ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 4 – A PATERNIDADE DIVINA
Profundo o significado de Deus ser Pai.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos o significado da paternidade divina.
- Profundo o significado de Deus ser Pai.
- A IDENTIFICAÇÃO DE DEUS COMO PAI NO ANTIGO TESTAMENTO
- Concluindo o primeiro bloco deste trimestre dedicado ao estudo da Doutrina da Trindade, em que estamos a analisar a Pessoa Divina do Pai, analisaremos o significado da paternidade divina.
- Deus nada faz sem propósito e ao Se revelar aos homens como Pai, e a identificar uma das Pessoas Divinas como Pai, quis demonstrar a grande profundidade do relacionamento que quer estabelecer com a humanidade, a coroa da criação terrena (Sl.8:5).
- Deus não só Se revelou como Pai, como também assim é identificado uma das Pessoas Divinas, o que, por si só, já nos mostra como o Ser Supremo considera importante que apreendamos o significado de tal aspecto de Sua essência.
- Isto ainda mais se intensifica ao verificarmos que a Pessoa Divina que Se humanizou e veio habitar entre nós Se identificou como Filho, ou seja, quis também, em Sua sublime revelação, deixar ainda mais forte a figura divina como Pai, a ponto de ensinar que todo o relacionamento com o Senhor se fizesse mediante esta nomenclatura.
- Assim, a começar pela oração, manda-nos que nos dirijamos a Deus como Pai (Mt.6:6,9; Lc.11:2) e, no sermão do monte, dirigido a Seus discípulos, faz questão, sempre, que vejamos a Deus como Pai (Mt.5:45; 6:18,32; 7:11).
- Na Sua oração sacerdotal, dirige-se ao Pai e revela que o objetivo de Sua obra salvífica outro não é senão o de construir uma unidade dos Seus discípulos com o Pai, assim como Ele a tinha (Jo.17:21).
- Sua ênfase em relação era tanta que Filipe, um dos apóstolos, bem traduziu este anseio gerado por Cristo em torno do Pai, tanto que disse que bastava o Senhor Jesus mostrar-lhes o Pai que isto lhes seria bastante (Jo.14:8).
- A figura de Deus como Pai é tão forte que é encontrada corriqueiramente em todas as nações, mesmo tendo elas se rebelado contra o Senhor no episódio de Babel (Gn.11:1-9). “…A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões. A divindade é muitas vezes considerada como «pai dos deuses e dos homens»… (§ 238 CIC).
- Nas Escrituras, vemos, de início, o valor que é dado à figura do pai, sempre visto como uma referência, um ponto de apoio, um respaldo que conferia legitimidade a alguém. Assim, o varão deixa seu pai e mãe, i.e., seus pais, para se unir a sua mulher e constituir nova família que é, assim, mera continuidade de uma convivência já estabelecida e firme (Gn.2:24).
- Não é por outro motivo que o Senhor, sempre que Se apresenta aos patriarcas, faz questão de dizer que era o Deus do pai da pessoa a quem Se apresentava, como que não só recordando as promessas proferidas ao ancestral, mas respaldando na autoridade, honra e credibilidade do pai, no papel por ele desempenhado, a Sua própria aparição ao descendente, descendente que também se referia a Deus como o Deus de seu pai, reforçando este papel autenticador do pai em relação à própria divindade (Gn.26:3,24; 28:13; 31:42,53; 32:9; 46:3; Ex.3:6; 15:2; 18:4).
- Vemos, pois, que, a princípio, Deus Se revela como sendo o Deus dos pais de Seus servos, usando a paternidade como um fator de autenticação, de legitimidade para a Sua própria atuação.
- A primeira identificação de Deus como Pai, ainda no período patriarcal, se dá pela fala de Eliú, o mais moço dos amigos de Jó, que, em meio à sua fala, dirige-se a Deus como “Pai meu” (Jó 34:36).
- É elucidativo que Eliú é o único dos amigos de Jó que não é repreendido por Deus por não ter dito o que era correto a Seu respeito (Jó 42:7), numa demonstração de que Ele disse o que era certo a respeito de Deus, embora tenha, também, cometido o erro de imputar a Jó a prática de pecados, o que não era o caso.
- Assim, ao identificar o Senhor como Pai, agiu Eliú corretamente, sendo, pois, este já um vislumbre de que assim Deus Se revelaria na sequência da história humana.
- Quando o Senhor manda Moisés ir ao Egito para livrar os filhos de Israel, ordena que Moisés O identifique a Faraó como Pai dos israelitas, pois determina que Moisés diga a Faraó que “Israel era Seu filho primogênito” (Ex.4:22) e que, em virtude da recusa em libertar o Seu filho, morreria o primogênito de Faraó (Ex.4:23), o que acabou acontecendo (Ex.12:29).
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
