Adolescentes

Lição 12 - Falando o que convém I

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO NO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021

Adolescentes: Aprendendo com as cartas

COMENTARISTA: RAFAEL LUZ

COMENTÁRIO: PROF.ª JACIARA DA SILVA

LIÇÃO Nº 12 – FALANDO O QUE CONVÉM

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a assimilar os conselhos de Paulo a Tito; conscientizar-se a Bíblia nos ensina a conduzir-se de forma a sermos felizes, por essa razão devemos colocar em pratica os seus conselhos.

Para refletir

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” (Tt. 2:1 – ARC).

Neste versículo, Paulo dirigiu-se diretamente a Tito, insistindo que esse tenha sempre o propósito de transmitir a saudável Palavra de Deus, contrastando com as heresias que surgiam tenazmente naquela época. Em nossos dias não é diferente, não são poucas as heresias de um pseudo-evangelho totalmente estranho à genuína Palavra de Deus. O cristão, segundo o conselho de Paulo, deve preocupar-se seriamente em ater-se a práticas saudáveis, que nos edifique e que os imunize contra doutrinas heréticas.

Texto Bíblico: Tt. 2:1-10.

A Epistola deTito

Autor: Paulo

Data: Cerca de 64 d.C.

Tema: Organização da Igreja, combate à dissensões.e heresias.

Palavras-chave: diligência, compromisso, responsabilidade.

Contexto Histórico e Data

É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo, não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos. Alguns suspeitam que ele ara irmão de Lucas, mas nada há de concreto.

Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2.3) indica que ele não foi criado no judaísmo, nem tornou-se um prosélito. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem.

Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta, passagens como Tito 1.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá. Essa missão provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 d.C., após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. Como tinha pouco tempo, Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas. Então o apóstolo partiu para outras áreas de trabalho. Em algum momento a caminho de Nicópolis, na Grécia (3.12), ele escreveu para Tito. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono, provavelmente por volta de 64 d.C. (3.12).

Conteúdo

A carta a Tito tem uma afinidade com 1Timóteo. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas. Tito tinha três grandes temas – a organização da igreja, a doutrina correta e a vida santa. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação. Eles deviam ser homens de alto caráter moral, e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio, mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores.

Esboço de Tito

I. Introdução 1.1-5

II. Instruções em relação aos presbíteros 1.6-16

III. Instruções em relação à conduta cristã 2.1-3-7

IV. Instruções finais 3.8-11

V. Instruções e saudações 3.12-15

Não jogue conversa fora

Ética pode ser entendida como o grupo de regras e princípios que orientam a conduta do homem, fazendo-o diferenciar entre certo e errado. A ética cristã refere-se aos padrões e práticas morais fundamentadas nos princípios bíblicos. Alguns destes princípios nos são revelados com muita propriedade no texto base da lição e envolvem toda a nossa vida, bem como os relacionamentos que a compreendem.

Mostra a conduta ética que deve ser adotada por todos os membros da igreja. Postula que, como cristãos, precisamos viver "... neste presente século sóbria, justa e piamente" (Tt 2:12), como verdadeiros filhos de Deus.

O cristão deve adotar o comportamento ético de em todo tempo comunicar as verdades bíblicas, ter uma conduta irrepreensível em seu dia-a-dia. Deve ainda lembrar-se que é "... o exemplo dos fiéis..." (1 Tm 4:12), atentando para os seguintes aspectos:

1. O comportamento do cristão deve refletir o modelo bíblico – "Em tudo, te dá por exemplo de boas obras... para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós" (Tt 2.7,8). Tito é admoestado a primar por ser exemplo. Ele deveria ter um comportamento padrão, capaz de impactar a igreja, influenciando-a a ‘reproduzir’ sua conduta, por isso devemos preocupar-nos em sempre dar exemplos que confirmem com as Escrituras, levando uma vida reta, irrepreensível e não receba nenhuma acusação dos opositores do Evangelho de Cristo.

2. A autoridade do líder deve estar fundamentada nas escrituras – "Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze" (Tt 2:15). O cristão possui autoridade que lhe foi constituída por Deus. Ele deve acreditar nessa autoridade e dela fazer uso. O versículo acima dá a entender que a ‘fala’ do crente deve estar permeada de verdades bíblicas. Seja pregando, aconselhando ou em conversas descontraídas, ele deve em todo tempo e, com muita convicção, comunicar o que diz a palavra de Deus, mantendo-se distante da impiedade e dos desejos mundanos. Usar a autoridade que lhe foi concedida e ter convicção do que fala, é fundamental para que agradar a Deus.

Pregue a verdade

Assim como a graça nos conclama a abandonar a impiedade – "Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente" (Tt 2.12). Devemos conduzir a outros a conhecê-la.

A graça de Deus é o que nos impulsiona a uma vida de retidão. Ela nos ensina a buscarmos a santificação, para que compartilhemos do caráter moral de Cristo, sem o qual, não alcançaremos o céu. Tudo o que fazemos aqui, surte efeito em nossa vida eterna. A vida cristã deve ser vivida com seriedade, autocontrole, santificação, justiça e sob o domínio do Espírito Santo. A moralidade divina deve estar registrada em nossa alma e ser refletida em nossa vida diária, tanto para com Deus, como para com os homens, dentro da igreja, ou fora dela.

A graça nos leva a uma expectativa da volta de cristo – "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt 2:13). A espera por Cristo nos faz vislumbrar a dimensão eterna de nossa existência. Ela nos conclama a uma vida santa e piedosa neste mundo. O encontro que teremos com Cristo é algo glorioso e não se compara a nada que conhecemos. Nossa imaginação não é capaz de conceber o esplendor do futuro que Deus tem nos preparado, pois "as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam" (I Co 2:9).

A graça nos conduz à prática de boas obras – "O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tt 2:14). Pertencemos a Cristo e fomos por Ele escolhidos. É glorioso ser especial para Deus, mas isto nos acarreta uma grande responsabilidade, que é a prática de boas obras. Como novas criaturas, somos moldados conforme a natureza de Cristo, que nos leva a sermos santos, gentis e altruístas. Essas são atitudes que revelam que temos o amor de Deus em nós, pois a Sua graça e salvação exigem que procedamos assim. Os atos piedosos que praticamos são o fruto do Espírito Santo em nós.

Devemos viver essas verdades para que ao pregá-las nosso viver testifique confirmando a verdade que há em nós. Esforcemos –nos para que através de nossas vidas e não apenas de nossas palavras, Cristo seja anunciado.

O desafio de Tito é também nosso hoje – anunciemos a Cristo com nossas vidas.

Conclusão

A lição nos mostra que os padrões éticos estabelecidos na Bíblia nos trazem edificação moral e espiritual. Ao praticarmos esses padrões tornamo-nos verdadeiros exemplos de boas obras, obedecendo ao mandamento bíblico (1Tm 4.12b). No capítulo estudado somos enfaticamente instruídos a buscarmos uma vida santa e pura, bem como uma conduta irrepreensível. Com muita excelência nos aponta onde devemos basear nossa fé, quais devem ser nossas práticas, e o que devemos comunicar. Assim, esforcemo-nos por viver como "um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tt 2.14b).

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª Jaciara da Silva

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