Lição 3 - A natureza do Deus que salva I

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ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS

COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA

COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 3 - A NATUREZA DO DEUS QUE SALVA

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR

A nossa redenção espiritual foi planejada e decidida por Deus antes da fundação do mundo (1 Pe 1.18,19; Ap 13.8). Essa redenção, em Cristo, é formosa e claramente ilustrada em Levítico 25 — principalmente nos versículos 25, 48 e 49 — e Rute 2.20; 3.9-13; 4.1-9. Nessas passagens, o termo go’el significa “parente remidor”, o qual tinha de ser consanguíneo do escravo. Vemos claramente no papel desse parente remidor um tipo de nosso Redentor, o Senhor Jesus (Tt 2.14).

O relato da queda apresentou, além das consequências do pecado, uma solução para ele: o envio do remidor. Deus estava, naquele momento, apresentando à humanidade que um dia nasceria aquele que remiria o homem do pecado. As páginas do Antigo Testamento destacam que Aquele que viria sofreria muito, contudo, após a consumação da sua obra, retornaria em glória para as mansões celestiais (Sl 24).

Quando Deus, no dia da queda, prometeu o Redentor, revelou também de que maneira Ele viria ao mundo. Disse à serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15, Versão Revisada, IBB).

Perceba que a promessa do remidor é profunda, e apresenta o grande amor de Deus para com o homem. Não foi culpa dEle a desobediência do primeiro casal e a sua consequente queda, contudo, e mesmo assim, Ele continuou a amar a humanidade ofertando um Cordeiro que desde a fundação do mundo foi morto para salvar os que haviam sido perdido (Jo 3.16; Lc 19.10; Ap 13.8).
Quando Jesus quis mostrar a profundidade do amor de Deus para com os seus discípulos, Ele disse: “[Tu] tens amado a eles como me tens amado a mim” (Jo 17.23). Deus é amor! E esse seu sentimento é de caráter imutável. O mesmo amor com que Deus amou seu Filho, a quem chamou “meu Filho amado” (Mt 3.17), também derrama aos que crerem nEle.

A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS

Quando João diz que Deus amou o mundo de tal forma que deu o seu Filho, está dizendo que Deus nos deu de presente a pessoa de Jesus. O que Deus tinha de mais precioso, nos ofereceu como uma dádiva. Ele não guardou para si, mas deu como um presente de alto valor. Esse presente não foi uma forma de compensar uma ausência, nem um mimo para ser ofertado de forma costumeira. Jesus é uma prova do amor de Deus, e a garantia da nossa salvação por meio de um sacrifício que nos perdoa de todos os nossos pecados.

O grande amor de Deus é revelado em Cristo. O Envio do Seu Filho para morrer pela humanidade destaca o grande amor de Deus. O apóstolo Paulo escreveu aos romanos dizendo: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

O amor de Deus é suficientemente imenso para abranger todos os homens, isto é, “o mundo” (1 Tm 2.4). Deus “deu” seu Filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do coração amoroso de Deus. Não foi algo que Ele foi obrigado a fazer (1 Jo 4.10; Rm 8.32).

Não podemos mensurar a grandeza do amor de Deus para conosco, pois como afirma o apóstolo Paulo: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer” (Rm 5.6,7). Nossa limitada capacidade humana não consegue definir a dimensão do amor de Deus, pois é tão profundo que não se pode medir (Ef 3.18,19).

O seu amor excede todo o entendimento (Ef 3.19). “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13). Cristo mostrou o seu amor para com o Pai (Jo 14-31), querendo em tudo obedecê-lo e fazer a sua vontade (Jo 6.38; Sl 40.9; Jo 4.34). Ele amou o mundo, entregando-se por nós em sacrifício (Ef 5.2), sendo nós ainda pecadores (Rm 5.6,8). Cristo amou a sua igreja (Ef 5.25) e os seus seguidores: “Como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo 13.1). Ele ama os pecadores (Lc 19.10), e até os seus inimigos (Lc 23.34).

A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA

A Bíblia denomina Deus de “santo” (Sl 99.3). Ele é chamado “o Santo de Israel” (Sl 89.18). Só no livro de Isaías esse nome é usado trinta vezes (Is 1.4). Deus diz: “Assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo” (Is 57.15). Realmente, “santo e tremendo é o seu nome” (Sl 111.9).

O nosso Deus é perfeito e pleno em santidade. Não existe pecado ou corrupção em Sua essência, pois nada pode se igualar à Sua santidade (Ex 15.11; 1 Sm 2.2). O salmista destaca isso quando exprime: “Tu, porém, és o Santo” (Sl 22.3).

A santidade é uma substância da própria natureza de Deus, e não somente expressão de um procedimento santo. Deus diz: “Eu sou santo” (1 Pe 1.16; Lv 19.2; 20.7; Sl 99.6,9). Ele é a fonte de toda a santidade. Assim como a luz é caracterizada pelo seu brilho, assim também Deus, que é a Luz (1 Jo 1.5), emite raios do brilho da sua santidade. A Bíblia diz que “Deus é glorificado na sua santidade” (Ex 15.11). A glória de Deus são raios da sua santidade, e nós o adoramos na beleza dessa santidade (Sl 29.2; 96.8,9).

Por isso que a salvação é um grande convite a uma vida em santidade. Fomos chamados por Ele para abandonar às práticas do pecado, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença (Ef 1.4; 4.22-24), pois aquele que nos chamou é Santo (1 Pe 1.15,16). O Escritor aos Hebreus afirma que sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

Deus quer que os homens vivam em íntima comunhão com Ele. Porém, isso só é possível quando eles aceitam as condições impostas por Deus. Ele diz: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16). Deus tem, na sua santidade, decretado leis e normas que expressam a sua vontade, às quais os homens têm de se sujeitar e obedecer. Ele quer conduzir os homens no caminho da santidade, porque deseja que “sir vamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor” (Hb 12.28, Versão Revisada, IBB).

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA