAS

Terrível calamidade espera os homens e as nações quando eles são abandonados por Deus. Quando o anjo terminou de falar, a audiência levantou a sua voz e chorou. Por causa disso, chamaram àquele lugar Boquim e ali ofereceram sacrifícios ao Senhor. Bochim significa “pranteadores”. Este local ficava a oeste do Jordão, perto de Gilgal.

A mensagem entregue foi dura, e os fez entender o motivo de tantos fracassos. É duro quando a verdade nos confronta e nos faz perceber o quanto estávamos distantes do que Deus quer para nós. Era o grande Anjo do pacto, o verbo, o Filho de Deus, quem falou com autoridade divina, como Jeová, e agora os chama a prestar contas por sua desobediência. Deus expõe o que fez por Israel e o que lhes prometera. os que desprezam a bênção de Deus e têm comunhão com as obras infrutuosas das trevas não sabem o que fazem; e nada terão que dizer em seu favor no dia da prestação de contas, que está próximo. Devem esperar por sofrimentos como consequência de suas vidas néscias. Enganam-se a si mesmos os que esperam ganhar vantagens de sua amizade com os inimigos de Deus. Muitas vezes o Senhor faz com que o pecado dos homens seja seu castigo; há espinhos e ardis no caminho do que anda obstinadamente contra Deus.

A mensagem recebida destacou a desobediência da nação de Israel ao Senhor. Deus requer de nós a obediência e a confiança no que Ele tem nos reservado, contudo, se nós continuarmos a nos distanciar dEle, duras consequências enfrentaremos e assim sucumbiremos no caminho.

O povo chorou e queixou-se de sua própria insensatez e ingratidão. Estremeceu diante da Palavra, e não sem causa. É um prodígio que os pecadores possam até mesmo ler a Bíblia com olhos secos. Se tivessem se mantido próximos de Deus e de seu dever, nenhuma voz, senão a dos cânticos, seria ouvida; porém, por seu pecado e atitudes néscias, fizeram outra obra para si, e nada será ouvido senão a voz de choro. A adoração a Deus, em sua própria natureza, é gozo, louvor, e ações de graças; porém, os nossos pecados só tornam necessário o pranto.

VIVENDO ENTRE ÍDOLOS

Temos uma ideia geral do curso das coisas em Israel durante a época dos juízes. A nação tornou-se tão miserável e desgraçada, por abandonar a Deus, tanto quanto teria sido grande e feliz, se houvesse continuado fiel ao Senhor. O castigo dela correspondeu ao mal que cometera. Serviu aos deuses das nações que a rodeavam, e Deus fez com que servisse aos príncipes das nações à sua volta, até mesmo o mais simples de seus moradores. Os que já descobriram que Deus é fiel às suas promessas podem estar seguros de que será igualmente fiel em relação às suas ameaças.

O povo sem a figura de um líder se tornou rebelde, e uma nova geração surgiu que não conhecia o que Deus fizera por Israel (Jz 2.10). Veja o perigo de não transmitirmos o que o Senhor fez por nós para as novas gerações. Elas serão seduzidas pelo presente século e abandonarão a fé.

Os israelitas rapidamente abandonaram a adoração a Deus e serviram aos baalins - termo que também pode ser traduzido como o plural de Baal. [...] A esta abominável adoração estavam associados vários atos lascivos (cf. 1 Rs 14.24), beijar a imagem de Baal (Os 13.2) e a realização de sacrifícios humanos, isto é, pais que sacrificavam seus próprios filhos como ofertas queimadas (Jr 19.5).

Os judeus estavam contaminados, e precisavam de um avivamento que somente viria por intervenção divina. O castigo que receberam posteriormente fez parte dessa intervenção, existindo assim a necessidade de alguém ser levantado pelo Senhor para que o avivamento fosse iniciado no meio do povo.

Deus poderia tê-los abandonado com justiça; porém, por compaixão, não o fez. o Senhor estava com os juízes que escolhia, e dessa maneira chegaram a ser salvadores. Nos dias das maiores tribulações da Igreja, haverá alguns a quem Deus encontrará ou tornará aptos para ajudá-la.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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