Adultos

Lição 3 - A impaciência na espera do cumprimento da promessa III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 3 – A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA

Texto: Gênesis 16.1-16

Introdução: A impaciência é antagônica a fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.

I. O PAI DA FÉ E A TENTATIVA DE AJUDAR A DEUS

1. O plano para “ajudar” a Deus

1.1. Deus falou a Abrão que o herdeiro sairia das suas entranhas (Gn 15.2-4)

a. Mas o tempo passava, os anos seguiam-se, e a promessa não se cumpria (2Pe 3.9; Nm 23.19)

1.2. Sarai deve ter observado as suas desfavoráveis circunstâncias:

a. Tinha idade avançada (Gn 18.1)

b. Era estéril (Gn 11.30)

1.3. Sarai sugeriu que Abrão se unisse a Agar, para que dela viesse um filho (Gn 16.1,2)

a. A impaciência tornou-se maior que a fé de Abrão e Sarai. (Sl 37.7-8)

b. Era uma solução humana, um atalho para ver a promessa de Deus cumprida (Gn 16.15,16)

1.4. Muitas vezes o Senhor usa o tempo, a espera, para forjar o nosso caráter (Sl 27.14; Is 40.31)

a. Abrão e Sarai não perceberam isso, e deixaram se levar por outro caminho (Comp. 1Pe 5.8)

2. Abrão aceita o plano de Sarai.

2.1. Abrão estava sendo pressionado.

a. Era a coação da esposa e do tempo (faz lembrar de Adão (Gn 3.6))

b. Acabou aceitando a tentativa de Sarai em querer “ajudar” ao Senhor. (Ex: At 5.1,2)

2.2. Meios pelos quais a nossa fé sucumbe e tomem o primeiro lugar em nosso coração (1Tm 1.19)

a. A ansiedade (Fp 4.6-7; 1Pe 5.7)

b. A impaciência

2.3. O nosso dever é esperar com paciência no Senhor (Sl 40.1)

3. Agar zomba de Sarai

3.1. Agar também aceitou prontamente a proposta de Sarai e certamente se sentiu muito honrada.

3.2. Abrão tomou sua serva Agar, e ela engravidou

3.3. Parecia, naquele momento, que o plano era perfeito e tudo ficaria bem

a. Não demorou muito e Agar estava zombando de Sarai (Gn 16.4,5)

3.4. Quatro coisas que vieram para o lar de Abrão por causa desse erro (Cf. Pv 13.13)

a. Desprezo

b. Zombaria

c. Tristeza

d. Dor

II. AS CONSEQUÊNCIAS DE AGIR POR CONTA PRÓPRIA

1. Conflito familiar

1.1. Não tardou para as consequências do ato precipitado de Sarai se manifestarem.

a. As primeiras foram a competição e a soberba (Pv 16.18)

b. Agar, a serva egípcia, comportou-se como uma competidora fria e ingrata (Gn 16.4-6)

2. A fuga de Agar

2.1. Agar não se considerava mais serva de Sarai, mas tornou-se sua adversária

2.2. Diante da confusão, Sarai cobra de Abrão uma resposta imediata. (Gn 16.5)

a. Abrão deixou que Sarai tomasse as providências (Gn 16.6)

b. Agar acabou fugindo da presença de Sarai (Gn 16.8)

2.3. Agar e Sarai agiram erradamente e sem nenhum sentimento uma pela outra (Gl 4.21-31)

3. Deus entra em ação

3.1. Deus é justo, fiel e amoroso e aborrece a iniquidade (Sl 45.7)

3.2. Agar fugiu, mas, foi encontrada pelo Anjo do Senhor no deserto, junto a uma fonte (Gn 16.7)

a. O anjo pede para que ela volte a casa de Abrão (n 16.9)

3.3. Às vezes, é preciso retornar ao lugar de onde saímos:

a. Nos humilhar até Deus agir em nosso favor (Tg 4.10; 2Cr 7.14)

b. Pedir perdão até Deus agir em nosso favor (1Jo 1.9)

c. Esperar até Deus agir em nosso favor (Ex: Dn 10.12-13)

3.4. Havia, também, uma promessa para Agar, (Gn 16.10-12).

III. O DEUS QUE CONDUZ A HISTÓRIA

1. O Deus que ouve e vê

1.1. O anjo declarou a Agar que o menino deveria ter o nome de Ismael

a. O significado do nome Ismael é “Deus ouviu”.

1.2. Agar parecia abandonada e perdida (Gn 16.7-11).

a. Mas Deus se fez presente no deserto, viu e ouviu a sua dor. (Gn 16.13)

b. O Eterno agiu em seu favor, e não só em favor de Sarai e Abrão, seu servo. (Sl 145.13-15)

1.3. O Todo-Poderoso honrou aquele filho (Ismael), que não era o “da promessa” (Gn 17.20)

2. Tudo conforme a sua soberana vontade

2.1. Nos tempos de Abrão, era comum os homens serem pai mesmo em idade avançada. (Gn 5.32)

a. Ele teve o seu primeiro filho com Agar quando já tinha 86 anos de idade (Gn 16.16).

b. Para ele deve ter sido uma experiência muito impactante.

c. E, em obediência ao que lhe dissera o anjo, deu-lhe o nome de Ismael.

2.2. Mas aquele não era o filho que Deus lhe prometera.

a. Ismael era o resultado de um plano traçado entre Sarai e Abrão

b. No entanto, nada foge aos cuidados de Deus. (Mt 6.26-30)

2.3. Conforme o anjo falou para Agar, Deus fez de Ismael uma grande nação. (Gn 21.13)

2.4. Aprendemos por intermédio da vida do patriarca Abrão:

a. Que Deus governa a história (Sl 103.19)

b. Que Deus é soberano (Jó 42.2)

c. Que os eventos acontecem da maneira como Deus permite. (Gn 50.20)

d. Que Deus intervém realizar os seus propósitos, como fez com Agar (Rm 8.28)

2.5. O Senhor já havia determinado o momento em que Isaque viria ao mundo (Gn 21.1-2)

a. Abrão e Sarai não poderiam fazer nada em relação a isso

b. Abrão e Sarai deviam somente aguardar o momento certo de Deus em suas vidas

3. O cuidado de Deus em todo o tempo

3.1. Deus se revelou a Agar, mostrando:

a. Que nenhum coração aflito passa despercebido aos seus olhos

b. Que o Senhor vela pelos que sofrem. (Sl 34.18; Mt 11.28)

3.2. Ele responde e cuida de nós em tempos difíceis e nas aflições.

a. Experimentamos da Sua paz (Fp 4.6,7)

b. Obtemos da sua força (Ef 3.16; Fp 4.13)

3.3. O Deus soberano, em seu infinito amor, há de nos acolher! (Jo 6.37)

Conclusão: Deus não precisa de atalho ou da ajuda humana para que seus planos se cumpram. Ele é o Senhor que governa a história, tudo se cumprirá (Is 43.13).

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

Copyright © 2003 - 2026 Portal Escola Dominical todos os direitos reservados.