Lição 10 - Sansão: entre vitórias e derrotas III

Imprimir

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Jovens: FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS EM OPOSIÇÃO À APOSTASIA: Lições Espirituais no Livro de Juízes

COMENTARISTA: Valmir Nascimento Milomem Santos

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 10 - SANSÃO: ENTRE VITÓRIAS E DERROTAS

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

VENCENDO INIMIGOS E LUTANDO CONTRA OS COMPATRIOTAS

Os companheiros de Sansão obrigaram a sua esposa que conseguisse da parte dele a explicação. Uma esposa ou uma amizade mundana é para o homem um inimigo em seu campo, que buscará todas as oportunidades para traí-lo. Nenhuma união pode ser confortável ou duradoura se não puderem confiar segredos um ao outro, sem o risco de que a outra parte os divulgue.

A traição da esposa de Sansão, em certo modo, mexeu com ele. Quando soube como aconteceu, ele desapareceu por um tempo, e, com isso, o pai de sua esposa, com a finalidade de honrar a sua família, a pegou e deu como esposa de outro homem, o que deixou Sansão muito furioso.

Quando Sansão decidiu entrar no quarto de sua mulher, o pai dela o impediu e explicou-se dizendo que imaginara ter ele esquecido da esposa e, por isso, não voltaria mais; informou-o de que, agora, ela era mulher de um outro homem. Em seu lugar, o filisteu ofereceu-lhe uma filha mais nova e mais bonita do que ela. Ao sentir sua causa justificada pelo tratamento que recebera, Sansão pensou: Inocente sou esta vez para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal; literalmente, “quando eu os partir em pedaços”.

Após a descoberta, Sansão traçou um plano nada convencional. Sua vingança afetaria diretamente a vida dos filisteus, pois suas plantações seriam atacadas, e, com isso, seu mantimento seria reduzido drasticamente.

Tomou 300 raposas (ou chacais), uniu-as pela cauda e amarrou uma tocha em cada um dos pares. Então, ateou fogo às tochas e soltou as raposas na seara (um campo de trigo) dos filisteus, queimando não apenas os grãos, mas também os vinhedos e os pomares. Quando descobriram a fonte do desastre em seus campos, os filisteus atacaram e queimaram a esposa de Sansão e o pai dela. Ele ficou tão irado que jurou vingar-se, ao dizer: “Se é isso o que fiz a vocês, juro que me vingarei e depois desistirei”. E feriu-os com grande ferimento, perna juntamente com coxa, “cortou-os totalmente em pedaços”.

SANSÃO E SEUS RELACIONAMENTOS DESTRUTIVOS

Mais tarde, Sansão fez uma visita a Gaza, uma dentre as cinco maiores cidades dos filisteus, aquela que ficava mais ao sul. Foi ali que ele viu uma prostituta e teve relações com ela. Quando os homens da cidade souberam que seu inimigo público número um aparecera, correram e cercaram o lugar. Durante a noite, eles permaneceram quietos, à espera, no portão da cidade, com a intenção de matar Sansão ao amanhecer. Contudo, à meia-noite, ele acordou e sozinho retirou as duas partes do portão com seus batentes. Colocou tudo em seus ombros e levou até o topo da colina próxima a Hebrom, distante cerca de 30 quilômetros.

Sedento por satisfazer os seus desejos, Sansão agora é engodado por mais outra mulher, sendo esta a que finalmente causaria a sua queda. A impulsão sexual o fez não refletir no perigo que corria, desprezando, assim, o compromisso que o Senhor impusera sobre os seus ombros.

O último ato de Sansão como um homem livre foi causado por seu relacionamento com uma mulher chamada Dalila, do vale de Soreque. Dalila é um nome semita que significa “débil, sujeita a desejos” ou “abatida”. [...] Quando os chefes dos filisteus ouviram que Sansão fora fazer uma visita, ofereceram a Dalila uma quantia recompensadora. Aparentemente ele era de estatura comum, de modo que o segredo de sua tremenda força não era conhecido de seus inimigos. Se Dalila descobrisse o mistério e o revelasse, cada um deles lhe daria um mil e cem moedas de prata.

Dalila demonstrou o seu verdadeiro caráter, e utilizou de suas ferramentas para satisfazer o seu plano. Ela sabia que Sansão era movido por suas paixões e desejos, e assim utilizou essa brecha para conhecer o segredo de sua força, permitindo assim que ela pudesse ser eliminada.

Observe o perigo de Sansão, oh! Que todos os que satisfazem seus apetites pecaminosos com embriaguez ou qualquer luxúria sensual, vejam-se deste modo, rodeados, vencidos e marcados para o desastre por seus inimigos espirituais! Quanto mais dormem, mais seguros se sentem; porém, maior é o seu perigo. [...] Sansão foi levado mais de uma vez à maldade e ao perigo por amor às mulheres; contudo, não aprendeu com tais advertências, e pela terceira vez caiu na mesma armadilha. Desta vez foi fatal. A libertinagem é uma das coisas que arrebatam o coração. É um poço profundo em que muitos têm caído, e do qual poucos têm escapado, e isto por um milagre da misericórdia, com a perda de sua reputação e a inutilização quase total, exceto de sua alma. A angústia do sofrimento é dez mil vezes maior do que todos os prazeres do pecado.

A MORTE DE SANSÃO E SUA ÚLTIMA VITÓRIA

Os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom e para se alegrar porque seu inimigo lhes fora entregue em suas mãos. [...] Quando os corações das pessoas reunidas começaram a se alegrar, certamente em função do vinho que bebiam nas celebrações, então chamaram Sansão. Foi trazido ao pátio do templo de Dagom para que pudessem brincar com ele, provavelmente para puxá-lo e fazê-lo saltar e dançar diante deles.

Sansão, agora contado como prisioneiro, foi chamado para ser ridicularizado. Aquele que um dia realizava maravilhas em nome do Senhor, agora estava padecendo pela consequência de sua luxúria.

Nada completa a medida dos pecados de uma pessoa ou de um povo com maior rapidez do que zombar dos servos de Deus e maltratá-los, ainda que a causa seja o seu próprio comportamento néscio. Alguns entendem que Deus colocou no coração de Sansão, como personagem público, vingar-se de todos os seus inimigos, em seu benefício, de Deus e de Israel.

Sansão errou muito. Em outras palavras, ele desistiu de ser aquilo que o Senhor havia projetado para ele, a fim de satisfazer seus desejos imediatos. Agora, ele padecia cego e amarrado. Contudo, se lembrou do Senhor, e orou pela última vez; seu arrependimento moveu o céu ao seu favor.

A força perdida por causa do pecado foi recuperada pela oração. Isto não foi por paixão ou vingança pessoal, mas por santo zelo, pela glória de Deus e de Israel, o que deixa claro pelo feito que Deus aceitou e respondeu a sua oração, o templo pode ter sido derrubado não pela força natural de Sansão, mas pela onipotência de Deus. Em seu caso, era justo que ele exigisse legalmente a causa de Deus e de Israel. Ele não deve ser acusado de suicida. Não procurava a sua morte, mas a libertação de Israel e a destruição de seus inimigos. Ele morreu acorrentado e entre os filisteus, como espantosa reprovação por seus pecados; porém, morreu arrependido, os efeitos de sua morte tipificam os da morte de Cristo que, por sua própria vontade, colocou a sua vida entre os transgressores e destruiu o fundamento do reino de Satanás, e fez tudo o que foi necessário para que o seu povo fosse liberto. Ainda que o pecado de Sansão tenha sido grande e ele tenha merecido os juízos que lhe sobrevieram, finalmente achou a misericórdia do Senhor; e todo aquele que se arrepende, fuja e refugie-se no Salvador, cujo sangue limpa de todo pecado, e obterá misericórdia. Porém, aqui não há algo que estimule a ceder ao pecado, com a esperança de que finalmente se arrependerão e serão salvos.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA