Jovens

Lição 2 - O problema do pecado I

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS

COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA

COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 2 - O PROBLEMA DO PECADO

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE

O estudo do pecado deve preceder ao da graça salvadora de Deus (1 Jo 1.8; 2.2). A Epístola aos Romanos enfatiza que uma das principais finalidades da Lei é expor a hediondez do pecado (Rm 7.8,13b), porque é depois de tomarmos conhecimento disso que passamos a valorizar a graça de Deus em toda a sua extensão: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20).

Devemos entender que o pecado não teve origem no homem, contudo, entrou na humanidade quando o primeiro casal cedeu a tentação. A origem do pecado se deu na rebelião de Satanás contra Deus, o que causou a sua expulsão do seio celestial e a sua automática condenação à perdição eterna.

Na experiência humana, o pecado originou-se na tentação de Adão e Eva no Eden, quando eles rebelaram-se contra Deus ao dar ouvidos à voz de Satanás (Gn 3.1-6). O efeito do pecado de Adão na vida moral dos seus descendentes é o problema envolvi do no chamado “pecado original” e é o tema de diferentes pontos de vista.

A porta de entrada para a queda foi a tentação. O Diabo tentou o primeiro casal com aquilo que satisfez os seus olhos no momento, contudo, o que parecia uma oportunidade de ouro para o casal, se converteu na grande desgraça da humanidade. Adão e Eva abriram a porta de entrada do pecado na humanidade, e, com isso, todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23).

Qual foi a estratégia da “operação tentação”, aplicada contra Adão e Eva? O Inimigo fez vários ataques, um após outro, até derrubá-los. [...] O Diabo procurou, no seu primeiro ataque, despertar dúvida sobre a veracidade da Palavra de Deus. Ele, que é o pai da mentira (Jo 8.44), perguntou, torcendo a palavra que Deus havia dito: “E assim que Deus disse: “Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3.1) Porém, Deus havia dito: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás” (Gn 2.16,17). [...] O segundo ataque tinha por alvo colocar em dúvida as intenções de Deus para com eles, insinuando que Jeová não queria que os homens fossem tão felizes como Ele, pois não gostaria que se tomassem tais quais Ele. O Diabo disse: “Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus” (Gn 3.5). [...] No terceiro ataque, o Diabo despertou neles a tentação de se igualarem a Deus. Foi exatamente o mesmo pecado que o havia derrubado do céu (Is 14-14). [...] O poder da tentação estava ocupando tanto o entendimento como o sentimento de Eva (Gn 3.6). A vontade deles estava sendo conquistada por um desejo ilícito. Só faltava uma coisa — a própria ação.

AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

Todos os seres humanos foram nivelados à condição de pecadores, segundo a reta justiça do Senhor: “A Escritura encerrou tudo debaixo do pecado” (G1 3.22). E ainda: “Deus encerrou a todos debaixo da desobediência” (Rm 11.32). [...] No ser humano, o pecado, sediado na alma, domina a sua vontade e tem como instrumento orgânico o corpo humano. O homem não é pecador primeiramente porque peca, mas peca porque é pecador. Ou seja, cada indivíduo é um pecador por natureza.

A maior consequência que vemos no mundo é a separação do pecador do Deus Todo-Poderoso. Aquele relacionamento harmonioso que havia no jardim, foi corrompido e distanciado por causa do pecado. O profeta Isaias afirma que “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam falsamente, e a vossa língua pronuncia perversidade” (Is 59.2,3).

O homem foi criado por Deus para viver na esfera divina, porém, ao pecar, sua natureza foi mudada, e a sua inclinação natural é somente para pecar, mesmo que não pareça assim. Pecar, por conseguinte, é o ser humano desviar-se de sua finalidade moral, que é exaltar a Deus, e somente a Ele.

Essa inclinação moral ao pecado trouxe consigo a condenação eterna. O ser humano caído caminha em direção ao salário do pecado: a morte (Rm 6.23; 1 Co 15.56; Tg 1.15). O pecador caminha segundo as vontades da carne, que o direciona sempre a fazer o que desagrada a Deus e se afastar dEle.

Deus convivia com o homem em comunhão e cooperação maravilhosa (Gn 2.18,19). Porém, quando Deus, após a queda, veio ao seu encontro, Adão e Eva esconderam-se entre as árvores do jardim (Gn 3.8). [...] Antes da queda eles também estavam nus (Gn 2.25); porém, cobertos pela glória da presença de Deus (SI 104.2; 1 Tm 6.16). Quando caíram em pecado, foram destituídos dessa glória (Rm 3.23), e “foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus” (Gn 3.7). [...] Deus perguntou a Eva: “Por que fizeste isso?” (Gn 3.13) Aquele que tropeçar em um só ponto toma-se culpado de todos (Tg 2.10). Assim, “todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus” (Rm 3.19, Versão Revisada).

A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

No dia da queda do homem, Deus prometeu enviar um Salvador. Ele disse a respeito da semente da mulher: “Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher (G1 4.4). A promessa cumpriu-se literalmente, sendo uma expressão do amor divino: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito” (Jo 3.16).

Jesus Cristo veio executar o plano perfeito de salvação e redenção do ser humano. Somente Ele poderia cumprir todos os critérios para ser o sacrifício perfeito e eterno, capaz de livrar o homem da morte eterna e conduzi-lo a eternidade junto ao Pai. O grande livramento prometido no jardim propiciou o escape da morte eterna. O homem por si só não possui de salvar a si mesmo.

“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Co 5.19). A morte na cruz foi tremenda tanto para Jesus quanto para Deus. Foi o seu grande amor que pagou o sacrifício, e foi a sua justiça que recebeu o preço de sangue pago por Jesus (Hb 9.24-26). [...] “Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz” (Cl 1.20). “E, pela cruz, reconciliar ambos com Deus” (Ef 2.16). Pois que “pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Ef 2.13). A “rude cruz se erigiu” e a sua mensagem se tornou eterna.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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