Adultos

Apêndice 1 – A chamada missionária da Igreja e os Gentios

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

APÊNDICE Nº 1 – A CHAMADA MISSIONÁRIA DA IGREJA E OS GENTIOS

O Evangelho deve ser anunciado tanto a judeus quanto a gentios.

TEXTO ÁUREO

“a saber, que os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho;” (Ef.3:6).

INTRODUÇÃO

- Em apêndice ao trimestre, numa verdadeira introdução, veremos a relação da chamada missionária da Igreja e os gentios.

- O Evangelho deve ser anunciado tanto a judeus quanto a gentios.

I – QUEM SÃO OS GENTIOS

- Teremos um trimestre bíblico em que estudaremos a segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, em que Lucas narra a expansão da igreja entre os gentios, tendo como personagem principal o apóstolo Paulo, que era um vaso escolhido para levar o nome de Jesus diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel (At.9:15), a quem foi confiado o evangelho da incircuncisão (Gl.2:7).

- Daí porque o título do trimestre ser “a igreja dos gentios”, complementando-se, assim, o estudo feito no terceiro trimestre de 2025, quando estudamos “a igreja em Jerusalém”, porquanto o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (Rm.1:16 “in fine”).

- Entendemos ser de bom alvitre que tenhamos um apêndice, verdadeira introdução ao tema, em que estudemos a relação entre a chamada missionária da Igreja e os gentios.

- Para bem entendermos, pois, esta circunstância, torna-se necessário lembrarmos quem são os gentios, quem são as “nações”, tantas vezes mencionadas nas Escrituras.

- Sabemos que, expulsos do jardim do Éden, o primeiro casal passou a lavrar a terra e a cumprir a ordem de multiplicação e enchimento da Terra (Gn.1:28). Entretanto, a natureza pecaminosa do homem levou à destruição de toda aquela geração com o dilúvio, tendo o Senhor poupado apenas Noé e a sua família.

- Quando Noé saiu da arca com sua família, o Senhor repetiu aos sobreviventes a mesma ordem dada ao primeiro casal (Gn.9:1). Assim, houve a devida multiplicação, vivendo todos numa mesma comunidade, como, aliás, ocorria antes do dilúvio.

- Após o dilúvio, houve uma novidade na organização social. Deus estabeleceu o governo humano, determinando que o homem tomasse medidas para que o mal fosse reprimido, a fim de que não se tivesse a situação anárquica que havia levado à destruição da geração antediluviana (Gn.9:1-6).

- Entretanto, a natureza pecaminosa do homem uma vez mais se revelou nesta comunidade única pós-diluviana. Quando já se estava na quarta geração depois de Noé, Ninrode, bisneto de Noé, assumiu o comando desta comunidade (Gn.10:8-12) e os levou a se rebelar contra o Senhor.

- O episódio da torre de Babel nada mais é que rebelião contra o Senhor, porquanto a decisão de construir uma torre em Babel era recusa à ordem divina de se espalhar pela Terra, de enchê-la.

- É o que deixa bem claro o historiador Flávio Josefo ao comentar esta passagem bíblica, em trecho que vale a pena transcrever: “Deus ordenou que mandassem colônias a outros lugares, a fim de que, multiplicando-se e estendendo-se, pudessem cultivar mais terras, colher frutos com maior abundância e evitar as desinteligências que de outro modo poderiam ser suscitadas entre eles. Mas esses homens rudes e indóceis não obedeceram e foram castigados pelo seu pecado, com os males que lhes sucederam(…). Ninrode, neto de Cão, um dos filhos de Noé, foi quem os levou a desprezar a Deus, desta maneira. Ao mesmo tempo valente e corajosos, ele os persuadiu de que deviam unicamente ao seu valor, e não a Deus, toda a sua boa fortuna. E como ele aspirava ao governo e queria levá-los a escolhê-lo para seu chefe e deixar a Deus, ofereceu-se para protegê-los contra Ele (se Ele ameaçasse a terra com outro dilúvio), construindo uma torre para esse fim, tão alta que não somente as águas para esse fim, tão alta que não somente as águas não poderiam chegar-lhe ao cimo, mas que ainda ele vingaria a morte dos seus antepassados. O povo insensato deixou-se dominar por essa estulta persuasão, de que lhe seria vergonhoso ceder a Deus e começou a trabalhar nessa obra, com ardor incrível…” (Antiguidades Judaicas, I, 4. In: História dos hebreus. Trad. de Vicente Pedroso, v.1, p.28).

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 COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO

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