Lição 13 - A consumação da salvação I

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ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS

COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA

COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 13 - A CONSUMAÇÃO DA SALVAÇÃO

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

DO TERRENO AO CELESTIAL

A glorificação é a última e mais sublime etapa da salvação. E o coroamento de todo o processo redentor, quando aquilo que começou com a conversão e foi sendo moldado pela santificação alcançará a sua plenitude. Os salvos em Cristo terão os seus corpos completamente transformados no momento da glorificação.

Como fruto do pecado herdamos um corpo mortal e que padece muito. Cada dia mais o nosso corpo se deteriora por causa da corrupção, e com isso padecemos dores, enfermidades, sofrimentos etc. Contudo, a obra da salvação nos prometeu que um dia alcançaremos a redenção completa do nosso ser, onde o nosso corpo abatido será transformado para ser glorioso (Fp 3.20,21).

Paulo anuncia essa realidade maior: “Semeia- -se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção; semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória; semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor” (1 Co 15.42,43). Essa condição será revertida de maneira absoluta na consumação. Os corpos dos salvos não envelhecerão, não adoecerão e não conhecerão mais a morte. Não se trata apenas de um prolongamento da vida, mas de uma transformação radical da natureza da existência. O que hoje é marcado pela limitação dará lugar ao ilimitado; o que é temporal será revestido de eternidade.

Será a reversão daquilo que foi causado pelo pecado original de Adão. Por Adão, herdamos a nossa natureza pecaminosa, e, com isso, as mazelas que a corrupção e o pecado original introduziram na humanidade. Contudo, Cristo veio para nos fornecer a redenção dessa grande consequência, e com isso nos proporcionar a bendita esperança de um dia ter o nosso corpo glorificado.

Assim como todos morrem em Adão, todos serão vivificados em Cristo (1 Co 15.22). A natureza adâmica é o que nos liga à finitude e à corrupção, mas a natureza redentora que herdamos do Senhor é a que nos conduz à infinitude e à glória. Se fomos feitos do pó da terra em Adão (Gn 3.19), seremos revestidos da imagem do celestial em Cristo (1 Co 15.49). Se a morte reinou em Adão (Rm 5.17), a vida eterna reina em Cristo (Rm 6.23). Dessa forma, o que era ruína torna-se restauração, o que era perda transforma-se em herança, e o que era morte dá lugar à vida plena e indestrutível.

Quando chegar o grande dia da glorificação do nosso ser, nunca mais sentiremos o que nos aflige aqui. O pecado não terá mais domínio sobre o nosso corpo, porque as coisas velhas já estarão sido deixadas para trás.

A glorificação é o que nos garante a transformação do corpo e a conformação à imagem de Cristo, não se limitando apenas ao ser humano. A consumação da salvação estende-se a toda a ordem criada, pois o pecado não corrompeu apenas o homem, mas também a criação, que geme como em dores de parto, aguardando a sua redenção (Rm 8.20-22). Assim como o crente anseia pelo corpo glorificado, o cosmos também aguarda pela restauração definitiva.

UMA NOVA ORDEM DO COSMOS (Ap 22.1-5)

O texto bíblico do livro do Apocalipse revela-nos verdades gloriosas. Ele aponta para o tempo do fim, onde todas as coisas serão consumadas e um novo tempo surgirá, sendo este o tempo que nunca terá fim. Nessa nova realidade, porém, nada do que conhecemos hoje ficará de pé, pois tudo será transformado. Um rio puro de água da vida procederá do trono de Deus e do Cordeiro, bem como a árvore da vida será encontrada no meio da praça. Será um novo tempo, uma grandiosa nova realidade.

Todos os ribeiros de consolo terreno são barrentos, porém estes são claros e refrescantes. Dão vida e preservam a vida, para os que bebem deles, e assim fluirão para sempre. [...] A árvore da vida é alimentada pelas puras águas do rio que saem do trono de Deus. [...] Ali não haverá noite, nem aflição, nem tristeza, nada de pausas no serviço ou no prazer, nenhuma espécie de diversão ou prazer de invenção humana serão desejados ali.

É uma nova dimensão e realidade, onde nenhuma expectativa ou vislumbre terreno será administrado ali. Estamos falando de um lugar para vidas com corpos glorificados, onde o pecado não ira ser mais imaginado, nem investirá mais contra os santos que ali estarão.

O contraste com a experiência terrena é evidente: neste mundo, as águas da história muitas vezes são turvas, amargas e instáveis. Há rios de violência, de corrupção e de lágrimas que encharcam a existência humana. Mas o rio da eternidade é puro, cristalino, sem mistura e brota da fonte que jamais se esgota: o trono de Deus e do Cordeiro. Ele garante que não haverá espaço para a morte, para a corrupção ou para a escassez na consumação.

VIVENDO O FUTURO GLORIOSO NO PRESENTE TRABALHOSO

A vida eterna não começa apenas depois da morte, mas já irrompe no coração do crente que vive pela fé. Viver como glorificados é adotar, desde agora, um estilo de vida que reflete os valores do Reino vindouro: santidade, fidelidade e esperança. Não se trata de alienar-se das realidades deste mundo, mas de enfrentá-las com uma consciência nova: a de que já pertencemos ao Céu.

É fugir das ofertas e dos manjares, demonstrando a cada dia a imagem de Cristo em nossas vidas. É evangelizar com nossas atitudes, apresentando o poder do Evangelho para o mundo caído, e convidando a todos para se renderem aos pés de Jesus, e assim serem participantes da grandiosa promessa de salvação.

Ser canal da água da vida é estar disponível para sermos usados por Deus como instrumento de refrigério em um mundo árido. Isso se manifesta em gestos simples, porém poderosos: uma palavra de encorajamento a um colega que pensa em desistir, um testemunho firme diante das pressões de comprometer a fé, ou até mesmo a capacidade de ouvir alguém que sofre em silêncio. O crente cheio do Espírito leva consigo a presença de Cristo onde quer que esteja, permitindo que rios de vida fluam no ambiente acadêmico, profissional ou familiar.

Nós somos filhos de Deus, e por isso precisamos deixar o Espírito Santo nos guiar, capacidade e nos usar nesse tempo. Multidões estão clamando por um socorro espiritual, e por isso a Igreja deve ser o vetor de bênçãos para essa humanidade, ou seja, devemos deixar a nossa luz brilhar em meio às trevas.

Viver com Deus no centro é permitir que Ele guie não apenas os grandes planos, mas também as pequenas decisões diárias: o que estudar, como falar, onde trabalhar, de que maneira relacionar-se. Em um mundo em que tudo gira em torno do ego, o crente caminha na contramão, mostrando que a verdadeira liberdade não está em seguir o próprio coração, mas, sim, em render-se à vontade de Deus.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA