ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 5 – O DEUS FILHO
A doutrina cristã afirma a divindade de Jesus.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos Deus, o Filho.
- A doutrina cristã afirma a divindade de Jesus.
I – JESUS É DEUS
- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, depois de termos estudado a Primeira Pessoa Divina, o Pai, daremos início ao segundo bloco do trimestre, meditando sobre a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho.
- Por primeiro, cumpre observar que o título da lição é “Deus Filho”, expressão que foi utilizada tanto na Confissão de Augsburgo, “…confissão de fé dos luteranos [foi] preparada por Felipe Melanchton, auxiliar de Lutero em 1530.…” (SILVA, Esequias Soares da. Credos e confissões de fé: breve histórico do Cristianismo. Recife: Bereia, 2013, p.152) como no Catecismo Menor de Martinho Lutero, para designar a Primeira Pessoa da Trindade.
- Entretanto, quando da elaboração da Declaração de Fé das Assembleias de Deus em 2017, foi proposta a mudança do título do item 5 do capítulo III (p.43), que seria precisamente “Deus Filho” para “O Filho é Deus”, a fim de que não se desse margem para que se pudesse entender que se adotava a ideia do “triteísmo”, ou seja, de que há “três deuses”, proposta que foi acolhida.
- Assim, fiel a esta orientação adotada na primeira edição da Declaração de Fé das Assembleias de Deus e, num tema tão delicado e difícil como é a Doutrina da Trindade, evitaremos o uso da expressão “Deus Filho”.
- O fato de chamarmos o Pai de Primeira Pessoa da Santíssima Trindade em absoluto significa que o Pai tenha alguma prioridade ou superioridade em relação ao Filho ou ao Espírito Santo.
- Na verdade, ante as funções de cada Pessoa Divina nas ações do único e verdadeiro Deus (Dt.6:6; Mc.12:29; Jo.17:3), temos a menção, em primeiro lugar, da Pessoa do Pai, como, por exemplo, na fórmula batismal (Mt.28:19) sem se falar que, logicamente, as funções do Pai são as iniciadoras de todas as ações, como a proclamação das palavras na Criação e o planejamento na Redenção.
- Daí, porque, tradicionalmente, se Lhe tenha sido dado o epíteto de “Primeira Pessoa da Santíssima Trindade”, sendo oportuna a explicação dada no Catecismo Maior de Pio X: “25) Por que o Pai é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade? O Pai é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade, porque não procede de outra Pessoa, mas é o princípio das duas outras Pessoas, que são o Filho e o Espírito Santo.”, o que nos evoca, aqui, a Confissão de Fé de Westminster que diz que “…“…o Pai não é de ninguém: não é gerado nem procedente…” (Capítulo 2.3).
- Daí porque o Filho ser, por estes mesmos motivos, chamado de “Segunda Pessoa da Santíssima Trindade”, uma vez que, como explica a Confissão de Fé de Westminster, ”…o Filho é eternamente gerado do Pai…” (Capítulo 2.3) e, bem por isso, é chamado de Filho, em mais uma feliz explicação do Catecismo Maior de Pio X: “71) Por que a segunda Pessoa é chamada Filho? A segunda Pessoa é chamada Filho porque é gerada pelo Pai por via de inteligência, desde toda a eternidade; e por isso é também chamada Verbo eterno do Pai.…”.
- A doutrina cristã afirma a divindade de Jesus e esta é a nota distintiva e característica do Cristianismo, pois nenhuma outra religião reconhece Jesus como Deus.
- É, também, algo que se infere da revelação que o Pai deu a Pedro em Cesareia de Filipe, na qual o Senhor Jesus foi identificado como “o Filho do Deus vivo” (Mt.16:16).
- A primeira informação que as Escrituras nos trazem a respeito de Jesus é a de que Ele é Deus, é uma das Pessoas Divinas, o Filho.
- O apóstolo João, ao escrever o seu evangelho, deixa-nos isto bem claro ao afirmar que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo.1:1), numa afirmação tão clarividente que tem, mesmo, tirado o sono de todos quantos procuram negar esta verdade bíblica, como é o caso das Testemunhas de Jeová.
- Para que não houvesse qualquer dúvida de quem era este Verbo a que João se referia, o próprio evangelista no-lo diz no versículo 14 deste mesmo capítulo: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.
- Esta pequena amostra do que dizem as Escrituras a respeito da divindade de Cristo é já uma prova de que não é verdade a afirmativa que muitos fazem de que Jesus somente foi reconhecido como Deus pelos cristãos no Concílio de Niceia, reunião promovida pelas lideranças cristãs no ano de 325, logo após o término das perseguições romanas contra a Igreja, ocasião em que se produziu a declaração histórica de que “Jesus Cristo é o Filho de Deus, gerado da substância do Pai, gerado, não feito, consubstancial ao Pai.”
- Tal declaração não foi uma invenção daquele concílio, mas, sim, tão somente uma expressão do que já se cria desde o início da igreja, desde a igreja primitiva e que tinha sido alvo de questionamento por parte do presbítero Ário, de Alexandria, que passara a ensinar que Jesus não era Deus.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
