Lição 7 - Jesus é batizado

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ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO NO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2019

Juniores: A vida de Jesus

COMENTARISTA: DANIELE VITAL

COMENTÁRIO: PROFª. JACIARA DA SILVA

 

LIÇÃO Nº 7 – JESUS É BATIZADO

Objetivo

Professor (a) ministre sua aula de forma a conduzir seu alunos (as) a conscientizar-se de que igreja é corpo terreno de Jesus, e portanto não somos apenas testemunhas, mas devemos vivenciar sua vida quando estava aqui na terra, começando pelo batismo.

Memorizando

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei." (Gl 5.22,23 - NVI).

O fruto do Espírito nos ajuda a desenvolver o caráter de Cristo. Exercitando essas qualidades vivemos em espírito. E como Paulo escreveu aos gálatas contra essas qualidades não há lei, nem terrena e nem divina.

Texto Bíblico: Mt cap. 3.

Introdução

O batismo de Jesus é narrado nos quatro Evangelhos: Mateus (3.13-17), Marcos (1.9-11), Lucas (3.21,22) e João (1.32-34). Isso, por si só, constitui forte testemunho de sua importância e singularidade. Em seu batismo, Jesus foi apresentado como o Filho amado do Pai (Mt 3.17) e Servo do Senhor (Mt 3.17 cf. Is 42.1).

O batismo é um ritual repleto de significados espirituais, ministrado ao crente como testemunho de arrependimento e de fé nos méritos salvadores de Cristo. No original, o termo batismo significa “mergulho”, “imergir” ou “imersão”.

João Batista

João, o batista (vv.1,2). “Batista” significa “aquele que batiza”. João era chamado de “Batista” porque batizava no deserto da Judéia, nas águas do rio Jordão (Mt 3.1,6; Mc 1.4,5; 6.14). Ele fora escolhido por Deus desde o ventre de sua mãe para realizar uma obra muito especial (Lc 1.15-17): pregar “o batismo de arrependimento, para remissão de pecados” (Mc 1.4), e ordenar a todos que produzissem “frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8). João promovera em seu tempo, em pleno deserto, uma campanha nacional de arrependimento e confissão de pecados.

João era o precursor do Messias (v.3). Estava consciente de sua chamada, missão e identidade (Mt 3.11; Jo 1.33; 3.28). Fora ele enviado por Deus para anunciar a chegada do Messias e “testificar a respeito da Luz” (Jo 1.7, 8; Mc 1.2,3): “Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias... E eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (Jo 1.27,34). O testemunho de João atestava a infinita superioridade de Jesus.

A mensagem de João tinha por objetivo convencer o povo de seus pecados e os líderes judeus de sua hipocrisia religiosa (Mt 3.7-12). Homens e mulheres eram batizados e instados a produzirem frutos “dignos de arrependimento” (Mt 3.8). Muitos provenientes de Jerusalém, da Judéia e das províncias adjacentes ao Jordão, caminhavam quilômetros atraídos pelo ardor da mensagem do contundente profeta (v.5). João era admirado e reconhecido pelo povo (Mc 11.32), porém, tenazmente odiado pela classe dominante (Mc 6.14-29; Rm 10.21).

O batismo de Jesus

Jesus é superior a João Batista (v.14). Em razão de reconhecer o senhorio e a impecabilidade de Cristo, João recusou-se a batizá-lo (Jo 1.29; 3.31). A Bíblia revela que “João opunha-se-Ihe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?” (v.14). Jesus respondeu que assim seria, pois convinha cumprir toda a justiça.

Em seu batismo, Jesus cumpriu toda a justiça (v.15). Há os que pensam que Jesus insistiu em ser batizado para que a igreja seguisse o seu exemplo. Outros imaginam que o objetivo de Jesus era endossar o ministério de João. Porém, o verdadeiro propósito era cumprir “toda a justiça” de Deus: “Porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (v.15). É oportuno salientar que o pronome oblíquo “nos” não se refere apenas a Jesus e a João, mas a todos os que se submetiam ao batismo. Assim, mesmo sem ter cometido qualquer pecado (2 Co 5.21), o Senhor Jesus identificou-se com a humanidade pecadora (Gl 3.13; Hb 2.17), por meio do batismo.

Assim que Jesus saiu da água uma voz bradou dos céus dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (v.17). Agora não era mais o testemunho de João Batista (Jo 1.29; Lc 3.16), mas a certificação pública do próprio Pai. Duas importantes profecias messiânicas cumpriram-se nessa afirmação: Sl 2.7 e Is 42.1.

Os evangelhos não afirmam categoricamente se todos os presentes ouviram “a voz dos céus”. Contudo, é possível que de fato a tenham ouvido. Mateus, entretanto, ao narrar o ministério público de Jesus, tornou claro o que está implícito nas palavras celestes.

Aplicação da lição

Enfatize aos alunos (as) que os quatro Evangelhos asseveram que Jesus foi batizado por João. O batismo do Senhor revela sua plena identificação com a humanidade. Assim, pelo batismo nas águas, nós também somos identificados com Ele na sua morte e ressurreição (Rm 6.4).

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva