Adolescentes

Lição 7 - No batismo no Espírito Santo I

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO NO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2021

Adolescentes: Cremos

Comentarista: MARCELO OLIVEIRA DE OLIVEIRA

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 7 – NO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Ao Mestre

Prezado (a) na lição de hoje estudaremos sobre ser batizado no Espírito Santo, o Consolador, o Auxiliador da noiva de Cristo. O Antigo Testamento é um prelúdio indispensável à discussão sobre o batismo no Espírito Santo. Os eventos acontecidos no dia de Pentecostes (At 2) foram o clímax das promessas de Deus. Duas passagens são especialmente importantes: Ez 36.25-27 e Jl 2.28,29. A promessa é claramente relacionada ao conceito de regeneração do Novo Testamento. Paulo fala sobre ‘a lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo’ (Tt 3.5), ecoando a declaração de Jesus sobre a necessidade de ‘nascer da água e do Espírito’ (Jo 3.5). A transformação que acontece no novo nascimento resulta num estilo de vida diferente do que o curso midiático rege, tornando possível pelo revestimento do Espírito Santo.

Leia com atenção as referencias bíblicas após o preparo de sua aula apresenta-a a Deus, com certeza Ele te direcionará para que cada aluno receba a doce unção do Santo Espírito. Deus continue abençoando seu ministério.

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir seus alunos a conhecer um pouco do Espírito Santo e a conscientizar-se de que Ele é o revestimento da Igreja.

Para refletir

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava". (At. 2.4 - NVI).

Jesus rogou a Deus Pai que enviasse o Espírito Santo, mas somente àqueles que realmente amam a Deus e se dedicam a Sua Palavra. Para todos os que com esforço em atitude contínua, obedecem e amam ao SENHOR, o Consolador é um revestimento com todos os dons espirituais, ministeriais e de serviço.

Texto Bíblico: At. 2.1-13.

Quem é o Espírito Santo

Jesus ao anunciá-lo aos discípulos o chamou Parakletos (παράκλητος), que em língua portuguesa foi traduzido como “Consolador”. Literalmente no grego é “alguém chamado para ficar ao lado do outro para ajudar”, um “Fortalecedor”, “Conselheiro”, “Socorro”. Outro como Jesus, que auxilia a Igreja a dar prosseguimento ao trabalho que Jesus iniciou quando em seu ministério terreno.

O batismo no Espírito Santo é outra bendita promessa que acompanha aqueles que já são de Cristo. É uma promessa atual; para os nossos dias; não ficou restrita ao passado. A promessa diz respeito a todos quantos já desfrutam a salvação, mediante a conversão neles operada pelo Espírito Santo. É uma dádiva do alto (v.38) que traz abundância de alegria, conforto e poder divino para o crente testemunhar das grandes maravilhas de Deus em favor do homem. Buscar a realização dessa promessa celestial é uma necessidade àqueles que, embora salvos, ainda não a alcançaram.

A promessa do Batismo no Espírito Santo revelada

1. No Antigo Testamento

O apóstolo Pedro, no dia de Pentecostes, reportou-se ao profeta Joel para anunciar que a maravilhosa experiência era o cumprimento do que fora predito no Antigo Testamento (At 2.17-21; Jl 2.28-32). Isaías também fez menção ao mesmo derramamento e mostrou, mediante o emprego de algumas metáforas, o resultado que ele produziria (Is 32.15; 44.3).

Embora a obra do Espírito Santo seja perceptível nos tempos antigos em várias atividades descritas nas Escrituras (Gn 1.2; Ne 9.20; 2 Sm 23.2), não houve na história de Israel nenhum derramamento geral como o previsto pelos profetas para os últimos dias. Como afirma Donald Stamps, na Bíblia de Estudo Pentecostal, “o Espírito Santo vinha apenas sobre umas poucas pessoas enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia”.

Só agora, na presente era da Igreja, também conhecida como a dispensação do Espírito Santo, cumpre-se por toda parte, segundo a promessa bíblica, esse derramamento que os crentes do Antigo Testamento não puderam experimentar com a mesma intensidade (At 1.8). Somos, de fato, privilegiados em relação a eles (Hb 11.39,40), ao mesmo tempo em que pesa sobre nós a grande responsabilidade de compreender e aceitar o significado da promessa para os nossos dias.

2. Em o Novo Testamento

Em o Novo Testamento, a promessa do batismo no Espírito Santo foi reiterada na mensagem de João Batista (Mt 3.11; Jo 1.33), e reafirmada pelo Senhor Jesus, quando prometeu enviar o Consolador (Jo 14.25,26; Lc 24.49), e quando, após a ressurreição, orientou seus discípulos a permanecerem em Jerusalém até que a promessa se realizasse.

3. A promessa cumprida no dia de Pentecoste.

O advento da promessa pentecostal ocorreu por ocasião de uma das três grandes festas judaicas, a do Pentecostes (Lv 23.15-25), que ocorria cinqüenta dias após a Páscoa e na qual as primícias da colheita eram apresentadas ao Senhor. Deus usou o evento da festa sagrada de Pentecostes para deixar claro qual seria a missão da Igreja - a grande colheita de almas - e que papel o Espírito Santo desempenharia ao guiá-la pelos caminhos da história humana (At 2.1).

Assim, logo na primeira manifestação visível da Igreja, (Tt 2.14), cada crente que perseverou fielmente no cenáculo, foi cheio do Espírito Santo, começou a falar em outras línguas e a proclamar as Boas Novas em linguagem sobrenatural, mas, compreensível aos que estavam em Jerusalém para a celebração festiva (Dt 16.16; At 2.4-8). Ali cumpriu-se a promessa de Deus.

O propósito do Batismo no Espírito Santo

1. Poder para vencer o mundo

O batismo no Espírito Santo cumpre alguns propósitos na vida do crente. Muitos o confundem como algo mágico, manipulado, um objeto sobrenatural para produzir fenômenos que glorifiquem o homem ou lhe traga algum tipo de vantagem, como pensava o mágico Simão, duramente repreendido pelos apóstolos Pedro e João (At 8.9-24). No entanto, Deus não dá dons aos homens para produzir espetáculos, para glorificação humana, mas com finalidades bem específicas na sua obra.

O batismo no Espírito Santo, com a evidência inicial do falar em línguas (At 2.1-6; At 10.44-48; At 19.1-6), é um revestimento de poder celestial que capacita o crente a testemunhar eficazmente de Jesus e também vencer o mundo dentro de si mesmo e externamente (cf. Jo 14.17). Enquanto a promessa da salvação lhe provê as vestes do perdão dos pecados e da própria salvação (Is 61.10), a promessa do batismo no Espírito Santo lhe reveste de autoridade para vencer os poderes tenebrosos “que combatem contra a alma” (1 Pe 2.11b).

2. Poder para vencer o Diabo

Aqui entra outro aspecto fundamental da promessa do batismo no Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios afirmando que a nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.10-18). Essa batalha se trava no mundo espiritual, onde as forças demoníacas atuam para destruir a nossa fé. É uma guerra incessante na qual o interesse do Inimigo é o futuro de nossas almas e onde ele emprega os seus agentes mais poderosos para distanciá-las de Deus.

Assim, esse revestimento vindo do céu permite ao crente combater contra as forças espirituais da maldade no poder do Senhor (Lc 9.1; 10.19; At 4.7-10), tal qual fizeram os apóstolos nas primeiras horas da Igreja, e não em sua própria força (Zc 4.6). O crente cheio do Espírito Santo faz bom uso das armas de Deus para resistir aos ataques malignos e triunfar contra todas as ciladas do Diabo.

3. Poder para proclamar a fé

O propósito principal da promessa do batismo no Espírito Santo é conceder ao crente poder para testemunhar a sua fé em Cristo. O Senhor Jesus estabeleceu, em suas últimas instruções aos discípulos, uma correlação direta entre o recebimento de poder e o cumprimento da missão de proclamar o evangelho a todos os povos (At 1.8). Essa conexão determina a finalidade do recebimento da promessa. É tanto que no dia de Pentecostes quase três mil almas aceitaram a Cristo (v.41).

Está implícito aqui que a proclamação das boas novas encontraria toda sorte de oposição, inclusive com o sacrifício da própria vida, como revela o livro de Atos e a própria história da Igreja. Portanto, não seria uma tarefa meramente intelectual, para ser realizada com argumentos humanos. Ela demandaria um poder sobrenatural que só é obtido mediante o enchimento renovado do Espírito Santo (At 4.8, 31; Ef 5.18).

Para quem é a promessa

A promessa é para os que creem. Quando pregava em Jerusalém, no dia em que se cumpriu a promessa do Pentecostes, o apóstolo Pedro esclareceu que ela (a promessa) não ficaria restrita aos tempos apostólicos, como ensinam os cessacionistas, que descreem no batismo com o Espírito Santo para hoje. Observe que Pedro (v.39) refere-se aos de sua geração (“a vós”), às gerações seguintes (“a vossos filhos”), até onde chegasse o evangelho (“os que estão longe”) e àqueles que ao longo da história seriam chamados à salvação (“a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”).

É, portanto, uma promessa que ultrapassa as fronteiras denominacionais da igreja e alcança os confins da terra, como vem acontecendo nos dias contemporâneos desde quando, na Rua Azuza, em 1906, o fogo santo reacendeu-se e espalhou as suas brasas ao redor do mundo.

A promessa é para os que buscam. O segundo passo é ter a consciência da necessidade da promessa do Pai e buscá-la de todo o coração (At 1.4). Muitos não a recebem porque não a valorizam ou porque não são despertados e seus olhos abertos pela pregação bíblica expositiva (como a de Atos 2.14-39) sobre a atualidade do batismo no Espírito Santo. Buscar é um princípio bíblico do qual o crente não pode abrir mão, pois quem busca tem acesso aos tesouros da graça para uma vida de vitória em Cristo Jesus, inclusive o batismo no Espírito Santo (Lc 11.9-13).

Aplicação pessoal

Enfatize aos alunos que a promessa do batismo no Espírito Santo não cessou com a era apostólica, como algumas denominações afirmam. Suas evidências aparecem no decorrer da história da Igreja, inclusive com registros fidedignos, chegando ao apogeu no século XX, em que o Espírito Santo, tal qual o vento e o fogo, como registrado na Bíblia (At 2.2,3), varreu o mundo, renovou velhas estruturas e encheu os crentes de poder do céu para testemunhar.

O Parakletos está para auxiliar a todo que com sinceridade quer servir a Deus, anunciando as Boas Novas, curando enfermos e fazendo maravilhas em o Nome de Jesus. Cada aluno que desejar, agora mesmo, enquanto estuda pode ser batizado no Espírito Santo. Deus procura os fiéis da terra para esse magnífico trabalho de salvamento de muitas pessoas das trevas espirituais. E comente conseguiremos cumprir essa missão com o revestimento do batismo no Espírito Santo.

Fontes Consultadas:

BÍBLIA. Português. Bíblia Shedd. Tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada. 2ª Edição, São Paulo, Editora Vida Nova, 1997.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Pentecostal. Tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida. Rio de Janeiro, Editora CPAD, 2002. Editor geral Donald Stamps, Editor brasileiro Pr. Antonio Gilberto.

NOVO TESTAMENTO Interlinear grego-portugues. Barueri, SP. Socierdade Bílica do Brasil, 2004.

ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. São Paulo, Reimpressão em 1 volume, 2009.

HORTON, Stanley M.. Teologia Sistemática. CPAD.

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