Adultos

Lição 11 - Jacó: de enganador a homem de honra VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 11 – JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA

Depois de encontrar-se com Deus em Betel, a trajetória de Jacó tomará forma a partir dos anos que passou longe da família. A fuga para a casa de seu tio, longe de ser o destino final que o Senhor havia reservado para Jacó, foi o meio que Deus usou para moldar o seu caráter. Ali na casa de labão, aquele que enganava veio a ser enganado. Na ocasião em que desejava se casar com Raquel, a filha mais nova de Labão, Jacó teve de trabalhar longos quatorze anos para finalmente tê-la como sua esposa (Gn 29.21-31). Muito tempo se passou, Jacó teve muitos filhos, sua riqueza aumentou e possuía muitos empregados. Mas havia pendências com o passado que precisavam ser resolvidas. Então, o Senhor ordenou que Jacó retornasse para a casa de seus pais a fim de encontrar-se com seu irmão. Nesse ínterim da jornada, Jacó estava tomado pelo medo e precisava ter mais uma experiência com Deus a fim de que tivesse o seu coração completamente mudado.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

A FAMÍLIA DE JACÓ

Jacó prosseguiu alegremente a sua viagem, após a doce comunhão que teve com Deus em Betel. A providência divina levou-o ao campo onde dariam de beber aos rebanhos de seu tio. [...] Quando todos os pastores se reuniam com os seus rebanhos, como bons vizinhos, davam de beber aos seus rebanhos. A lei da clemência no falar tem um poder obrigatório (Pv 31.26). Jacó foi muito educado com estes estrangeiros e julgou que eles foram bem-educados para com ele.

Chegando lá, um encontro marcou a vida do patriarca: ele encontrou e se afeiçoou por Raquel, filha de Labão. Jacó então decidiu tomá-la como esposa, pagando como dote a sua força de trabalho por sete anos, para que assim se casasse com Raquel. Contudo, não imaginava que seria enganado por Labão.

Chegou a data marcada para o casamento e Jacó estava ansioso para ter sua amada só para si. Labão preparou o habitual banquete nupcial. Porém, naquela noite, ele não apresentou Raquel, mas Léia, para ser esposa de Jacó. O véu nupcial e a escuridão esconderam esta mudança aos olhos do noivo. Pela manhã, a surpresa e o desapontamento de Jacó não tiveram limites. Com fúria, ele repreendeu Labão pelo logro, mas Labão permaneceu impassível. Era ilegal dar a filha mais nova em casamento, enquanto a filha mais velha ainda fosse solteira, mas havia uma solução. Se Jacó trabalhasse por outros sete anos, Labão lhe daria Raquel assim que terminasse a semana de festividades nupciais de Léia. Para Labão, a transação era bom negócio. Ele conseguiu casar a filha primogênita sem atrativos e obteve a promessa de mais sete anos de mão-de-obra especializada de Jacó. Nem se esforçou em justificar o fato de não ter informado Jacó sobre as leis matrimoniais daquele país, quando Raquel foi pedida em casamento pela primeira vez. Se gundo o costume local, ele deu para cada filha uma criada pessoal.

Posteriormente Jacó casou-se com Raquel. Ele precisou empenhar-se por mais sete anos, trabalhando para que pudesse ter Raquel como esposa. O patriarca, agora, possuíra duas esposas, e isso trouxe grandes problemas em sua casa, pois as duas irmãs o disputavam constantemente.

O registro da disputa que se desenvolveu na família de Jacó não é nada agradável. Também serve de base concreta para uma proibição feita posteriormente: o casamento de irmãs com um só homem e ao mesmo tempo (Lv 18.18). Igualmente importante, esta subdivisão fornece informações sobre a origem dos nomes das doze tribos de Israel, descrevendo as circunstâncias do nascimento de cada um dos filhos de Jacó. Cada nome reflete algo dos motivos, emoções e religiosidade das duas irmãs.

JACÓ DESEJA RETORNAR A SUA TERRA

Passados catorze anos, Jacó estava desejoso de partir sem provisão alguma, exceto com a promessa de Deus. Porém, em muitas formas, tinha uma justa reclamação sobre a fortuna de Labão, e a vontade do Senhor era que ele recebesse uma provisão desta. Ele atribuiu a sua causa a Deus, ao invés de acordar os salários estipulados com Labão, cujo egoísmo era muito grande. Parecia que agiu honestamente quando não foi encontrado o gado entre os seus, além dos que tinham as cores e as marcas acordadas. Labão pensou de modo egoísta que o seu gado produzia muito pouco das cores ou marcas diferentes de si mesmos.

Deus instruiu a Jacó sobre o que fazer. Devemos considerar que a sua vida não seria muito fácil, e isso fazia parte da transformação pessoal do patriarca. Com isso, ele foi crescendo em meio a um ambiente de grande crise e dificuldade, pois agora ele continuou a trabalhar para Labão, com a diferença que receberia em troca o seu salário.

Labão concordou, mas tomou uma precaução. Imediatamente, e em segredo, separou dos rebanhos os animais das cores que Jacó queria e os enviou para longe. Este ato era violação do espírito do acordo, mas no momento Jacó não podia fazer nada. Ele tinha seus próprios estratagemas. Exteriormente, seus procedimentos parecem um tipo supersticioso de magia, mas depois ele confessou às suas esposas que foi Deus que o instruiu na procriação seletiva (Gn 31.10-12).

JACÓ NO VAU DE JABOQUE

Muito antes do romper da alva, estando a sós, Jacó externou plenamente os seus temores quando orou a Deus. Enquanto estava ocupado deste modo, alguém semelhante a um homem lutou com ele. [...] Jacó manteve o seu propósito; ainda que a luta tenha se prolongado por um longo espaço de tempo, isto não abalou a sua fé nem silenciou a sua oração. Ele teria uma bênção; e preferiria que todos os seus ossos fossem deslocados a ter de partir sem uma bênção. Os que desejam ter a bênção de Cristo devem decidir-se a não aceitar uma resposta negativa. A oração fervorosa é a oração eficaz. O Anjo colocou em Jacó uma marca de honra perdurável, mudando o seu nome. Jacó significa usurpador. De agora em diante será famoso não por sua astúcia ou hábil manipulação, mas por seu verdadeiro valor. "Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel", príncipe de Deus.

O encontro agora foi diferente do que acontecera em Betel. Neste episódio, Jacó possuíra uma grande fazenda e família, mas ainda precisava de algo que tocasse o seu interior. Em Betel Jacó ouviu Deus falar com ele, agora ele luta com o Anjo e recebe uma grande mudança. Jacó dá um novo nome a este lugar. Chama-o de Peniel, o rosto de Deus, porque neste lugar tinha visto aparecer o rosto de Deus, e alcançou o seu favor. Aqueles a quem Deus honra devem admirar a sua graça para com eles. O Anjo que lutou com Jacó era a segunda pessoa da Trindade que, posteriormente, foi Deus manifestado na carne e que, em sua natureza humana, é chamado de Emanuel (Os 7.4,5). Jacó foi ferido em seu músculo. Este lato poderia servir-lhe para evitar que se sentisse superior, pela abundância das revelações. O sol brilhou para Jacó; existe um lindo amanhecer para a alma que busca a comunhão com Deus.

Jacó viveu por anos uma opressão velada por seu sogro, que procurou o enganar para conseguir o que desejava. Agora ele encontra com Deus em Jaboque, e batalha com o Anjo que mudou o seu nome, como forma de reafirmar a promessa do Senhor sobre ele. Jacó nos ensina que em momentos de crise e angústia, a oração tem resposta e viver sob a direção de Deus traz a paz e a confirmação da promessa.

Os tempos de terror devem ser momentos de oração: seja o que for que cause o temor, deve colocar-nos de joelhos perante o nosso Deus. Jacó tinha visto recentemente os anjos do Senhor; porém, em seu mal-estar, recorreu a Deus, e não a eles; Jacó sabia que os anjos eram seus conservos (Ap 22.9). Não pode haver uma modelo melhor do que este para a verdadeira oração. Aqui existe um grato reconhecimento por benefícios anteriores e imerecidos; uma humilde confissão de indignidade, uma singela declaração de seus temores e inquietações, uma referência plena de todo o assunto ao Senhor, e o descanso de todas as suas esperanças nEle. O melhor que podemos dizer a Deus em oração, é o que Ele mesmo nos disse. Assim, Jacó fez do Nome do Senhor a sua torre forte, e pôde então estar a salvo.

Destaque

Na travessia do rio Jaboque, depois de passar sua família, Jacó avistou um homem diferente. Era um anjo que lhe apareceu e lutou com ele até o romper do dia. Naquela luta, Jacó insistiu para que o anjo lhe abençoasse. Por causa da sua insistência, Jacó foi abençoado e teve o seu nome mudado para Israel. Depois da experiência com Deus no vau de Jaboque, Jacó estava completamente preparado para encontrar seu irmão. A mudança não era apenas nominal, mas, principalmente, o seu coração estava entregue a Deus. Ele reconheceu o dano que havia causado em seu ir mão, não apenas material, mas, sobretudo, emocional e espiritual. A partir da decisão de Jacó, Deus mudaria o quadro daquela situação e o encontro com o seu irmão traria restauração da comunhão na família. O tempo na casa de Labão e as experiências espirituais com Deus durante a jornada trouxeram a mudança de caráter que Jacó tanto precisava e consolidaram o seu testemunho para que todos reconhecessem que ele não era mais a mesma pessoa. Seu exemplo nos ensina que Deus usa o tempo e as circunstâncias para mudar pessoas, pensamentos e comportamentos.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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