ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS
COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA
COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 4 - O DEUS QUE JUSTIFICA
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
O QUE É A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
A doutrina da justiça de Deus tem muitas ramificações, mas ela é mais frequentemente discutida em relação ao pecado do homem, e nesta relação é mais próxima em significado à severidade de Deus. Severidade é o modo pelo qual o pecador sente a justiça de Deus. [...] Justificação é um termo (gr. díkaiosis) que se refere ao julgamento judicial. Não significa tornar reto ou santo, mas anunciar um veredicto favorável, declarar ser justo. Para entendermos a justificação devemos imaginar o julgamento em um tribunal. Quando alguém passa por um julgamento de crime temos o juiz, o acusador e o acusado. Em relação ao nosso julgamento, da mesma forma temos os três elementos, sendo Deus o justo juiz, a grande acusação que recaiu sobre nós que é o pecado, e nós estávamos na posição de acusado. Através do ato gracioso de Deus, de enviar o Seu Filho para morrer por nós, a pena da nossa acusação foi derramada em Jesus, que se fez pecador por nós, e por isso, pela graça, fomos justificados por Deus em Cristo Jesus.
Justificação é um ato da graça de Deus, pelo qual Ele imputa à pessoa que crê em Jesus a justiça de Cristo, declarando-a justa. Deus, na justificação, trata o homem arrependido conforme os méritos da pessoa de seu Mediador, Jesus Cristo. Enquanto “regeneração” expressa a nova natureza que o homem recebe pela salvação, justificação se refere à sua nova posição jurídica, diante da justiça divina.
A nossa justificação veio como parte do grande amor de Deus expressado no Seu Filho. Sem essa obra de amor não estaríamos na condição que hoje gozamos em Cristo, pois não teríamos a capacidade de justificar a nós mesmos diante da nossa natureza pecaminosa.
Como a justificação é concedida pela graça, ela é recebida pela fé (Rm 1.17; 5.1). A fé é coerente com todas as outras características. Isto é verdade não apenas pelo fato da fé ser um dom de Deus, mas porque o caráter distinto da fé consiste em receber a Cristo e permanecer nele para a salvação. E a qualidade generosa e autoconfiante da fé que a torna o instrumento adequado de tudo o mais que envolve a justificação. É pela fé que somos justificados e somente pela fé, embora nunca por uma fé que esteja sozinha.
DEUS JUSTIFICOU ABRAÃO
Por mais exaltado que fosse em diversos aspectos, Abraão não tinha nada de que orgulhar-se na presença de Deus, sendo salvo pela graça por meio da fé, como os demais. Sem destacar os anos que se passaram antes de seu chamado, e os momentos em que a sua obediência falhou, e também a sua fé, a Escritura estabeleceu expressamente: "E creu em Deus, e isto lhe foi imputado por justiça" (Gn 15.6).
A justificação de Abraão veio por meio do exercício de sua fé. Não foi por meio de nenhuma obra que ele houvesse feito, ou por intermédio de nenhum sacrifício que ele ofertou a Deus, mas sim exclusivamente por sua fé no Deus Todo-Poderoso.
A Escritura mostra claramente que Abraão foi justificado vários anos antes de sua circuncisão. Portanto, é evidente que este ritual não era necessário para a justificação. Era um sinal da tendência que todos nós possuímos ao pecado. Era um sinal e um selo exterior, concebido não somente para ser a confirmação das promessas que Deus dera a ele e à sua descendência, e da obrigação de serem do Senhor, mas para assegurar-lhe de igual modo que já era um verdadeiro participante da justiça da fé.
A lição que Abraão nos deixa é que o exercício da fé é importante para a nossa justificação. Somente através da fé no sacrifício de Cristo é que recebemos da parte do Pai a justificação de nossos pecados.
Quando os crentes são justificados pela fé, "isto lhe é imputado por justiça"; a fé deles não os justifica como parte da justiça própria, seja esta pequena ou grande, mas como o meio designado de uni-los àquEle que escolheu o nome pelo qual devem chamá-lo: "Jeová Justiça nossa".
O LIVRAMENTO DA CULPA E DAS CONSEQUÊNCIAS ETERNAS DO PECADO
Na justificação que Deus faz dos pecadores, há um único ingrediente que não aparece em nenhum outro caso de justificação. Esta característica única é que Deus faz com que a nova relação declarada por Ele se torne realidade. Esta operação é expressamente declarada nas Escrituras, e é o ato pelo qual muitos são constituídos como justos (Rm 5.19), a concessão do dom gratuito da justiça (Rm 5.17), tornando-nos a justiça de Deus em Cristo (2 Co 5.21). E por esta ação que a sentença de condenação (q.v.) sob a qual repousamos como pecadores é mudada para uma ação de justificação; não há, portanto, nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1).
Antes do processo da salvação, estávamos contados com aqueles que caminhavam para a condenação eterna. Caminhávamos a passos largos em direção a nossa sentença, mas Deus forneceu o nosso escape e a nossa salvação.
A Bíblia afirma: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Todos são culpados (Rm 3.9), ninguém é justo (Rm 3.10; Jó 25.4), todos os pecados estão escritos no livro de Deus (Ap 20.12) e também registrados na sua consciência (Jr 17.1). Todos estão debaixo da condenação (Rm 3.19; 2.2,3; 1 Tm 5.24). Nenhum homem tem condições próprias para livrar-se da sua culpa. [...] Boas obras não justificam o homem diante de Deus (G12.16; Ef 2.8,9).
Somente através do sacrifício de Cristo fomos justificados. Quando recebemos a Cristo como o nosso Salvador, mudamos imediatamente a nossa condição de caídos e condenados, para a condição de novas criaturas justificadas pelo Pai em Cristo Jesus.
E é por essa aceitação que são declarados justos, porque Jesus é a sua justiça (Jr 23.6). Quando Deus olha para o crente, Ele o vê através da pessoa de Jesus, na qual todos somos feitos justiça de Deus (2 Co 5.21). Pela conta credora de Jesus (que não se esgota) foi feito o pagamento do nosso débito, que agora já não mais existe. Assim, o crente pode, vestido do manto da justiça de Jesus (Is 61.10), apresentar-se diante de Deus justificado.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA