ASSEMBLEIA DE DEUS DE MOEMA - MINISTÉRIO DO BELÉM - Setor 124 / SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Juvenis: SAL E LUZ NO MUNDO: UMA IGREJA RELEVANTE
COMENTARISTA: FLAVIANNE VAZ
COMENTÁRIO: PROFª. AMÉLIA LEMOS OLIVEIRA

LIÇÃO Nº 11 - A IGREJA E OS JULGAMENTOS
O ato de julgar está relacionado à busca da justiça, que se trata da conformidade da conduta à norma, eficiência de aplicação de um sistema de normas ( de acordo com Abbagnano, 2000, p.593). Aquele que julga exerce uma postura crítica sobre os fatos que testemunha e, diante da Lei, assume um posicionamento. A partir daí, emite o seu parecer que, nem sempre, está correto. Ele está à busca da justiça, com base nas normas que internalizou e com base no sistema em que foi inserido.
O julgamento está baseado naquilo que foi ensinado e Paulo orienta os coríntios: “Julgai entre vós mesmos [...]” (I Co 11.13). Seu propósito era fazê-los discernir o que era certo e o que era errado, pois todos nós somos dotados de consciência. Temos esta capacidade de avaliar situações, julgar as circunstâncias e tomar decisões. Este julgamento do que é bom e do que é mau deve ser realizado em diversos momentos, antes de fizermos escolhas. Este é o julgamento em nível pessoal.
E no que diz respeito ao julgamento de nível interpessoal? No seio da igreja? No julgamento ao nosso irmão?
Todos nós já conhecemos os textos bíblicos do Sermão da Montanha, nos quais o Senhor Jesus nos exorta a não julgarmos o nosso irmão, pois se apontarmos o erro de outra pessoa, poderemos estar num nível abaixo dela, cometendo pecados também, agindo de modo hipócrita e precisando fazer um conserto com Deus:
Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos tornarão a medir. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, e eis uma trave no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão. (Mt 7:1-5)
Precisamos aprender e assimilar que a Verdade Absoluta não nos pertence. Nossa opinião somente pode ser fornecida, quando solicitada e, mesmo assim, devemos ter prudência ao emiti-la. Cuidado com os que se “gloriam apenas na aparência e não no coração.” (II Co 5.12). Há muitas pessoas fazendo julgamentos imprudentes por aí, no entanto suas vidas particulares não condizem com suas falas, são os que se gloriam na aparência. Outras pessoas julgam o próximo de acordo com sua visão de mundo, a sua visão a respeito dos outros está afetada por preconceitos.
É preciso ter disposição para compreender o próximo e respeitar as diferenças. É assim que valorizamos a nossa trajetória neste mundo, as nossas atitudes e a nossa presença. Será agradável e produtivo conviver conosco, porque nossas ações serão significativas.
O Verdadeiro Juiz e Senhor de Todas as Coisas é aquele que deve julgar, pois é Ele quem estabelece todas as normas e princípios para o homem. Quem faz a Lei, exige que o homem cumpra a Sua Lei e estabelece as formas de observá-la. Cabe ao homem, sujeitar-se a Ele. Somos apenas embaixadores de Seu Reino e reproduzimos a Sua Palavra, não julgamos: “Perante a face do Senhor, porque vem a julgar a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com equidade.” (Sl 98:9) O Senhor julgará os povos com equidade (igualdade), mantendo a isonomia, a Lei Divina é a mesma para todos.
Embora tenhamos um sistema de justiça aqui na Terra para punir aqueles que descumprem a Lei, sabemos que este sistema é falho porque a justiça humana está baseada nas imperfeições, nas fraquezas humanas. Os homens elaboram códigos legais de conduta com base nas suas filosofias, ideologias humanas, cujo fundamento não é a Bíblia, nem o nosso Deus é visto como Soberano da Nação. Quando o Senhor revelou-se a Abraão, expôs, de forma categórica, que havia apenas um Legislador, dentre os povos, para ensinar aos homens como deveria ser a sua conduta e, de acordo com a Sua Lei, julgá-los: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito” (Gn17:1) Sendo assim, os julgamentos, entre os irmãos, somente podem ocorrer entre aqueles que andam de acordo com a Lei do Senhor e procuram julgar segundo a reta justiça, que buscam a sabedoria que é do Alto, tal como Abraão o fez com seu sobrinho Ló. Os servos de Deus baseiam-se na Lei divina e devem se conduzir de acordo com esta Lei para opinar / julgar quando houver alguma ocorrência: “[...] Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?” (1 Co 6:5)
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PROFª. AMÉLIA LEMOS OLIVEIRA