ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS
COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA
COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO 10 - ARREPENDIMENTO E FÉ COMO RESPOSTAS HUMANAS
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
SALVAÇÃO E ARREPENDIMENTO
A doutrina do arrependimento é apresenta da mais claramente no NT pelo substantivo metanoia e seu verbo coligado. Onde quer que este substantivo ou verbo ocorra, há um convite para que os homens se convertam de seus pecados e busquem a graça de Deus, ou ainda um registro ou referência desta atitude de arrependimento. O arrependimento pode ocorrer por parte daqueles que se declaram cristãos (2 Co 7.9,10; Ap 2,5,16,21,22; 3.3,19), embora o apelo ao arrependimento seja geralmente dirigido aos descrentes.
O arrependimento antecede a conversão. A mente é atingida por um grande impacto que chama o pecador a uma mudança de vida, movendo o interior do pecador a uma decisão sincera de abandonar de vez a prática do pecado, e assim abrir as portas do seu coração para o evangelho.
O arrependimento expressa uma grande transformação no interior do homem, gerando nele remorso e tristeza pelo mal que praticou, levando-o a pedir perdão a Deus e implorando força para viver uma nova vida. Arrependimento e conversão constituem uma só experiência, porém exprimem dois lados dela (At 3.19).
No processo da salvação, o arrependimento é a ferramenta que antecede a fé salvífica, operando no interior do pecador uma mudança que convence o homem de sua condição e da necessidade de salvação.
O Espírito Santo opera o arrependimento, aplicando-o à obra de Cristo na vida do homem, convencendo-o do pecado, da justiça de Cristo e do juízo vindouro (Jo 16.8,9). O arrependimento também resulta da pregação da Palavra de Deus (Mt 12.41). Quando Deus manifesta-se aos homens, estes sentem-se humilhados, quebrantados e prontos a se arrependerem (Jó 42.5,6).
SALVAÇÃO E FÉ SALVÍFICA
O arrependimento abre agora a porta para a manifestação da fé no coração do homem (Rm 10.9): “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15). A fé não é algo que vem do homem, mas é operada por Jesus — autor e consumador da fé —, pela Palavra de Deus (Rm 10.17) e pelo Espírito Santo.
O arrependimento por si só não pode operar no homem a salvação, ele precisa que o pecador caído agora caminhe em direção à cruz de Cristo. A fé move o pecador a reconhecer e receber a Cristo como o Salvador de sua vida.
É indispensável que a fé germine no coração do homem, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele realmente existe (Hb 11.6). Deus, embora invisível e desconhecido do homem, torna-se real e presente quando a fé é implantada no coração do penitente. A fé é a prova das coisas que não se vêem (Hb 11.1).
Por meio dessa fé somos unidos a Cristo. Ela faz com que o Espírito Santo opere em nós as bênçãos que a salvação tem para nós. Se somos regenerados, justificados e santificados, é porque a fé salvífica nos encaminhou ao caminho da cruz.
A fé salvadora, portanto, envolve a confiança pessoal ativa, o compromisso de alguém para com o Senhor Jesus Cristo. Mas não é a quantidade de fé que salva, é o objeto da fé que salva. Uma grande fé no objeto errado não altera um til na condição perdida do homem. Pouca fé (desde que seja fé) no objeto certo deve resultar em salvação. Como um artigo de religião define: “Podemos assim confiar em Cristo, seja de forma tímida ou ousada: mas qualquer que seja o caso, esta será uma fé salvadora. Se, embora timidamente, confiarmos nele, em sua obediência por nós na morte, instantaneamente, entramos em comunhão com ele, e seremos justificados. Se, porém, confiamos nele com ou sadia, enteio teremos o conforto da nossa justificação. E simplesmente pela fé em Cristo que somos justificados e salvos”.
SALVAÇÃO E A DECISÃO PESSOAL
Pela fé, o homem arrependido tem um encontro com Deus, encontro que procura um milagre. O penitente é recebido por Deus, que o restaura perdoando-lhe os pecados pelos méritos de Jesus. E realmente um grande milagre!
O processo da salvação depende da decisão pessoal do pecador. Não existe uma imposição de Deus para que o homem seja salvo, mas sim um convite gracioso e amoroso que o permite fugir da condenação eterna.
Despertado pelas tristes e cruéis circunstâncias da terra estranha, o filho pródigo começou a refletir sobre a sua própria situação. Lembrou-se de que na casa de seu pai tudo era bom e sentiu vivamente a miséria em que vivia (Lc 15.14-17). Foi nessa reflexão que começou a sua conversão. É assim que o Espírito Santo opera quando desperta o homem a refletir e considerar a sua situação. A Palavra de Deus também faz o homem reconsiderar os seus atos (Ez 18.27). Por ela, ele começa a pensar, a esquadrinhar (Lm 3.40), a considerar (SI 119.59) o seu caminho e os seus atos maus (SI 64.9). Os seus olhos começam a ver coisas que antes não viam. No mundo não tem mais prazer; sente um vazio — é Deus que o chama.
Não estamos falando de mérito humano na salvação, mas sim em resposta ao chamado divino. Essa resposta é possível por causa da livre responsabilidade e possibilidade de decisão do ser humano.
Depois de meditar tanto sobre a sua miséria como sobre a sua necessidade de voltar, o filho pródigo resolveu: “E, levantando-se, foi para seu pai” (Lc 15.20). Agora vira as costas para a terra estranha, para a sua miséria, e olha o caminho em direção à casa do pai. Isso que é a conversão! Essa é a decisão a que cada pecador deve chegar. Os pensamentos que durante o tempo do despertamento o dominavam devem, agora, transformar-se em ação! Ação é a decisão que leva à conversão. Isso é possível quando o pecador expressa o seu desejo em uma oração a Deus, no nome de Jesus (At 2.21).
Referências:
1 – PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
2 – BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA
