Lição 9 - Coragem para testemunhar: Paulo diante da multidão I

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ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 9 – CORAGEM PARA TESTEMUNHAR: PAULO DIANTE DA MULTIDÃO

Paulo não temeu pregar o Evangelho em Jerusalém.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, estudaremos a prisão de Paulo em Jerusalém.

- Paulo não temeu pregar o Evangelho em Jerusalém.

I – A VIAGEM DE PAULO DE MILETO A JERUSALÉM

- Na sequência do estudo da segunda parte do livro de Atos dos Apóstolos, estudaremos a prisão de Paulo em Jerusalém.

- A narrativa da prisão de Paulo em Jerusalém bem como dos fatos que se sucederam até sua ida a Roma ganham um contorno todo diferenciado no livro de Atos, pois Lucas, o autor do livro, participou de todos estes episódios.

- Com efeito, a partir de At.20:6, o médico amado se inclui em a narrativa, passando a ser narrador-participante ou narrador-personagem, de modo que passa a contar a história não apenas depois de ter recebido as informações dos que presenciaram os fatos (Lc.1:2), mas como tendo deles participado.

- A narrativa do capítulo 21 de Atos, a exemplo do capítulo 27, a ser estudado em lição posterior, apresenta, assim, contornos de dramaticidade, pois são circunstâncias de elevado conteúdo emocional, quais sejam, a tentativa de homicídio e a consequente prisão libertadora de Paulo no templo e a terrível viagem até Roma, com naufrágio e igualmente com risco de vida, e tendo Lucas de tudo isto participado, impossível que não se tenha escrito algo dramático, de forte teor emocional.

- Lucas inicia este capítulo (lembrando que a divisão em capítulos somente se deu por Stephen Langton em 1205), dizendo que, depois de ter se despedido dos obreiros de Éfeso em Mileto, Paulo e sua comitiva embarcaram e foram até Cós e, no dia seguinte, a Rodes, de onde passaram a Pátara, onde encontraram um navio que ia até a Fenícia.

- Lucas, então, dentro da sua narrativa minudente, que foi até objeto de estudo de muitos, que afirmam ser a sua obra a mais minuciosa da Antiguidade e cuja veracidade pode ser cabalmente comprovada, diz que o navio, já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, navegou até a Síria, tendo chegado a Tiro, já que o navio tinha de ser descarregado ali.

- Em Tiro, a comitiva do apóstolo encontrou com alguns discípulos, tendo com eles ficado sete dias. Na ocasião, os discípulos diziam, pelo Espírito, que Paulo não subisse a Jerusalém (At.21:3).

- Notamos aqui a espiritualidade dos crentes da igreja primitiva. Tiro, uma cidade da Fenícia (região do atual Líbano), naturalmente devia ter uma pequena igreja. Foram encontrados apenas sete discípulos, mas a ação do Espírito Santo na vida deles era intensa. Mais uma vez, vemos a atuação dos dons espirituais e a predição de tudo quanto o apóstolo haveria de passar em Jerusalém, o que tinha já acontecido em todas as cidades pelas quais Paulo tinha passado depois que deixara a Grécia com disposição de ir para Jerusalém (At.20:23).

- Ademais, também notamos que, quando havia encontro de crentes, dedicavam-se eles prioritariamente a adorar em Deus em conjunto, seja nos locais de culto, seja nas casas. Evidentemente que havia momentos de confraternização, mas não era essa a prioridade.

- Se perguntarmos aos irmãos mais antigos de nossas igrejas locais, também chegaremos à conclusão de que esta era a conduta observada pela nossa denominação há décadas atrás. Nas visitas e encontros entre irmãos, sempre havia um momento para oração conjunta e para reflexão de um texto bíblico.

- Hoje em dia, porém, para tristeza nossa, o que se tem é apenas lazer, confraternização, momento algum de oração ou leitura bíblica. Realização de cultos então, nem pensar! Há muita diversão e nada mais. Até os “retiros espirituais” são mais “momentos de lazer” do que qualquer outra coisa, a demonstrar o baixíssimo nível espiritual de quase todos os que cristãos se dizem ser, aqueles quase todos que sofrem do esfriamento do amor (Mt.24:12 NAA). Mudemos este quadro enquanto é tempo!

- Depois de uma semana juntos, a comitiva e os irmãos de Tiro oraram juntos, fora da cidade, na praia, antes que Paulo e os seus embarcassem, a confirmar a prioridade de adoração há pouco mencionada (At.21:5).

- Chegando a Ptolemaida, Paulo e sua comitiva encontraram-se com outros irmãos, tendo com eles ficado um dia, tendo, então, no dia seguinte, ido a Cesareia, onde foram até a casa de Filipe, o evangelista, um dos sete diáconos da igreja de Jerusalém (At.6:5), que levara o Evangelho até Samaria (At.8:5) e que se estabelecera em Cesareia após ter sido usado pelo Senhor para pregar o Evangelho ao mordomo-mor da rainha Candace (At.8:40).

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 COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO

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