Adultos

Lição 1 - Daniel ora por um despertamento V

SUPERINTENDENCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2020

Adultos - OS PRINCÍPIOS DIVINOS EM TEMPOS DE CRISE: a reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

COMENTARISTA: EURICO BÉRGSTEN

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COMENTÁRIO: SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS EM PERNAMBUCO

 

LIÇÃO Nº 1 – DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos a definição etmológica da palavra “despertamento”; pontuaremos o despertamento espiritual nos livros de Daniel, Esdras e Neemias; estudaremos quais os elementos do despertamento espiritual, e por fim; elencaremos o despertamento espiritual na Bíblia.

I - DEFINIÇÃO DO TERMO DESPERTAMENTO

1.1 Significado etimológico da palavra. Segundo o dicionarista Antônio Houaiss (2001, p. 1010) o termo despertamento significa: “ato ou efeito de despertar; fortalecimento comunitário da fé; sair do estado do sono ou dormência; acordar; sair da condição de inércia; readquirir força; sair do estado de inatividade; de prostração; passar a ter vigor; abandonar a indiferença; retorno à consciência”.

II - O DESPERTAMENTO ESPIRITUAL NO LIVRO DANIEL

O povo de Judá não cumpriu a lei do Senhor e, apesar das múltiplas manifestações dos profetas bem como os castigos mandados por Deus não houve arrependimento (Lv 26.14-45; Dt 28.15-68). O Senhor condicionou a posse da terra de Canaã para Israel à observância da lei (Dt 27; Js 8.30-35). Ele levantou o profeta Jeremias que, durante 40 anos, profetizou que o povo seria levado cativo para a Babilônia e que a terra ficaria deserta por 70 anos (Jr 25.11; 29.10). Apenas uma parte da população de Judá deu ouvidos ao profeta (2Cr 34.29-35.19; Jr 24), e por isso, veio o cativeiro como punição divina. Vejamos o que Daniel fez por um despertamento:

2.1 Daniel intercedeu por um despertamento espiritual. Daniel ao verificar que se estava na iminência de se dar a conclusão dos setenta anos do cativeiro (2Cr 36.21; Jr 25.11; 29.10; Dn 9.2; Zc 1.12), dirigiu seu rosto ao Senhor para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza (Dn 9.3). Daniel tinha uma vida devocional de oração e estudo da palavra de Deus (Dn 6.10; 9.1).

2.2 Daniel fez confissão suplicando um despertamento espiritual. Daniel orou ao Senhor e fez confissão de seus pecados e iniquidades, admitindo a rebeldia contra o Senhor e o afastamento de seus mandamentos e juízos (Dn 9.4,5). Todo este avivamento começou bem antes com a resolução do profeta Daniel de buscar a Deus, de abrir a sua janela em direção ao que tinha sido o templo de Jerusalém (Dn 6.10), como mandavam as prescrições (1Rs 8.46-53; 2Cr 6.34-39). Não há avivamento se não houver arrependimento dos pecados e conversão (2Cr 7.14).

2.3 Daniel recebeu resposta da súplica por um despertamento espiritual. As estruturas da Babilônia foram abaladas, e chegou o tempo da visita de Deus (Is 43.13; 14.27; 46.10). Ciro atacou a Babilônia e se cumpriu o que disse o profeta Isaías (Is 45.1-3).

III - O DESPERTAMENTO ESPIRITUAL NO LIVRO DE ESDRAS

Vejamos no contexto de Esdras o que o despertamento espiritual causou:

3.1 Separação entre o sagrado e o mundano. Deus orientou Ciro a restituir ao povo de Israel os utensílios que Nabucodonosor havia retirado da Casa do Senhor, pois o avivamento promove a distinção entre o sacro e o profano, afastando o povo santo do mundo pecaminoso (Ed 1.7,8; Jr 15.19).

3.2 Despertamento para uma maior comunhão com Deus. Ao surgir a oportunidade de retornarem à terra prometida e restaurar o culto ao Senhor, bem como reconstruir o Templo, que havia sido destruído por Nabucodonosor, o coração de muitos se alegraram em Deus (Ed 1.5 ver ainda 1Rs 18.41,44).

3.3 Sensibilidade à direção do Espírito de Deus. Após anos no cativeiro, o povo recebe a permissão para voltar à sua terra (Ed 1.1-11). Muitos assim retornaram por entender ser esta a vontade e a direção de Deus para suas vidas (Ed 2.1). Observamos, no entanto, que outros permaneceram na terra do exílio (Ed 1.4). Para experimentar um avivamento em sua vida, o crente precisa estar disposto a mudanças, sejam elas de comportamento, familiares, conjugais ou sociais, porque nem sempre estamos trilhando o caminho desejado por Deus para o nosso viver (2Rs 22.11; Ne 9.1-3)

IV - O DESPERTAMENTO ESPIRITUAL NO LIVRO DE NEEMIAS

Vejamos no contexto de Neemias o que o despertamento espiritual causou:

4.1 Ajuntamento espontâneo para ouvir a Palavra de Deus. O povo não se reuniu a procura de nenhum outro interesse, a não ser, a verdadeira busca pela Palavra do Senhor de forma voluntária e espontânea (Ne 8.1).

4.2 Ajuntamento coletivo para ouvir a Palavra de Deus. Todo o povo, homens, mulheres, crianças e idosos, reuniram-se para buscar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora, mas todos unânimes buscaram ao Senhor (Ne 8.2,3).

4.3 Ajuntamento harmonioso para ouvir a Palavra de Deus. “Todo o povo se juntou como um só homem”. Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Todos sem nenhuma divisão, contendas, brigas ou rinchas buscaram ao Senhor (Ne 8.1).

4.4 Ajuntamento proposital para ouvir a Palavra de Deus. O povo decidiu buscar ao Senhor. O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra (Ne 8.1). Os grandes avivamentos da história foram produzidos pela Palavra de Deus […] (Ne 8.6; 2Cr 7.3; 2Cr 20.18; 2Cr 17 7-9; Hc 3.2; At 4.20,29; 5.29). A leitura, a explicação e a aplicação da Palavra trouxeram choro pelo pecado (2Rs 22.11; Ne 9.1-3; Ed 8.21-23; 7.10; 10.1) e alegria de Deus na vida do povo (LOPES, 2006, p.145).

V – ELEMENTOS DO DESPERTAMENTO ESPIRITUAL

Nos dias de Esdras e Neemias o povo de Deus experimentou um grande avivamento. Vejamos quais elementos de um verdadeiro despertamento espiritual aconteceu com o povo:

5.1 Oração sincera. Esdras foi o comandante do segundo grupo de judeus que retornaram à Palestina após o cativeiro babilônico. Ele entendeu que qualquer projeto para um despertamento espiritual do povo de Deus inicia com oração (Ed 8.21-23). Todos devem clamar por um avivamento poderoso, glorioso e soberano, oriundo de Deus para nossas vidas (Ed 9.1-5). Todos os despertamentos da Bíblia e da história da igreja foram marcados e conservados pela oração, jejum, arrependimento, confissão, quebrantamento de espírito, humilhação e santidade (Ed 10.6; Ne 1.4-11).

5.2 Adoração sincera. Antes do cativeiro, o povo de Deus havia recebido orientações sobre a maneira como adorar ao Senhor (Dt 27; Js 8.30-35). Após o cativeiro, no período da reconstrução, quando experimentavam um despertamento espiritual na nação louvaram a Deus, pois a verdadeira adoração é parte essencial na vida daqueles que são alcançados por um grande mover espiritual (Ed 3.10,11).

5.3 Meditação sincera. A Palavra de Deus, que é poderosa, penetrante e renovadora, é o grande agente divino para o avivamento. Todo e qualquer clamor por um despertar divino, seja ele coletivo ou individual, não pode ocorrer sem que tenha base na Palavra de Deus (Ed 7.10). É ela quem quebranta os corações, que expõe o pecado e nos leva ao reconhecimento da necessidade urgente de uma volta ao Deus (Ne 8.5-12).

5.4 Temor sincero. Sem um avivamento contínuo em sua vida, o cristão perde, aos poucos, o temor ao Senhor, a repulsa pelo pecado e torna-se insensível ao Espírito Santo (Ed 10.1).

VI – O DESPERTAMENTO ESPIRITUAL NA BÍBLIA

6.1 O Antigo Testamento. O AT descreve diversos avivamentos que ocorreram no meio do povo de Deus, tais como: no reinado de Asa (2Cr 15.1-15); no reinado de Joás (2Rs 11 e 12); no reinado de Ezequias (2Rs 18. 4-7); no reinado de Josias (2Rs 22 e 23); nos dias de Esdras e Neemias (Ne 8.1-18; 9.1-38), além de outros. Todos eles ocorreram em momentos de crise moral e espiritual, e tiveram como resultado:

 Obediência aos mandamentos divinos (2Rs 18.6; 22.2; 23.3; Ne 9.38);

 Retorno do culto ao Senhor (2Cr 15.8; 2Rs 23.21-23; Ne 8.13-18);

 Destruição dos ídolos e o fim da idolatria (2Cr 15.8; 2Rs 18.4; 23.4-20);

 Arrependimento, confissão e abandono do pecado (2Rs 22.11; Ne 9.1-3);

 Entrega de ofertas e holocaustos ao Senhor (2Cr 15.11; 2Rs 11.11; 22.4-7);

 Prosperidade espiritual (2Rs 18.6; 23.25); oração sincera (Ed 8.21-23) e busca pela Palavra de Deus (Ed 7.10);

 Temor ao Senhor (Ed 10.1) e louvor sincero a Deus (Ed 3.10,11);

 Reverência Palavra de Deus (Ne 8.3,5,8,18) e genuíno culto ao Senhor (Ne 8.6; 2Cr 7.3; 2Cr 20.18; 2Cr 17 7-9);

 Busca verdadeira ao Senhor e quebrantamento (Ne 8.9).

6.2 No Novo Testamento. As experiências vividas na Igreja Primitiva nos revelam o que acontece quando a igreja é avivada. Vejamos:

 Pregação do Evangelho com ousadia (At 4.20,29; 5.29);

 Conversões de almas (At 2.14-42; 5.14; 8.12; 11.21);

 Batismo com o Espírito Santo (At 8.14-17; 10.44-46; 19.1-6);

 Milagres, prodígios e maravilhas (At 3.6-9; 8.5-8; 9.32-42);

 Dedicação a obra missionária (At 1.8; 13.1-4).

CONCLUSÃO

Nesta lição aprendemos que Deus é o mais interessado que a Igreja seja avivada. Despertamento espiritual não é sair da rota, é voltar para o caminho. Não é inovação, é restauração; não é fuga da Bíblia, é volta para a Bíblia. Por estas e outras razões, mais do que nunca, devemos clamar como o profeta Habacuque: “aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos...” (Hc 3.2).

<p.REFERÊNCIAS

 LOPES, Hernandes Dias. Neemias o líder que restaurou uma nação. São Paulo: Hagnos, 2006.

 RENOVATO, Elinaldo. Neemias integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

 PACKER, J. I. Neemias paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA. 2001.

 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. 1997.

Fonte: http://portal.rbc1.com.br/licoes-biblicas/index/ Acesso em 01 jul. 2020

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