Lição 1 - Deuteronômio: o livro da Aliança I

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ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

QUARTO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - O DEUS DA ALIANÇA: Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

COMENTARISTA: Osiel Gomes da Silva

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 1 – DEUTERONÔMIO – O LIVRO DA ALIANÇA

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Em Deuteronômio, Moisés faz uma síntese da lei.

INTRODUÇÃO

- Neste quarto e último trimestre de 2026, teremos mais um trimestre bíblico, em que estudaremos o livro de Deuteronômio, o quinto e último livro do Pentateuco.

- Em Deuteronômio, Moisés faz uma síntese da lei.

ILUSTRAÇÃO DA LIÇÃO

- A lição tem como ilustração duas tábuas de pedra sobre um monte. Estas duas tábuas simbolizam as duas tábuas da lei que o Senhor deu a Moisés, quando ele se encontrava no monte Sinai, tábuas que foram preparadas e escritas pelo próprio Deus (Ex.31:18), que eram o símbolo da aliança firmada entre Ele e Israel no monte Sinai (Ex.19:5-9).

- Estas tábuas, entretanto, foram quebradas logo em seguida por Moisés, diante da cena em que o líder viu o povo violar os dois primeiros mandamentos no episódio do bezerro de ouro (Ex.32:19).

- Após a intercessão de Moisés, este preparou novas tábuas, tendo o Senhor, então, novamente escrito as “dez palavras” nelas (Ex.34:1), tábuas que foram postas no interior da arca da aliança (Ex.40:20), que, por isso mesmo, era chamada de “arca do testemunho” (Ex.25:22; 26:34; 30:26), pois as tábuas eram o “testemunho” de Deus para o povo (Ex.25:31).

- A ilustração, portanto, faz-nos lembrar que o livro de Deuteronômio é a recordação que Moisés faz ao povo, antes de morrer, da aliança que firmaram com Deus no monte Sinai, é a “memória do testemunho”.

I – A AUTORIA, A DATA E O PROPÓSITO DO LIVRO DE DEUTERONÔMIO

- Neste quarto e último trimestre de 2026, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus, depois de nos ter dado a oportunidade, no primeiro trimestre, de estudarmos a Doutrina da Trindade; de, no segundo trimestre, feito-nos estudar a vida dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó e de, no terceiro trimestre, completarmos o estudo do livro de Atos dos Apóstolos, iniciado no terceiro trimestre de 2025, convida-nos, agora, a nos debruçar sobre um livro do Antigo Testamento, o livro de Deuteronômio.

- Temos, pois, mais um trimestre bíblico, agora de livro do Antigo Testamento, o último livro do Pentateuco, o derradeiro livro da lei, chamado de “Devarim” (דְּבָרִים), isto é, “Palavras” pelos judeus, que dão os títulos dos livros a partir da primeira palavra do texto, “in casu”, “Estas são as palavras que Moisés falou a todo Israel…” (Dt.1:1), e, na Septuaginta, a primeira versão das Escrituras, sua tradução do hebraico para o grego, de “Deuteronômio” (Δευτερονόμιον), ou seja, “segunda lei” ou “repetição da lei”.

- O título hebraico, embora reproduza a primeira palavra do texto do livro, é já elucidativa a respeito do conteúdo deste rolo. Com efeito, trata-se das palavras proferidas por Moisés em três discursos, além da redução a escrito de seu último cântico e de sua bênção ao povo, antes de sua morte.

- São, pois, as palavras de despedida de Moisés, onde o líder faz uma profunda reflexão dos quarenta anos em que esteve à frente do povo, da jornada feita no deserto e, sobretudo, traz ao povo a memória do pacto celebrado com o Senhor no monte Sinai e a necessidade de Israel ser fiel e obediente a Deus se quisesse permanecer na Terra Prometida que haveria de ser conquistada logo após a sua morte.

- Como, certa feita, lembrou o príncipe dos pregadores britânicos, Charles Haddon Spurgeon (1834-1892), em sermão a respeito das palavras de Jesus em Jo.16:33, as últimas palavras de um homem antes de sua morte costumam ser as mais profundas e incisivas e é isto que notamos em Deuteronômio, discursos em que, à luz de todos os acontecimentos ocorridos com Israel após a sua saída do Egito, Moisés mostra o sentido da lei, dando ao povo uma profunda reflexão do significado de ter Israel se tornado o povo do Senhor entre todas as nações da Terra.

- Mas também o título dado pelos gregos ao livro revela toda esta profundidade do livro de Deuteronômio, pois, ao intitulá-lo de “segunda lei” ou “repetição da lei”, vemos aqui que o livro é uma rememoração da lei, da aliança feita entre Deus e Israel, e, portanto, não se tem uma mera repetição do que havia sido pactuado, mas, antes, uma síntese, isto é, um resumo que apresenta os pontos mais importantes de tudo quanto foi ordenado, onde o mais importante é enfatizado.

- Tanto assim é que, na relação dos 613 mandamentos da Torá trazida pelo rabino e filósofo judeu Maimônides (1138-1204), na sua obra “Mishneh Torah”, 202 dos mandamentos estão no livro de Deuteronômio, ou seja, 32,95% dos mandamentos, a mostrar, portanto, que não se tem mera repetição.

- Assim é que, em Deuteronômio, ao contrário do que ocorre em Levítico, não se tem minudências a respeito de rituais, cerimoniais, mas, antes, uma reflexão moral e espiritual a respeito dos mandamentos, bem como do significado do que é ser povo santo e reino sacerdotal, de ser a propriedade peculiar de Deus dentre os povos (Cf. Ex.19:5,6).

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 COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO

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